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Central Gospel – 3º Trimestre 2020 – 06-09-2020 – Lição 10 – Sofonias, o dia do Senhor está perto

02/09/2020

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Sofonias 3:1-5, 13-17

1 Ai da rebelde e manchada, da cidade opressora!

2 Não ouve a voz, não aceita o castigo, não confia no SENHOR, nem se aproximou do seu Deus.

3 Os seus príncipes são leões rugidores no meio dela; os seus juízes são lobos da tarde, que não deixam os ossos para o outro dia.

4 Os seus profetas são levianos e criaturas aleivosas; os seus sacerdotes profanaram o santuário e fizeram violência à lei.

5 O SENHOR é justo, no meio dela; ele não comete iniquidade; cada manhã traz o seu juízo à luz; nunca falta; mas o perverso não conhece a vergonha.

13 O remanescente de Israel não cometerá iniquidade, nem proferirá mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa; porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante.

14 Canta alegremente, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te e exulta de todo o coração, ó filha de Jerusalém.

15 O SENHOR afastou os teus juízos, exterminou o teu inimigo; o SENHOR, o rei de Israel, está no meio de ti; tu não verás mais mal algum.

16 Naquele dia, se dirá a Jerusalém: Não temas, ó Sião, não se enfraqueçam as tuas mãos.

17 O SENHOR, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo. (ARC)

TEXTO ÁUREO

Sofonias 1:14

14 O grande dia do SENHOR está perto, está perto, e se apressa muito a voz do dia do SENHOR; amargamente clamará ali o homem poderoso. (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Entender que o dia do Senhor diz respeito tanto aos castigos imediatos, quanto a grande tribulação;
  • Saber que o dia do Senhor será um tempo de purificação para que o povo de Deus viva de acordo com a sua vontade;
  • Compreender que a profecia de Sofonias descreve a condição do povo de Israel durante o Milênio.

PALAVRA INTRODUTÓRIA

Paz seja convosco nobres companheiros(as) do ministério do Ensino.

Sofonias é o nono livro dos Profetas Menores. Este profeta viveu na mesma época em que viveram os profetas Naum e Habacuque. A sua mensagem parece ter sido anunciada antes da reforma religiosa feita por Josias, rei de Judá, em 621 a.C. O profeta fala do Dia do Senhor, em que ele vai castigar o povo de Judá e os moradores de Jerusalém. Porém ele castigará também os outros povos, e as cidades dos filisteus serão destruídas. Mas a cidade de Jerusalém, depois de ser castigada, receberá de novo a graça e as bênçãos de Deus.

O pastor e teólogo australiano, J. Sidlow Baxter destaca que ao se apresentar a nós, Sofonias revela sua árvore genealógica de modo bem mais completa do que qualquer um dos outros profetas. Ele é “Sofonias, filho de Cusi, filho de Gedalias, filho de Amarias, filho de Ezequias” (Sf 1.1). A razão disso está no último desses nomes, “Ezequias”. Não há razão para duvidar que esse fosse o bom rei Ezequias; e podemos compreender como um profeta como Sofonias se sentiria grato por poder mostrar o parentesco próximo com um rei como Ezequias. Sofonias é, então, distintamente o profeta de linhagem real. É um príncipe da casa de Davi e trineto do rei Ezequias.

Portanto, Sofonias era homem culto, de educação esmerada, cidadão palaciano, de conhecimentos que sobrepujava outros da sua época; um profeta de “sangue azul”.

Seu nome possui significado interessante: “o Senhor esconde”.

Sofonias também nos conta a época em que profetizou; foi: “… nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá” (Sf 1.1). Como já dito, Isso implica que ele foi contemporâneo do profeta Jeremias (Jr 1.2), embora, naturalmente, este tivesse vivido mais que ele.

Podemos entender muito bem que o rei Josias, em suas admiráveis reformas religiosas, tivesse o ardente apoio de seu primo profeta. E, sem ler demais nas entrelinhas, é bem possível que o impulso para a realização dessas reformas partisse de Sofonias, que exerceria a influência intima de um parente na casa real.

Donald Stamps esclarece que na sua maior parte, o livro é uma advertência sóbria a respeito do dia do castigo divino contra o pecado. Embora percebesse um castigo vindouro em escala mundial (Sf 1.2; 3.8); Sofonias focalizava especialmente o julgamento que viria contra Judá (Sf 1.4-18; 3.1-7). Ele faz um apelo à nação para que se arrependa e busque o Senhor em humildade antes que o decreto entre em vigor (Sf 2.1-3). O arrependimento nacional ocorreu parcialmente durante o reavivamento de Josias (627—609 a.C.).

Sofonias também profetizou o juízo vindouro contra cinco nações estrangeiras: Filistia, Amom, Moabe, Etiópia e Assíria (Sf 2.4-15). Depois de dirigir sua atenção aos pecados de Jerusalém (Sf 3.1-7), o profeta prediz um tempo em que Deus reuniria, redimiria e restauraria o seu povo. Os fiéis gritariam de alegria como verdadeiros adoradores do Senhor Deus, que estaria no meio deles como um guerreiro vitorioso (Sf 3.9-20).

1 – O AMBIENTE POLÍTICO E RELIGIOSO DO PROFETA

A vida do povo judeu naqueles dias era cíclica, no sentido de serem espiritualmente inconstantes. Possuíam um suntuoso templo, no entanto, cediam prontamente aos encantos das divindades pagãs que os seus vizinhos idólatras adoravam.

Judá havia experimentado a primeira reforma religiosa promovida por Ezequias, mas que os seus sucessores, Manassés e Amom, não deram continuidade. Josias, filho de Amon, novamente atentou para a Lei do Senhor e promoveu uma segunda reforma, ainda mais ampla que a de Ezequias, porém o povo não se firmava na obediência a Deus.

Na política, Judá estava fragilizada, a Assíria diminuía o seu domínio e o Egito possuía certo poder, porém era a Babilônia quem despontava como o grande império mundial.

1.1 – O ambiente político

O teólogo H. Ray Dunning explica que em Judá, o longo reinado de Manassés foi marcado por trevas espirituais. Essa cortina espessa permaneceu durante o curto reinado de seu filho Amom, que conseguiu manter-se no trono só por dois anos.

O poder assírio começava a cambalear mesmo durante sua maior expansão sob o reinado de Assurbanipal. As últimas vezes que o exército deste império pisou na Palestina ocorreram em 655 e 647 a.C., e, mesmo assim, seu rei não tentou reconquistar o Egito que havia se revoltado. Com a morte de Assurbanipal em 626 a.C., as coisas começaram a se desdobrar rapidamente e, em 612 a.C., Nínive ficou em ruínas com o ataque combinado dos medos e babilônios. Foi durante este período que a soberania da Assíria enfraqueceu-se, e o poder do Egito se fortificou. Nessa ocasião, os egípcios conseguiram estabelecer um baluarte na Ásia ocidental, na fortaleza de Carquêmis, até serem desalojados pelos caldeus em 605 a.C. Aí chegou a vez de os babilônios se firmarem como poder mundial.

Outro fator significativo para compor a pregação de Sofonias foi o surgimento dos bárbaros procedentes do Norte conhecidos por citas. Eram tribos violentas e sanguinárias. Provenientes da região caucasiana, espalharam-se pela Ásia, atravessaram a Palestina e chegaram às portas do Egito.

Heródoto, o historiador grego, registrou esta invasão. Não dependiam da infantaria e de carros bélicos, mas eram cavalarianos que, na conquista, avançavam com rapidez e impetuosidade como ninguém. De acordo com Heródoto, o Faraó egípcio foi bem-sucedido em comprar-lhes a isenção da invasão, ao detê-los de quase conquistarem o reino do Nilo. Diante disso, voltaram para a pátria tão rapidamente quanto vieram.

É provável que tenham seguido a maneira assíria de guerrear nas planícies e, por isso, Judá com sua região montanhosa escapou do ímpeto de seu ataque. Contudo, o perigo abateu o ânimo da população.

Norman Russell Champlin afirma considera que os estudiosos muito têm debatido sobre o pano de fundo político do livro de Sofonias. Se Isaías (39.6), Habacuque (1.6) e Jeremias (10.4) especificaram que os babilônios seriam a vara de castigo usada por Yahweh, a qual haveria de destruir temporariamente o reino de Judá; Sofonias somente diz que o próprio Deus aplicaria essa punição, mas sem determinar o instrumento usado para isso.

Por causa desse silêncio de Sofonias, dois povos têm sido sugeridos pelos estudiosos como instrumento: os citas ou os babilônios. E, visto que a invasão cita ocorreu em data posterior, é preferida pelos críticos que não acreditam em profecias preditivas. O erro dessa opinião é visto claramente no fato de que Judá nunca foi atingida pelos citas, ao passo que os babilônios levaram a nata da nação judaica para o exílio, em 586 a.C. Isso tanto é testemunho bíblico (II Cr 36.17 ss.) quanto da própria história.

Os citas, por sua vez, somente perturbaram a Ciaxares, rei medo, por ocasião do cerco de Nínive. Depois, marcharam contra o Egito; mas sem atacá-lo, e retornaram a seus lugares de origem, sem jamais terem atingido a Palestina.

1.2 – O ambiente religioso

A situação religiosa de Judá no tempo de Sofonias era terrível.

O rei Ezequias, restaurou o templo e os cultos ao Senhor. Obviamente que tal atitude possibilitou o povo a se reaproximar de Deus, porém o seu filho Manassés, ao assentar-se no trono, tornou-se um dos piores (senão o pior) rei que governou Judá. A sua malignidade ficou notória, e significou um retrocesso na vida espiritual da nação, pois o povo judeu foi aliciado pelos Assírios a cultuarem os seus deuses, resultando numa mistura religiosa perniciosa que acabou por intrometer o Baalismo em Judá, o culto a Astarte nos “lugares altos”, adoração aos astros, espiritismo e adivinhações.

Dunning aponta que correlacionada aos perigos políticos de fora, estava a decadência ética dentro da nação hebraica. O profeta percebeu que estas eram circunstâncias correlatas. No reinado de Manassés, a verdadeira religião de Jeová fora suprimida e o rei patrocinara uma religião adulterada que incorporava os costumes assírios e seu modo de culto.

De acordo com 2 Reis 21.6, Manassés sacrificou seus próprios filhos, erigiu santuários “a todo o exército dos céus” (as deidades astrais dos assírios) na casa do Senhor e reavivou a adivinhação e comunicação com os mortos.

Seu filho Amom, nada fez para corrigir os caminhos da nação, antes, permaneceu nos mesmos passos do seu pai, no entanto, Josias, neto de Manassés possuía espírito excelente e removeu os “lugares altos”, destituiu os cultos realizados as divindades pagãs, promoveu uma faxina espiritual no templo e dispensou os sacerdotes idólatras (II Re 23.1-20).

A reforma de Josias foi tão ampla que ele convidou as tribos no norte a se reunirem com ele em Jerusalém no templo para celebrarem a Páscoa do Senhor (II Re 23.21-23).

Quando Sofonias entrou em cena, esta influência ainda predominava. O rei Josias começou cedo a servir ao Senhor, mas as reformas atingiram grandes proporções somente em 621 a.C. Portanto, o profeta teria clamado contra a continuação da desgraça espiritual da má influência de Manassés.

Para Graham, as declarações de Sofonias são as de “um membro do partido de oposição, um registro das emoções e julgamentos de um puritano, ele próprio de nobre nascimento, que lançara sua sorte junto com os oponentes dos elementos que então dominam a casa do profeta.”

1.2.1 – Jerusalém será esquadrinhada

O profeta Sofonias disseca com palavras ultrajantes a situação moral e espiritual do seu povo. Leiamos: 

Sofonias 1:12
12 E há de ser que, naquele tempo, esquadrinharei Jerusalém com lanternas e castigarei os homens que estão assentados sobre as suas fezes, que dizem no seu coração: O SENHOR não faz bem nem faz mal. (ARC)

Champlin sugere que seria feita busca completa para que se tivesse certeza de que nem um único culpado escaparia, e os poucos inocentes ficariam com os culpados, apanhados pelo mesmo terror!

Aqueles que esperavam que nada acontecesse não formariam exceção. A lâmpada do profeta brilharia sobre eles, mostrando o que eles eram.

Dunning explica que a expressão “Assentados sobre as suas fezes” (Sf 1.12) é metáfora surpreendente. Assentados não está corretamente traduzido. Tradução melhor é “engrossados” ou “congelados” (Êx 15.8 “coalharam-se”, RC; “congelaram-se”, NTLH; “ficou duro como gelo”, NVI).

A imagem é tirada da produção vinícola. Durante o processo, o vinho era vertido de recipiente em recipiente (Jr 48.11,12) e deixado em suas fezes (“borra”, ARA) o tempo suficiente para dar cor e corpo. A menos que fosse tirado ou decantado, o vinho engrossava e ficava muito doce. Por conseguinte, “engrossar na própria borra” tornou-se provérbio que indica indolência, indiferença e mente confusa.

Judá estava espiritualmente entorpecido pela segurança. Quem deveria ser líder estava acomodado numa existência egoísta e inativa, e nada fazia acerca da situação vigente no país. Era um panorama tão contemporâneo quanto alarmante. Quer para o bem, quer para o mal, achavam que Deus não ia agir. Para eles, a deidade estava ausente ou adormecida – um ateísmo prático.

A situação lembra o que disse Ernst Renan: “Na realidade, nunca chegou a ser confirmado pela observação que um ser superior se incomode, para fins morais ou imorais, com as coisas da natureza ou os assuntos do gênero humano.”

Certo teólogo contemporâneo fez uma declaração incrédula bem parecida: “Não podemos enfrentar nosso tempo se permanecermos ligados a um Deus que há muito não aparece no tempo e no espaço. É precisamente na determinação voluntária da morte de Deus que podemos estar abertos a nosso tempo.”

No versículo 12, temos a “apatia criminal das classes prósperas assentadas no bem-estar físico e na indiferença religiosa” que desencadeou o comentário clássico de G. A. Smith: “As grandes causas humanitárias e de Deus não são derrotadas pelos ataques violentos do diabo, mas pela massa lenta, esmagadora e glacial de milhares e milhares de indiferentes joões-ninguém. As causas de Deus nunca são destruídas por seres explosivos, mas por seres tirânicos que nada fazem além de permanecerem sentados inertes.”

A complacência de Judá não indicava que Deus se mostrava passivo quanto às corrupções da nação. “Punirei aqueles que se estabeleceram e estão satisfeitos consigo mesmos” (NCV).

Aqueles ímpios não eram capazes de ver a mão de Deus nos acontecimentos humanos. Eles pensavam que o Senhor (se é que Ele existia) faria coisas boas em favor deles, e nada de mau. Talvez acreditassem em Deus, mas isso não fazia a menor diferença quanto à sua conduta. Eles diziam: “Nada de Deus para nós!”

2 – A MANIFESTAÇÃO DA IRA DE DEUS NO DIA DO SENHOR

Evangelista Cláudio Roberto de Souza

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Postado por ebd-comentada


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