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Central Gospel – 3º Trimestre 2020 – 16-08-2020 – Lição 7 – Miqueias, o defensor dos pobres

12/08/2020

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Miquéias 1:6-7

6 Por isso, farei de Samaria um montão de pedras do campo, uma terra de plantar vinhas, e farei rebolar as suas pedras no vale, e descobrirei os seus fundamentos.

7 E todas as suas imagens de escultura serão despedaçadas, e todos os seus salários serão queimados pelo fogo, e de todos os seus ídolos eu farei uma assolação, porque do preço de sua prostituição os ajuntou, e em recompensa de prostituta se volverão. (ARC)


Miqueias 2.1-2,10

1 Ai daqueles que, nas suas camas, intentam a iniquidade e maquinam o mal; à luz da alva o praticam, porque está no poder da sua mão!

2 E cobiçam campos, e os arrebatam, e casas, e as tomam; assim fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança.

10 Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente. (ARC)

 

Miquéias 3:1-3

1 Mais disse eu: Ouvi agora vós, chefes de Jacó, e vós, príncipes da casa de Israel: não é a vós que pertence saber o direito?

2 A vós que aborreceis o bem e amais o mal, que arrancais a pele de cima deles e a sua carne de cima dos seus ossos,

3 e que comeis a carne do meu povo, e lhes arrancais a pele, e lhes esmiuçais os ossos, e os repartis como para a panela e como carne do meio do caldeirão. (ARC)

 

Miquéias 6:6

6 Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus Altíssimo? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? (ARC)

TEXTO ÁUREO

Miquéias 6:8

8 Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus? (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Entender que a tônica da mensagem de Miqueias encontra-se na ira do Senhor em relação ao pecado dos dois reinos: Norte e Sul;
  • Saber que o castigo de Deus era certo, tanto para Israel quanto para Judá;
  • Compreender que haverá um tempo de paz em que todos aprenderão com o Messias no monte do Senhor.

PALAVRA INTRODUTÓRIA

Paz seja convosco nobres companheiros(as) do ministério do Ensino.

Miqueias é sexto livro da divisão dos Profetas Menores. O panorama histórico que circunda a sua mensagem é o abandono da fé no único Deus, tanto do povo habitante do reino do Sul (Judá – Mq 1.5), como do reino do Norte (Samaria – Mq 6.2).

Miqueias, foi um dos grandes profetas do oitavo século antes de Cristo, foi contemporâneo de Isaías, Amós e Oseias. Seu nome vem de uma palavra hebraica que significa: “Quem é como Yahweh?”, arremetendo para Miqueias 7.18 e a pergunta: “Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e que te esqueces da rebelião do restante da tua herança?” 

Armor D. Peisker explica que certos expositores sugerem que Miquéias foi discípulo de Isaías, e é interessante notar a semelhança entre Miquéias 4.1-5 e Isaías 2.1-4. Mas os dois profetas são muito diferentes. Isaías era membro da aristocracia. Miquéias era homem do povo. Isaías era refinado, conhecia a fundo os costumes da capital e frequentava os círculos da corte. Miquéias era homem rude do interior, um profeta dos humildes.

Sua formação, provavelmente, o tornou sensível às opressões sofridas pelos pobres. Estava, sem dúvida, inteirado das políticas corruptas da capital, sobre as quais Isaías falou. Também deve ter sido do seu conhecimento algo da opulência e depravação ocultas que vigoravam no Reino do Norte, contra os quais Amós e Oséias, dois dos seus contemporâneos, protestaram. Conhecia a apostasia religiosa da nação. Mas foi o sofrimento dos pobres oprimidos que lhe torcia o coração.

Era natural de uma pequena cidade de Judá chamada Moresete-Gate no Reino do Sul. A cidade distava cerca de 35 km ao sudoeste de Jerusalém e a cerca de 10 km ao sudeste de Gate. Estudiosos acreditam que esta cidade, muito provavelmente, neste tempo, fosse um subúrbio de Gate, por isso, o nome composto, Moresete-Gate (Mq 1.14), dá a entender que a cidade estava de algum modo associada com Gate. Talvez fosse em algumas ocasiões dominada por aquela cidade filisteia, visto que os filisteus controlavam outros lugares além das suas cinco cidades principais (sendo Gate uma das cinco – 1 Sm 6.18; 27.5).

Semelhante a, principalmente Isaías, o profeta Miqueias anteviu alguns eventos acerca da vinda do Messias e o renascimento da sua pátria por intermédio de Cristo (Mq 4.7).

1 – UMA MENSAGEM DE PROTESTO

Peisker afirma que o povo a quem Miquéias profetizou era profundamente religioso. Assistiam aos cultos de programação com um colorido primoroso em um Templo magnífico. Entre suas atividades constava a observância dos dias santos divinamente designados, cujo propósito era lembrá-los da extensa fidelidade de Deus e do dever permanente de servi-lo. Participavam de numerosos ritos sagrados que apontavam para Cristo.

Mas os contemporâneos de Miquéias não eram espirituais. Sentiam confiança na mera participação das cerimônias. Não lhes ocorria que fosse importante a forma como se comportavam fora do Templo. Esta situação de ser religioso e, ao mesmo tempo, impiedoso perturbava Miquéias. Foi contra tal atitude que ele clamou: 

Miquéias 2:3
3 Portanto, assim diz o SENHOR: Eis que projeto um mal contra esta geração, do qual não tirareis os vossos pescoços; e não andareis tão altivos, porque o tempo será mau. (ARC)

Em sua mensagem, Miqueias viu que Judá corria o perigo de sofrer o mesmo castigo que Israel, o Reino do Norte, havia sofrido. Miqueias fala contra os pecados do povo de Judá e de Israel. Mas ele também anuncia a bondade de Deus: o Deus que castiga o seu povo é o Deus que também perdoa o arrependido.

O profeta advertiu fielmente sobre o julgamento divino. Entretanto, ele é mais lembrado por sua definição indiscutível e abrangente da verdadeira religião. Em uma única declaração concisa, engloba a ênfase de Amós na justiça (Am 5.24), a preocupação de Oséias por misericórdia (Os 6.6) e a súplica de Isaías por um andar humilde com Deus (Is 2.11; 6.1-8).

Nas suas palavras: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência [misericórdia, ARA], e andes humildemente com o teu Deus?” (Mq 6.8) Assim, ensinou que a verdadeira religião leva a pessoa a uma comunhão íntima com o Senhor, e que, dessa comunhão, emana conduta íntegra para com os membros da raça humana.

1.1 – Peculiaridades do livro

Piesker explica que ao mesmo tempo em que Miquéias contava sobre o julgamento iminente, sabia que um remanescente do povo de Deus voltaria para a Palestina. Ele fala sobre isso em Miqueias 2.12,13, ao declarar que os fiéis dentre as 12 tribos serão reunidos do cativeiro e instalados novamente em sua pátria. Ao falar pelo Senhor, Miquéias diz:

Miquéias 2:12
12 Certamente te ajuntarei todo inteiro, ó Jacó; certamente congregarei o restante de Israel; pô-los-ei todos juntos, como ovelhas de Bozra; como rebanho no meio do seu curral, farão estrondo por causa da multidão dos homens. (ARC)

O seu Rei divino, o “arroteador” (Mq 2.13; “o que abre caminho”, ARA), não só lançará a porta ao chão, mas fará uma brecha na parede da prisão do exílio israelense para acelerar a fuga. Como um rebanho de ovelhas inquietas “sairia às pressas” (LXX – Septuaginta) e ruidosamente pelas aberturas feitas para elas, assim Deus, o Bom Pastor, marcharia diante dos israelitas, para guiá-los rumo à pátria para o aprisco.

É claro que esta previsão se refere diretamente à restauração de considerável número de cativos sob os decretos de Ciro e Artaxerxes, respectivamente, nos séculos VI e V a.C. Também pode ser um prenúncio dos milhares de judeus e gentios que, ao aceitarem a Cristo, tornaram-se verdadeiros filhos de Abraão (Gl 3.7), e foram reunidos no aprisco da igreja (Rm 11.1-5). Ou talvez seja previsão daquele dia ainda mais glorioso que João viu, no qual “uma multidão, a qual ninguém podia contar”, se une a uma voz de louvor ao Bom Pastor que a trouxe ao redil seguro na presença imediata de Deus (Ap 7.9,10).

Miqueias faz impressionantes revelações acerca do local de nascimento do Messias. Leiamos:

Miquéias 5:2
2 E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. (ARC)

Piesker afirma que Miquéias contemplou Deus tratar com um povo cativo, o qual o Senhor depois libertaria; teve também um vislumbre do Salvador-Rei há muito prometido. Era este que as pessoas tementes ao Senhor desejavam e esperavam desde que Adão perdeu o paraíso (Gn 3.15). O profeta viu que o Messias não nasceria nos imponentes ambientes da realeza de Jerusalém, mas em Belém (Mq 5.2), entre os clãs insignificantes de Judá.

Por fim, Miqueias prediz sobre a justiça prevalecente do reino messiânico sobre toda a terra (Mq 4.17)!

1.2 – Divisão do livro

O livro do profeta Miqueias pode assim ser esboçado:

I. O Julgamento de Deus está Perto (Mq 1.1—3.12)

  1. Que Julgamento? (Mq 1.1-16);
  2. Por que do Julgamento? (Mq 2.1—3.12).

II. O Povo de Deus tem um Futuro (Mq 4.1—5.15)

  1. A Glória Futura da Casa do Senhor (Mq 4.1-8);
  2. As Tristezas do Tempo Presente (Mq 4.9—5.1);
  3. A Vinda de Cristo para Remir (Mq 5.2-15).

III. A Controvérsia de Deus com o seu Povo, 6.1—7.20

  1. Deus faz um Apelo Supremo (Mq 6.1-8);
  2. Deus Condena o Mal (Mq 6.9-16);
  3. Miquéias Lamenta a Corrupção da Nação (Mq 7.1-6);
  4. A Fé de Miquéias em Deus (Mq 7.7-13);
  5. A Oração de Miquéias por seu Povo (Mq 7.14-20).

Walter Brunelli afirma que o profeta Miqueias dirigia a sua mensagem a três grupos distintos:

Os nobres (Mq 2.1). Premeditavam em seus suntuosos leitos os males que causariam para prejudicar o próximo e “engordar” os seus bens e fortuna.

Os governantes civis e religiosos (Mq 3.9). Norman Russell Champlin declara que toda a classe governante (bem como o povo que seguia o mau exemplo deles) tinha perdido o senso de equidade. Tornaram-se patronos e modelos da injustiça, inspirados pela loucura do auto interesse, da exploração e da cobiça. “O profeta os citou por aborrecerem o julgamento, perverterem à equidade e edificarem suas cidades sobre o sangue e o pecado” (Harold A. Bosley, in loc).

Os falsos profetas (Mq 3.1-7). Os profetas em certa medida, exerciam liderança sobre o povo, logo a mensagem dirigida para a liderança civil e religiosa, também vestia aos falsos profetas do seu tempo.

Para Champlin, Eles nunca foram verdadeiros profetas, e a hora da aflição mostraria que eles não passavam de fraudes. Clamores de paz tornar-se-iam absurdos e não obteriam resposta da parte de Deus. A resposta divina era o arrependimento, mas eles jamais profeririam essa palavra. Por seus frutos o povo reconheceria o verdadeiro caráter deles. Eram totais fracassados espirituais, mas tinham sido nomeados líderes espirituais. Não teriam visões quando chegasse a tribulação final. Nem ao menos tentariam lançar sortes, ler presságios ou fazer qualquer daquelas coisas triviais em que os homens depositam a confiança.

Esses falsos profetas afirmavam ter experiências místicas a fim de impressionar outras pessoas, mas neles não havia espiritualidade legítima. Suas noites eram passadas na total escuridão, tanto para os olhos físicos como para a alma. Finalmente, o julgamento divino, como se fossem densas trevas, lhes sobreviria, envolvendo-os e terminando com eles. A noite deles seria uma noite de julgamento, e não de iluminação do espírito (Mq 3.6).

O portador da verdadeira mensagem (Miqueias) condenou veementemente essas classes da sociedade judaica e vaticinou que o fim se aproximava, mas que a restauração viria em seguida.

1.3 – Significado do nome das cidades

Era comum que os profetas bíblicos da antiguidade citassem severos juízos sobre povos e nações e por muitas vezes, a sentença recaía sobre cidades inteiras como por exemplo, em Sodoma e Gomorra (Gn 19.24.29).

A fim de demonstrar toda a indignação do Senhor contra a prática idólatra do povo de ambos os reinos (Norte e Sul) que haviam sido escolhidos e separados para adorarem ao único e verdadeiro Deus (Êx 19.6), Miqueias, falou a respeito de algumas cidades, utilizando-se de seus nomes para descrever as pesadas sentenças que lhes recairia.

Peisker declara que o profeta Miqueias foi extremamente satírico ao anunciar a destruição que viria sobre Judá, ao servir-se de uma série de trocadilhos (Mq 1.10-15) feitos com os nomes das cidades da região sudoeste da Palestina.

O dramático jogo de palavras aparece na tradução de J. B. Phillips. Leiamos:

“Portanto, em Gate, onde as histórias são contadas, não digais uma palavra!

Em Aco, a cidade da Lamentação, não derrameis uma lágrima!

Em Afra, a casa do Pó, rastejai no pó!

E vós que morais em Safir, a cidade da Beleza, saí, pois a vossa vergonha está descoberta!

Vós que morais em Zaanã, a cidade da Marcha, agora não há marcha para vós!

E Bete-Ezel, situada na ladeira, em sua tristeza não pode oferecer posição segura;

Os habitantes de Marote, a cidade da Amargura, esperam tremulamente pelo bem; mas a desgraça desceu do Senhor até a porta de Jerusalém!

Agora, vós que morais em Laquis, cidade famosíssima por seus cavalos, pegai vossos corcéis mais velozes e atrelai-os aos vossos carros! Pois o pecado da filha de Sião começou convosco, e em vós achou-se a fonte da rebelião de Israel. Portanto, daí vosso dote de despedida para Moresete de Gate!

As casas de Aczibe, aquele riacho seco, foram uma ilusão para os reis de Israel, e uma vez mais trago um conquistador contra vós, homens de Moresete,

Enquanto a glória de Israel está escondida na caverna de Adulão!”

1.4 – Denúncias relacionadas aos pecados sociais

Evangelista Cláudio Roberto de Souza

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