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CPAD Adultos – 2º Trimestre de 2020 – 17-05-2020 – Lição 7: Cristo é a nossa reconciliação com Deus

12/05/2020

Este post é assinado por Eliel Goulart

TEXTO ÁUREO

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio.” – Efésios 2.14

VERDADE PRÁTICA

Ao morrer na Cruz do Calvário, Cristo reconciliou os eleitos desfazendo a inimizade entre Deus e os homens.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Efésios 2.14 a 19 

14 – Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio,

15 – na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

16 – e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

17 – E, vindo, ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto;

18 – porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.

19 – Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus.

INTRODUÇÃO

A paz do Senhor!

Todos os versículos citados são da Almeida Revista e Corrigida. Quando de outra versão, a mesma é mencionada.

Continuamos aprendendo das riquezas do plano eterno de Deus em Cristo Jesus, ensinados na Carta aos Efésios, pelo apóstolo Paulo.

Na Lição passada aprendemos que o poder de Deus foi manifestado em relação a nós, como indivíduos, de três maneiras:

(1) ressurreição espiritual;

(2) ascensão espiritual e

(3) poder espiritual.

Paulo continua explicando que depois desta manifestação do poder de Deus em relação ao crente, individualmente, o poder divino foi manifestado também em relação à humanidade inteira, agora coletivamente, envolvendo três povos:

1 – Os gentios;

2 – Os judeus;

3 – A Igreja de Deus.

Em Apocalipse 17.14 está escrito ao final do versículo: “…vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos e fiéis.“

E estes chamados, eleitos e fiéis, são chamados, são eleitos dentre dois povos: os judeus e os gentios, para formarem os fiéis: ou seja, a Igreja.

Entendemos que Deus vê três classes de pessoas no mundo: os judeus, os gentios e a Igreja. E neste final do capítulo 2 da Carta aos Efésios vamos juntos aprender como Deus desfez a inimizade entre os povos, como dos dois povos criou um só povo: a Igreja.

I – CRISTO DESFEZ A INIMIZADE ENTRE OS HOMENS

1 – A parede de separação entre os homens

Efésios 2.14 – “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio.”

O que é esta parede de separação entre os homens?

A expressão ´parede de separação´, no grego original, é uma palavra só: mesotoichon, onde ´meso´ significa ´meio´ e ´toichon´ significa ´pequena parede´. Esta expressão grega traduzida por ´parede de separação´, ocorre somente uma vez em todo o Novo Testamento e, claro, somente neste versículo em apreço de Efésios 2.14.

Flávio Josefo (37 a.C. – 100 d. C), historiador judeu, em seus famosos livros ´Antiguidades Judaicas´ e ´A Guerra dos Judeus´, informa-nos que os gentios estavam autorizados a entrar na parte externa da área delimitada do templo em Jerusalém. Essa grande área pavimentada em volta do templo e seus átrios (pátios, alpendres) internos eram delimitados por uma colunata – uma sequência dupla de pilares – de 10 metros de altura. O perímetro dessa área media 900 metros. Esse pátio externo também era chamado de pátio dos gentios.

Mas os gentios eram fisicamente proibidos de acessar os pátios internos do templo por uma barreira de 1,4 metro de altura (ou seja, o historiador se refere a esta ´parede de separação´ do versículo lido – Efésios 2.14 – que noutra tradução é chamado de “muro de inimizade”). O historiador judeu Flávio Josefo informa que 13 placas de pedra com inscrições em grego e em latim foram colocadas ao longo da barreira, advertindo os gentios a que não entrassem.

Nas palavras de Josefo: “Havia uma divisão feita de pedra (…). Sua construção era muito elegante; sobre ela, ficavam pilares, em distâncias iguais entre um e outro, anunciando a lei de pureza, em grego e em outras letras romanas, dizendo que ‘nenhum estrangeiro deveria entrar no santuário’” (Guerras, 5.5.2).

Os arqueólogos descobriram duas dessas placas de aviso, que dizem: “Nenhum estrangeiro tem permissão de entrar na balaustrada – barreira de colunas – em torno do santuário e do pátio. Quem for pego, será responsável por sua decorrente morte”.

Esse muro divisor teve grande significado para Paulo, que foi preso em Jerusalém por supostamente levar um crente grego chamado Trófimo, para o pátio interno do templo – Atos 21.28 e 29:

Gritando: “Israelitas, ajudem-nos! Este é o homem que ensina a todos em toda parte contra o nosso povo, contra a nossa lei e contra este lugar. Além disso, ele fez entrar gregos no templo e profanou este santo lugar”. Anteriormente eles haviam visto o efésio Trófimo na cidade com Paulo e julgaram que Paulo o tinha introduzido no templo.“ – Nova Versão Internacional – NVI.

2 – A derrubada da parede da separação

Vamos reler o versículo de Efésios 2.14 – “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio.” 

Derribar ou derrubar? Tanto faz. Podemos dizer ´derribar´ a parede ou ´derrubar´ a parede. Trata-se de um verbo chamado de ´verbo variante´.

Permitam-me expor aqui, brevemente, um trecho do livro do escritor Janduhi Dantas, “Lições de Gramática em versos de cordel”, sobre a questão de ´derribar´ ou ´derrubar´:

Quem pensa que ´derribar´

diz quem é ignorante

não conhece a nossa língua,

enganado está bastante:

´derrubar´ e ´derribar´

são palavras variantes. 

Paulo ilustra com a parede de pedras, mas refere-se sobretudo à divisão espiritual. Antes, separados da comunhão com Deus, agora, os gentios têm acesso aos mesmos privilégios, bênçãos e esperanças, porque a parede de separação foi derrubada pelo poder do sacrifício redentor do Senhor Jesus. 

Antes, mais do que um muro de pedras, havia uma barreira impenetrável separando o homem de Deus. Mas, a morte de Cristo Jesus, na cruz de dor, permitiu a reconciliação entre os judeus e os gentios, e entre os homens e Deus.

Efésios 2.16 – “E, pela cruz, reconciliou ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.”

Assim, todos os crentes temos as seguintes e outras bênçãos mais:

1 – Entramos com ousadia no Santuário, pela cobertura do sangue de Jesus – Hebreus 10.19 – “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus.“

2 – Temos acesso a Deus, conduzidos pelo Espírito Santo, através de Cristo Jesus – Efésios 2.18 – “Porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.“

3 – Agora, somos concidadãos dos santos, da família de Deus, e crescemos juntos como templo santo no Senhor – Efésios 2.19 e 21 – “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.“

Meus amados, vamos observar o princípio prático deste versículo para vivermos hoje: não construa muros de separação de inimizade entre você e o seu irmão em Cristo, seu parente, seu vizinho, seu colega de trabalho ou de escola.

Ilustração – Anos passados, conheci um libanês que imigrou para o Brasil junto com o seu único irmão. Ele contava mais de 80 anos. Eu gostava de conversar com ele. Num certo dia, não sei o porquê, perguntei-lhe assim de supetão: “Senhor fulano, o senhor está com mais de 80 anos. O que o senhor gostaria de ter feito e não fez? “Seus olhos marejaram de lágrimas, e ele me respondeu: “Reconciliar com o meu irmão. Nós chegamos ao Brasil, e juntos abrimos uma loja. Cada um casou-se e constituiu família. Um dia nós dois nos desentendemos por causa de negócios comerciais. A sociedade na loja foi desfeita. E brigamos a ponto de não mais conversarmos um com o outro. Nossos filhos nunca mais se relacionaram. Os primos cresceram separados. Nossas mulheres não se falaram mais. Não nos reunimos mais no Natal, nos aniversários… nossos filhos se formaram, e ninguém foi nas celebrações um do outro. Nossos filhos se casaram, e também nenhum convidou ao outro. Nós envelhecemos, e hoje as lojas estão fechadas, e o que eu mais queria fazer e não posso mais, seria abraçar meu irmão e reconciliar com ele. Mas, ele morreu a uns dois meses…”.

Ao invés de construir muros de separação de inimizades, derrube as barreiras para que haja comunhão. Ande de maneira digna da sua chamada em Cristo, suporte uns aos outros em amor. A situação de divisão é difícil? Vou lhes expor uma prática espiritual minha: quando eu percebo que há uma barreira, por menor que seja, entre mim e outra pessoa – seja minha esposa, algum parente ou irmão em Cristo, enfim, qualquer pessoa – eu oro clamando o sangue aproximador do Senhor Jesus, conforme Efésios 2.13 – “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.“

3 – O conceito da lei dos mandamentos

Pastor Eliel Goulart

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