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Central Gospel Jovens e Adultos – 3º Trimestre – 08/07/2018 – Lição 1: O estado teocrático no Antigo Testamento

06/07/2018

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Deuteronômio 17.14-20

14 – Quando entrares na terra que te dá o SENHOR, teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim como têm todas as nações que estão em redor de mim,

15 – porás, certamente, sobre ti como rei aquele que escolher o SENHOR, teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás pôr homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos.

16 – Porém não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito, para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho.

17 – Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie; nem prata nem ouro multiplicará muito para si.

18 – Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, então, escreverá para si um traslado desta lei num livro, do que está diante dos sacerdotes levitas.

19 – E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao SENHOR, seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para fazê-los.

20 – Para que o seu coração não se levante sobre os seus irmãos e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; para que prolongue os dias no seu reino, ele e seus filhos no meio de Israel.

TEXTO ÁUREO

Eu digo: observa o mandamento do rei, e isso em consideração para com o juramento de Deus. (Ec 8.2)

OBJETIVOS

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:

  • Compreender o conceito de teocracia no Antigo Testamento e suas implicações para a nação israelita;
  • Conhecer as principais características de um estado teocrático e suas funcionalidades;
  • Entender que, nos reinos de Israel e Judá, alguns reis procederam de modo correto, e outros de modo incorreto;
  • Aplicar o princípio da teocracia, ou governo de Deus, em sua própria vida.

PALAVRA INTRODUTÓRIA

Paz seja convosco.

Pela bondade de Deus, começamos um novo trimestre estudando a Sua Palavra.

Nesta revista, comentada pelo Pr. Geziel Gomes, aprenderemos sobre o tema: “Os reis de Israel, histórias de guerras, fracassos e conquistas”.

Este tema é deveras importante, pois, nos ensinará preciosas lições a respeito dos homens que foram chamados para governar o povo de Deus, outrora unido, mas que por desobediência de um destes reis, fora dividido.

Que o Senhor lhes abençoe ricamente em Cristo Jesus.

A palavra monarca (do latim: monarcha) vem do grego μονάρχης (monarkhía, de μόνος, “um/singular,” e ἀρχων, “líder/chefe”), posteriormente no latim, monarcha, monarchìa, referindo-se a um soberano único. Atualmente a palavra monarquia é geralmente usada para se referir a um sistema hereditário tradicional de governo, sendo que monarquias eletivas são consideradas, no geral, exceções[1].

Nos dias hodiernos, existem 29 famílias reais no poder ao redor do mundo, dentre elas a Inglaterra, Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Vaticano, Dinamarca entre outras.

Em alguns casos, o monarca, além de ser chefe de estado, também acumula a função de ser chefe de governo, ou seja, exerce atividade mandatória principal, porém, na maioria dos países em que a monarquia impera, o poder político é exercido por um primeiro ministro.

Desde os tempos remotos, os reinos são governados por homens que detém o poder e o caso mais antigo conhecido é o do Egito antigo, governado pelos faraós, que além de serem os governantes supremos eram tidos como deuses.

A história do povo de Deus é marcada por diversas alegrias e tristezas, vitórias e derrotas e em todos os casos onde o monarca não obedeceu aos preceitos do Senhor, o povo sofreu.

O escritor de Provérbios nos traz um texto interessante, leiamos:

“Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme”. (Pv 29.2 – ACF).

Em outra tradução:

“Quando são os justos que acedem ao poder, então toda a população se alegra; mas quando é um homem corrupto quem domina o povo, este só pode gemer”. (O LIVRO) 

Após a saída do Egito, Moisés, através de Deus, foi o legislador de Israel. Quando este morreu, o Senhor levantou juízes para governar seu povo, porém, assim como Deus havia dito, o povo se afastou de Deus e resolveu ter um governo humano que os presidisse.

“Então o Senhor apareceu na Tenda, numa coluna de nuvem, e a coluna pairou sobre a entrada da Tenda. E o Senhor disse a Moisés: “Você vai descansar com os seus antepassados, e este povo logo irá prostituir-se, seguindo aos deuses estrangeiros da terra em que vão entrar. Eles se esquecerão de mim e quebrarão a aliança que fiz com eles. Naquele dia se acenderá a minha ira contra eles e eu me esquecerei deles; esconderei deles o meu rosto, e eles serão destruídos. Muitas desgraças e sofrimentos os atingirão, e naquele dia perguntarão: “Será que essas desgraças não estão acontecendo conosco porque o nosso Deus não está mais conosco? ” E com certeza esconderei o meu rosto deles naquele dia, por causa de todo o mal que praticaram, voltando-se para outros deuses”. (Dt 31.15-18 – NVI)

Uma das características marcantes sobre o ser humano é a previsibilidade, por isto, o diabo é bem-sucedido em suas ações para com aqueles que não são de Deus (1 Jo 5.19).

Deus em sua presciência, sabe tudo o que acontecerá no futuro e da mesma forma que previu os acontecimentos relatados nos versículos citados acima, também previu que seu povo desejaria ter um rei humano que os governasse, leiamos:

“Se quando entrarem na terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá, tiverem tomado posse dela, nela tiverem se estabelecido, vocês disserem: “Queremos um rei que nos governe, como têm todas as nações vizinhas”, tenham o cuidado de nomear o rei que o Senhor, o seu Deus, escolher. Ele deve vir dentre os seus próprios irmãos israelitas. Não coloquem um estrangeiro como rei, alguém que não seja israelita”. (Dt 17.14,15 – NVI)

É importante lembrarmos que a decisão de ter um rei que os governasse, partiu exclusivamente do povo, que estava “insatisfeito” com as guerras e dificuldades que vivenciavam.

Esta questão ficou tão severa que o profeta Samuel, homem escolhido por Deus para ser Seu porta voz, fala com o Senhor em tom de tristeza, vejamos o texto:

“Quando, porém, disseram: “Dá-nos um rei para que nos lidere”, isto desagradou a Samuel; então ele orou ao Senhor. E o Senhor lhe respondeu: “Atenda a tudo o que o povo está lhe pedindo; não foi a você que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como rei. Assim como fizeram comigo desde o dia em que os tirei do Egito, até hoje, abandonando-me e prestando culto a outros deuses, também estão fazendo com você. Agora atenda-os; mas advirta-os solenemente e diga-lhes que direitos reivindicará o rei que os governará”. Samuel transmitiu todas as palavras do Senhor ao povo, que estava lhe pedindo um rei”. (1 Sm 8.6-10 – NVI)

De uma TEOCRACIA (governo de Deus sobre o povo), passaram a ter uma MONARQUIA.

O estudo da história do povo de Israel nos ensinará preciosas lições.

1 – INSTRUÇÕES AO FUTURO REI DA NAÇÃO ISRAELITA

No mesmo capítulo do livro de Deuteronômio, o Senhor dita quais deveriam ser as instruções para este governante, leiamos:

“Esse rei, porém, não deverá adquirir muitos cavalos, nem fazer o povo voltar ao Egito para conseguir mais cavalos, pois o Senhor lhes disse: “Jamais voltem por este caminho”. Ele não deverá tomar para si muitas mulheres; se o fizer, desviará o seu coração. Também não deverá acumular muita prata e muito ouro. Quando subir ao trono do seu reino, mandará fazer num rolo, uma cópia da lei, que está aos cuidados dos sacerdotes levitas para o seu próprio uso. Trará sempre essa cópia consigo e terá que lê-la todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, o seu Deus, e a cumprir fielmente todas as palavras desta lei, e todos estes decretos. Isso fará que ele não se considere superior aos seus irmãos israelitas e a não se desvie da lei, nem para a direita, nem para a esquerda. Assim prolongará o seu reinado sobre Israel, bem como o dos seus descendentes”. (Dt 17.16-20 – NVI)

As instruções eram CLARÍSSIMAS, mas veremos que com o passar do tempo, TODAS estas instruções foram esquecidas e isto trouxe inúmeros prejuízos ao povo.

1.1 – O princípio da representatividade

Conforme nos ensina a Palavra de Deus, aqueles que governam o Seu povo, devem ter muito bem claro que isto se trata de um favor de Deus e que o governo que eles exercerem está baseado em um princípio conhecido como “Princípio da Representatividade”, ou seja, alguém que representa a outrem.

A democracia é baseada neste princípio, pois os governantes eleitos, pelo menos em teoria, deveriam representar os ideais do povo.

Quando o governante se esquece deste princípio, os papeis tornam-se confusos.

1.2 – Os direitos dos reis de Israel em relação ao povo escolhido

Assim como nos mostra o texto de 1 Sm, capítulo 8, o rei que o povo escolhesse reivindicaria direitos sobre eles, leiamos:

Então Samuel comunicou ao povo o que o Senhor lhe dissera:

“Se insistem em ter um rei, saibam que este recrutará os vossos filhos e os porá a correr diante dos seus carros; outros serão tomados para fazerem as guerras, como soldados e oficiais; enquanto outros ainda irão, em serviço obrigatório, trabalhar para os campos; forçá-los-ão a lavrar as terras da coroa e a ir para as ceifas, sem renumeração; terão também de fazer as armas de guerra e os apetrechos dos carros de combate. Levará as vossas filhas, obrigando-as a trabalhar como cozinheiras, pasteleiras e perfumistas na sua corte. Tomará para si as vossas melhores terras, vinhas e olivais, dando-as aos seus amigos. Levará igualmente o dízimo das vossas colheitas e distribui-las-á aos seus favoritos. Tirar-vos-á também os vossos criados e o melhor da vossa juventude; usará dos vossos animais para seu proveito pessoal. Pedir-vos-á a décima parte dos vossos rebanhos e vocês mesmo deverão ser seus escravos. Haverão de derramar lágrimas amargas por causa desse rei que agora estão a pedir, mas nessa altura o Senhor não vos há de ajudar. Mas o povo recusou dar seguimento aos avisos de Samuel. Mesmo assim, sempre queremos um rei, responderam; queremos ser iguais às outras nações, à nossa volta. Será ele quem nos há de governar e conduzir nas batalhas. Então Samuel expôs ao Senhor aquilo que o povo respondera; e o Senhor voltou a replicar: Faz então como eles pretendem; dá-lhes um rei. Samuel acabou enfim por ceder àquela proposta e mandou-os regressar aos seus lares”. (1 Sm 8.10-21 – O LIVRO)

Leiamos o que a Educadora Bíblica Joyce Baldwin escreveu sobre este assunto:

“Embora o Senhor tenha sancionado a monarquia, Ele advertiu antecipadamente acerca do preço que Israel iria pagar por essa inovação. E interessante e instrutivo observar os modelos sociais que prevaleciam em Israel até essa época. Cada família havia sido autônoma, sob a liderança de seus anciões. Ela não tivera obrigações para com ninguém, enquanto, sob um rei, o recrutamento para o trabalho militar e agrícola restringiria a liberdade de Israel. Nem mesmo as mulheres da família escapariam, pois, na condição de perfumistas, cozinheiras e padeiras, elas serviriam a casa real. Os impostos, que eram desconhecidos, tornar-se-iam cada vez mais opressivos, até que as pessoas fossem praticamente escravas e clamassem por liberdade. Contudo, tendo feito uma escolha deliberada dessa forma de governo, Israel teria de conviver com suas imposições restritivas. O direito do rei (cf. v. 9) poderia ser traduzido por “os caminhos do rei” (mispat tem os dois sentidos). Talvez houvesse um elemento de ironia no jogo de palavras, especialmente diante do que vem a seguir. Contudo, a descrição das exigências feitas pelo rei não é exagerada; na verdade, são modestas em comparação com os requisitos do Estado moderno. Enquanto Israel estava organizado sem muita rigidez sob a liderança de líderes tribais, isso não representava ameaça para ninguém. No entanto, tão logo foi organizado como monarquia, tornou-se parte do mapa político, mais um participante da luta pelo poder, e, a fim de ter um exército eficiente, o recrutamento tomou-se necessário. Todos esses desdobramentos ocorreram já no início do reinado de Davi (2 Sm 6.1; 8.15-18), embora tenha sido sob Salomão que o sistema se tomou massacrante e opressivo (1 Rs 12.14), conduzindo à rejeição do sucessor de Salomão pelas tribos do norte”.

1.3 – Os deveres dos reis de Israel para com o povo escolhido

Por Leonardo Novais de Oliveira

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