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CPAD Adultos – 4º Trimestre de 2020 – 01-11-2020 – Lição 5 – O lamento de Jó

28/10/2020

Esse post é assinado por Eliel Goulart

TEXTO ÁUREO

“Porque antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água”.   – Jó 3.24

VERDADE PRÁTICA

O sofrimento pode nos levar a situação de extrema angústia, mas não devemos perder a esperança no agir de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Jó 3.1-26

1 – Depois disto, abriu Jó a boca e amaldiçoou o seu dia.

2 – E Jó, falando, disse:

3 – Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!

4 – Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz!

5 – Contaminem-no as trevas e a sombra da morte; habitem sobre ele nuvens; negros vapores do dia a espantem!

6 – A escuridão tome aquela noite, e não se goze entre os dias do ano, e não entre no número dos meses!

7 – Ah! Que solitária seja aquela noite e suave música não entre nela!

8 – Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam o dia, que estão prontos para fazer correr o seu pranto.

9 – Escureçam-se as estrelas do seu crepúsculo; que espera a luz, e não venha; e não veja as pestanas dos olhos da alva!

10 – Porquanto não fechou as portas do ventre, nem escondeu dos meus olhos a canseira.

11 – Por que não morri eu desde a madre e, em saindo do ventre, não expirei?

12 – Por que me receberam os joelhos? E por que os peitos, para que mamasse?

13 – Porque já agora jazeria e repousaria; dormiria, e, então, haveria repouso para mim.

14 – com os reis e conselheiros da terra que para si edificavam casas nos lugares assolados.

15 – ou com os príncipes que tinham ouro, que enchiam as suas casas de prata;

16 – ou, como aborto oculto, não existiria; como as crianças que nunca viram a luz.

17 – Ali, os maus cessam de perturbar; e, ali, repousam os cansados.

18 – Ali, os presos juntamente repousam e não ouvem a voz do exator.

19 – Ali, está o pequeno e o grande, e o servo fica livre de seu senhor.

20 – Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo.

21 – que esperam a morte, e ela não vem; e cavam em procura dela mais do que de tesouros ocultos;

22 – que de alegria saltam, e exultam, achando a sepultura?

23 – Por que se dá luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus o encobriu?

24 – Porque antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água.

25 – Porque o que eu temia me veio, e o que receava me aconteceu.

26 – Nunca estive descansado, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação.

INTRODUÇÃO

A paz do Senhor!

Todos os versículos citados são da Almeida Revista e Corrigida. Quando de outra versão, a mesma é mencionada.

A Lição de hoje tem três pontos que serão meditados conforme três perguntas de Jò:

1 – Por que nasci?

2 – Por que não nasci morto?

3 – Por que continuo vivo?

Jó fez estas três perguntas após os eventos que estudamos na lição anterior: os sofrimentos de ordem econômica, familiar e psicológica.

São lamentos não significam e nem mesmo intencionam revolta contra Deus. De maneira nenhuma há tal sentimento. E as três perguntas não indicam apologia ao suicídio diante de grandes sofrimentos e, muito ao contrário, Jó expõe, nas entrelinhas de suas lamentações, que é de Deus o direito da dádiva da vida e do fim dela.

I Samuel 2.6 – “O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela”.

I – PRIMEIRO LAMENTO DE JÓ: POR QUE NASCI? (3.1-10)

1 – “Por que nasci?”  

Jó 3.1 – “Depois disto, abriu Jó a boca e amaldiçoou o seu dia”.

Depois de sete dias de silêncio e luto, e com suas aflições aumentando, sem perspectiva de alívio, Jó irrompe numa lamentação dolorosa, amaldiçoando o dia de seu nascimento e a noite de sua concepção.

No hebraico, a expressão ´abriu Jó a boca´ tem o sentido de começar a falar de uma maneira sentenciosa, profunda e sublime. Falar assim é um ato, que nos costumes do Oriente, significa que o assunto é importante e com deliberações.

Jó amaldiçoou o seu dia, significa literalmente que amaldiçoou o dia de seu aniversário. E a maldição foi arrancada dele por um terrível conjunto de acontecimentos. Ora, ele perdera quase tudo: bens materiais, os filhos, saúde e força. Estava privado de quase tudo que neste mundo dá refrigério à nossa vida.

Considere que já não falou apressadamente, pois ficou em silêncio por sete dias. Silencioso, mas não inconsciente. Sete dias mudo, assimilando toda a realidade.

Jó amaldiçoou seu dia e não amaldiçoou a Deus. Nem à Criação de Deus. Ele não amaldiçoou com raiva as ordenações divinas. Ele não considerou seu sofrimento como uma má administração de Deus sobre as coisas.

Jeremias também lamentou seu o dia de seu nascimento – Jeremias 20.14 a 18. A vida de uma pessoa deva ser vista no seu todo. Pesada em toda a sua extensão. E não somente por causa de alguns períodos. Olhemos para a vida de Jó e de Jeremias como um todo, e veremos tantos valores permanentes, o quanto as profecias de Jeremias prevalecem, e nós então aprendemos que não podemos julgar os dias e nem toda a existência pelo filtro de nossos sentimentos.

Vale a pena viver a vida mesmo diante de tantos sofrimentos de várias ordens? A resposta, sobretudo nesta Dispensação da Graça, é sim! Observe que a soma das horas e dos dias desfrutados em paz e satisfações, e das horas e dos dias escurecidos pela dor e angústia, muito certamente mostram equilíbrio, proporção e medidas muito diferentes quando postas uma ao lado da outra. Cada um faça o seu próprio cálculo!

Romanos 8.38 e 39 – “Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!”

2 – Que em lugar da memória viesse o esquecimento

Jó 3.3 – “Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!”

Neste versículo 3 começa a poesia métrica no hebraico original e, segundo os eruditos em hebraico, é muito bonita a divisão em versos curtos.

A maioria de nós celebramos e gostamos de celebrar o dia do aniversário. Jó não queria mais sinais de alegria e gratidão pelo dia de seu nascimento, e desejou que nem fosse considerado no calendário. Que a lembrança dele fosse totalmente perdida.

Em lugar da memória, viesse o esquecimento.

Muitas vezes nós também queremos esquecer de tantas memórias do passado. E muitas vezes deveríamos esquecer de fatos do passado.

Paulo assim escreveu em Filipenses 3.13 – “Esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando-me para as que estão diante de mim.”

Há coisas que devemos esquecer e coisas que não devemos esquecer.

Pastor Silas Malafaia, numa pregação tendo por tema ´Esquecer o Passado´, propõe que devemos esquecer quatro coisas pelo menos:

Esqueçamos de nossos pecados do passado. Pecados confessados e deixados.

Hebreus 10.17 – “E nunca mais me lembrarei de seus pecados e seus atos de desobediência”.

Miquéias 7.19 está escrito: “…e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.” Às vezes nós mesmos queremos pescar neste mar do esquecimento os pecados perdoados. Os dias dos pecados confessados e abandonados do passado são para o esquecimento.

Esqueçamos as ofensas com que outros nos ofenderam. Porque trazer constantemente a ofensa dos outros contra você à memória é privar-se da graça de Deus e é permitir que raiz de amargura contamine a muitos.

Hebreus 12.15 – “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”.

Uma maneira de privar-se da graça de Deus, quando não nos esquecemos das ofensas contra nós ocorridas no passado, é o princípio divino do perdão:

Mateus 6. 14 e 15 – “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas”.

A lembrança das ofensas que nos fizeram, contadas aos outros os contaminam, pois eles ouvem e importam raiva para dentro do seu interior, contra aquela pessoa e, por verdade, este ouvinte antes era de coração puro e, agora, por causa das memórias raivosas de suas palavras, é mais um contaminado.   

Esqueçamos as atitudes erradas que cometemos. Não se trata de pecados, nem de transgressões ou de delitos. São as atitudes de oportunidade perdida, de negligência, os atos de indecisões, as precipitações, os falatórios inúteis, as palavras e gestos irrefletidos. Se ficarmos a remoer as atitudes erradas do passado, elas vão destilando na nossa alma muita angústia, que nos paralisa, que nos entristece.

Esqueçamos das coisas que não controlamos: os acontecimentos ruins que não dependem de nós. Um desastre, uma fatalidade, uma enfermidade que deixou sequelas, uma perda econômica, pessoal, social ou moral, que não estava no nosso controle e aconteceu. Aquilo que Eclesiastes 9.2 bem esclarece: “Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro.”

Esquecer aqui tem o significado de que quando lembrar qualquer evento do passado, não lhe causa mais dor.

3 – Que em vez da ordem viesse o caos.

Pastor Eliel Goulart

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