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Central Gospel – 3º Trimestre 2020 – 12-07-2020 – Lição 1 – Introdução aos livros proféticos

02/07/2020

Esse post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Deuteronômio 18:18-22
18 Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.
19 E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele.

20 Porém o profeta que presumir soberbamente de falar alguma palavra em meu nome, que eu lhe não tenho mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, o tal profeta morrerá.

21 E se disseres no teu coração: Como conheceremos a palavra que o SENHOR não falou?
22 Quando o tal profeta falar em nome do SENHOR, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou o tal profeta; não tenhas temor dele. (ARC)

TEXTO ÁUREO

Hebreus 1:1
​1 Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Saber que os profetas tinham como ponto de partida de seus ministérios as alianças Abraâmica, Sinaítica e Davídica;
  • Entender que os dez mandamentos são uma referência para dar ciência ao homem do que é pecado;
  • Concluir que a ética dos dez mandamentos traz valores imutáveis segundo o pensamento de Deus;

NOTA

Paz seja convosco nobres companheiros(as) do ministério do Ensino.

Gostaríamos de pedir desculpas aos irmãos que utilizam os nossos esboços da Central Gospel, por só agora estarmos iniciando a confecção da primeira lição (atrasada), porém o motivo que explica o nosso retardo é que a editora Central Gospel, somente liberou a revista do trimestre no final da segunda semana deste trimestre (10/07/2020).

Pedimos mais uma vez sinceras desculpas pelo transtorno.

PALAVRA INTRODUTÓRIA

A Bíblia Sagrada em suas divisões principais do A.T. se apresenta conforme abaixo:

O início deste estudo será abordado a introdução aos livros proféticos. Após, passaremos a estudar as mensagens proferidas pelos Profetas Menores, bem como os destaques de cada uma de suas profecias.

Os livros proféticos compõem um conjunto de 17 livros. Os cinco primeiros são conhecidos como Profetas Maiores, enquanto os 12 últimos são conhecidos como Profetas Menores.

A expressão “Profetas Menores” foi adotada no final do século 45. d.C. Na Bíblia Hebraica os doze Profetas Menores são contados como um só livro.

Profetas Menores são assim chamados não porque os livros que levam seus nomes sejam menos importantes ou menos inspirados dos que os livros escritos pelos chamados Profetas Maiores. Eles são assim chamados por suas mensagens terem sido mais sucintas do que as mensagens entregues pelos Profetas Maiores.

O pastor Walter Brunelli destaca que o livro de Lamentações de Jeremias e Daniel são posicionados entre os livros chamados históricos na Bíblia Hebraica. A explicação plausível é que, no caso de Daniel, o seu livro contém tanto mensagens proféticas quanto narrativas históricas do povo de Israel (Judá) quando estavam em cativeiro; com destaque para o episódio em que o final do cativeiro é compreendido pelo profeta Daniel, quando este estava debruçado nos escritos, também proféticos, de Jeremias (mais precisamente, quando Daniel leu Jeremias 25.12).

Quanto ao livro de Lamentações de Jeremias, este contém o gemido da alma do profeta que desnuda o sentimento lastimoso pelo estado do seu povo em escravidão e a cidade de Jerusalém assaltada pelos babilônicos.

Abraão foi a primeira pessoa a ser chamada de “profeta” na Bíblia (Gn 20.7) e Moisés foi o primeiro profeta nacional de Israel (Dt 18.15-19).

Os judeus consideram Moisés como um dos mais importantes profetas de Israel. O profeta Moisés foi uma grande profeta e líder que libertou os filhos de Israel da opressão do Faraó. Ele é mencionado, não só no judaísmo e no cristianismo, mas curiosamente, também no Islam. O profeta Moisés é o mais citado de todos os Profetas no Alcorão: 136 vezes em trinta e quatro suratas, e está incluído nos ditos autênticos do Profeta Muhammad (s.a.a.s).

Na Bíblia, ele se auto denominou profeta quando disse:

Deuteronômio 18:15
15 O SENHOR, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis; (ARC)

Moisés tornou-se uma espécie de modelo dos profetas de todos os tempos. Para os judeus, Moisés não foi apenas o grande líder libertador e legislador do seu povo, mas também fundamentou as faculdades empregadas de um profeta, pois em semelhança de Moisés que fez subir o povo do Egito quando estavam cativos por Faraó, Israel também esteve na eminência do cativeiro e posteriormente preso nele, quando os profetas foram postos como atalaias a falarem com o povo antes, durante e pós cativeiro (Os 12.13).

Os Profetas Menores constituem a biblioteca de doze livros que levam cada um deles o nome do próprio profeta que pronunciou as palavras em nome Deus.

Veja a tabela abaixo fornecida pela Central Gospel que contém a cronologia aproximada de cada livro, o profeta, o período e o reino para qual profetizaram:

1 – PROFETAS, HOMENS DE DEUS

Norman Russell Champlin explica que a palavra hebraica para “profeta” é “nabi”, que vem da raiz verbal “naba”. Essa palavra significa “anunciador”, “declarador”, e, por extensão, aquele que anuncia as mensagens de Deus, frequentemente recebidas por alguma revelação ou discernimento intuitivo.

“Nabi” é um termo usado por mais de trezentas vezes no Antigo Testamento. Alguns exemplos são Gênesis 20.7; Êxodo 7.1; Números 12.6; Deuteronômio 13.1; Juízes 6.8; I Samuel 3.20; II Samuel 7.2; I Reis 1.8; II Reis 3.11; Esdras 5.1; Salmos 74.9; Jeremias 1.5; Ezequiel 2.5; Miqueias 2.11.

É possível que esta palavra também fosse usada para designar a missão profética.

Gosto da definição do que é um profeta dada por Wayne Grudem. Em seu livro: ‘O dom de profecia”, afirma que a função principal do profeta do Antigo Testamento era a de mensageiro de Deus, enviado a falar a homens e mulheres as palavras do próprio Deus.  O profeta ainda era o instrumento que Deus utilizava para proclamar a observância de suas leis e mandamentos e assim conduzir o povo ao arrependimento.

Um título comumente aplicado aos profetas era “homem de Deus”, que ocorre por cerca de setenta e seis vezes no Antigo Testamento.

Cerca de metade dessas ocorrências é usada em referência a Eliseu, e outras quinze dizem respeito a um profeta cujo nome não é dado (I Reis 13).

Além disso, a expressão é usada para designar Moisés, Elias, Samuel, Davi e Semeias. Por sua vez, “roeh” figura por doze vezes no Antigo Testamento. Sete destas ocorrências aplicam-se a Samuel.

“Hozeh” figura por dezenove vezes. Ainda outros títulos dados aos profetas são: Atalaia (no hebraico, sophim): Jeremias 6.16; Ezequiel 3.17; pastor (no hebraico, raah): Zacarias 11.5,16.

Dentre os chamados ofícios ou ministérios sagrados que se acham no A.T., o profeta era considerado o principal, os outros são: rei e sacerdote. O pastor Walter Brunelli muito bem salienta que era o profeta quem ungia ou consagrava os demais ofícios citados acima.

Os profetas sempre exerceram papel importante na história de Israel. Suas mensagens orientavam reis, despertavam o povo, corrigia os erros, advertia o sacerdócio, e tantos outros importantes avisos, porém sabemos que em diversas ocasiões, não foram ouvidos. Assim, a nação sofreu por ignorar as mensagens proféticas ou quando pela falta deles (I Sm 3.1; Sl 74.9).

Ao estudarmos sobre o ofício ou ministério profético nos deparamos com as divisões que classificam tal ministério. O pastor Walter Brunelli elenca estas divisões e veremos cada uma delas adiante:

  • Profetas Orais e Literários;
  • Videntes e Não Videntes;
  • Pré Cativeiro e Pós Cativeiro;
  • Verdadeiros e Falsos;
  • Ministério Profético e Dom do Espírito;

1.1 – Profetas orais

O termo “oral” se refere a toda comunicação realizada por meio da palavra. No homem, a expressão “oral” faz parte do uso de uma faculdade inata que o capacita para articular os sons de modo sistemático e comunicar-se. A expressão “oral” é uma das primeiras formas complexas de expressão do homem, seja desde a história da humanidade como desde a própria história de cada pessoa. De fato, a oralidade é uma maneira de expressar-se anterior à palavra escrita e é sobre ela que a escritura se desenvolve primeiramente.

Portanto, o termo “oral” é usado para indicar o que vem expresso nas palavras e não por escrito.

No contexto unicamente bíblico, os profetas orais foram aqueles que pronunciaram alguma mensagem profética, contudo nenhuma delas tivera o registro escrito. A ausência de ter algo anotado ou fora do cânon bíblico, não significa que tais mensagens sejam espúrias ou falsificadas, mas que simplesmente foram perdidas ou mesmo, não foram inscritas para posterior registro.

Dentre aqueles que foram profetas considerados orais e que foram relevantes na história do A.T., destacamos:

  • Arão (Êx 7.1);
  • Elias (II Cr 21.12);
  • Natã (II Sm 7.2);
  • Eliseu (II Re 7.1);

Em o N.T. o caso mais evidenciado é o de João Batista que segundo o próprio testemunho de Jesus Cristo, foi o maior profeta nascido de mulher (Lc 7.28).

Vale ressaltar que na igreja primitiva havia profetas considerados anônimos e outros que a Bíblia menciona os seus nomes. A grande maioria destes profetas não tivera uma única palavra registrada nas Escrituras. Leiamos:

Atos 11:27-28
27 Naqueles dias, desceram profetas de Jerusalém para Antioquia.

28 E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender, pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César. (ARC – grifo meu)

Atos 15:32
32 Depois, Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras. (ARC – grifo meu)

Atos 13:1
​1 Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. (ARC – grifo meu)

1.2 – Profetas literários

Ao contrário dos profetas considerados orais, os profetas literários são aqueles cujas profecias foram escritas e compõe o cânon bíblico.

Como já visto na introdução deste estudo, o conteúdo profético na Bíblia está disposto na divisão de livros proféticos (sejam eles maiores ou menores). Contudo, há profetas que escreveram seus livros e estes não estão na prateleira dos proféticos, mas a exemplo de Moisés, os seus escritos estão na divisão do Pentateuco e o próprio Samuel (um dos maiores vultos proféticos de Israel), tem seus escritos dispostos na divisão de livros históricos da Bíblia.

Em o N.T. não temos livros divididos como profecias, mesmo o livro do Apocalipse, repleto figuras, símbolos e mensagens proféticas, não recebe o título de profético, mas de Revelação! Este foi escrito por João, o apóstolo de Jesus.

O próprio apóstolo Paulo, escreveu 13 cartas, onde algumas delas contém mensagens proféticas, mas que pelo mesmo motivo exposto acima, não recebeu o nome de proféticos.

1.3 – Profetas videntes e não videntes

Evangelista Cláudio Roberto de Souza

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