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Central Gospel – 2º Trimestre 2020 – 28-06-2020 – Lição 13 – A ética do sermão do monte

21/06/2020

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Mateus 5:1-11,13-15

​1 Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos;

2 e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo:

3 Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus;

4 bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;

5 bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;

6 bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;

7 bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;

8 bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;

9 bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;

10 bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus;

11 bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa.

13 Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.

14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;

15 nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. (ARC)

TEXTO ÁUREO

Mateus 5:48

48 Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus. (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Entender que Jesus se revela como alguém que cumpriu a lei;
  • Compreender que Jesus corrige as interpretações equivocadas da lei;
  • Concluir que o propósito final da Lei é levar o homem a perfeição.

PALAVRA INTRODUTÓRIA

Paz seja convosco nobres companheiros(as) do ministério do Ensino.

Chegamos ao final de mais um trimestre e podemos dizer como Samuel: “Até aqui nos ajudou o Senhor” (1Sm 7.12b).

Para muitos estudiosos da Palavra de Deus, os capítulos 5 a 7 de Mateus (o sermão do monte), contém uma forte conexão com o capítulo 20 de Êxodo, versículos 1 a 17 (o Decálogo do monte Sinai entregue a Moisés).

No Sinai, as palavras de Moisés foram sucedidas por relâmpagos e trovões; no sermão do monte encontramos as palavras de Jesus em uma ambiente sereno e tranquilo. No Sinai encontramos o conjunto de leis que regeriam o povo da primeira aliança – Israel; no sermão do monte, os ensinamentos de Jesus constituem o fundamento de um caráter moral elevado e genuinamente piedoso, que regeria o povo da segunda aliança – a Igreja. No Sinai, o povo foi orientado a se afastarem do monte, no sermão da montanha as pessoas se aproximavam familiarmente de Jesus; no Sinai se promulgou a lei, no monte das bem-aventuranças, foi ensinado o evangelho da graça divina.

É importante considerar que os elementos contidos no Decálogo (exceto o quarto mandamento que faz menção a guarda do sábado) não são anulados pelo sermão de Jesus, ao contrário, são pormenorizados e estreitados.

Vimos até aqui que a observância dos mandamentos contidos no Decálogo aperfeiçoa e harmoniza as relações entre o homem e o seu Criador e entre homem e o seu semelhante.

Jesus Cristo inaugura a sua série de ensinamentos em seu ministério terreno com um discurso extremamente profundo que “mexe” com a estrutura ética e moral de qualquer indivíduo. Trata-se de uma mensagem que ao mesmo tempo que incomoda, ela traz conforto e esperança.

É com este sermão que Jesus se aproxima dos judeus; um assunto familiarizado por eles e que clarifica o Decálogo como nenhum rabino, mestre ou doutor da lei havia feito antes.

Estudaremos neste último ponto algumas interessantes passagens do maior sermão já pregado por alguém.

1 – AS BEM-AVENTURANÇAS

Gosto da introdução que Norman Russell Champlin dá para esta passagem bíblica sobre o sermão de Monte: “Jesus subiu ao monte, pois o que tinha a dizer transcende à vida comum do vale inferior, onde os homens estavam acostumados a reunir-se.” 

Sobre este sermão, Warren W. Wiesber afirma que Jesus como mestre exemplar que foi, não começa este sermão tão importante com uma crítica negativa aos escribas e fariseus. Antes, inicia seu discurso com uma ênfase positiva sobre o caráter idôneo e as bênçãos que dele decorrem para o cristão. Os fariseus ensinavam que a justiça era algo exterior, uma questão de obedecer a determinadas regras e preceitos. Poderia ser medida por orações, ofertas, jejuns etc. Jesus, nas bem aventuranças e nas descrições do indivíduo temente a Deus, apresenta um caráter cristão que flui do ser interior.

O ensino contido neste sermão implica na responsabilidade de cada cristão buscar o alto padrão moral e ético para a sua vida.

Podemos imaginar como a atenção da multidão se aguçou quando jesus proferiu as primeiras palavras: “bem-aventurados” (em latim, beatus, de onde vem o termo beatítude). Essa palavra tinha significado muito forte para os que ouviam Jesus naquele dia, pois expressava a ideia de “alegria divina e perfeita”. Não era um termo usado para os seres humanos, pois descrevia o tipo de alegria experimentado apenas por deuses ou por mortos. Essa “bem-aventurança” sugeria satisfação e suficiência interiores que não dependiam das circunstâncias externas para ter alegria. É isso que o Senhor oferece aos que confiam nele!

Ralph Earle acrescenta que a palavra grega makarios significa “feliz”. Mas é obvio que as bençãos contempladas nas Beatitudes não podem de forma alguma ser expressas em nosso idioma pela palavra ou pelo conceito de ‘felicidade’. Elas se referem, antes, a bem-aventurança que só vem para aqueles que desfrutam da salvação em Jesus Cristo. Hunter sugere: “’Abençoado’ significa ‘Ah, a felicidade de’, e a beatitude e a felicidade do homem que, em comunhão com Deus, vive a vida que e realmente a vida.”

1.1 – Bem-aventurados os pobres de espírito

Mateus 5:3
3 Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus; (ARC)

O início do sermão aponta para uma vida completamente dependente de Deus e desprendida das coisas materiais. É o ideal do espírito humilde que glorifica a Deus independentemente das circunstâncias.

Earle afirma que “os pobres de espírito são aqueles que reconhecem a sua pobreza espiritual. Lucas 6.20 diz: “Bem-aventurados vos, os pobres.” Mas, após o cativeiro babilônico, a frase “os pobres” era frequentemente usada para os piedosos, em contraste com os opressores ricos, ímpios e mundanos. Assim, as afirmações em Mateus e Lucas significam a mesma coisa.

Talvez a melhor tradução de Mateus 5.3a seja a de Goodspeed: “Bem aventurados são aqueles que sentem a sua necessidade espiritual.”

Por que estes pobres são bem-aventurados? Porque “deles é o Reino dos céus.” Earle afirma que as Beatitudes estão na forma de paralelismo sintético, um tipo de poesia hebraica na qual a segunda linha completa o significado da primeira. Desse modo, aqui a segunda linha define mais especificamente a conotação de “bem-aventurado.”

A primeira beatitude atinge diretamente o centro da necessidade do homem. Fitch declara: “A pobreza de espírito e essencialmente o destronamento do orgulho.” Depois de declarar que “o orgulho é a própria essência do pecado”, ele continua dizendo: “O orgulho é o pecado de um individualismo exagerado, o pecado do usurpador reivindicando um trono que não é seu, o pecado que enche o universo com apenas um ego, o pecado de destronar a Deus de sua soberania de direito.”

Champlin explica que a expressão “pobres de espírito” não ensina em Mateus a pobreza física literal, embora se possa obter essa ideia pelo paralelo de Luca 6.20. Compreendemos que se todos os pobres fossem bem-aventurados, especialmente na Palestina dos dias de Jesus, a vasta maioria do povo estaria entre os bem-aventurados, e ainda que Jesus sempre tivesse demonstrado simpatia incomum pelos pobres e por outros elementos desafortunados da sociedade, não é provável que tenha incluído tão vasto número de pessoas nessa bem-aventurança. Ê verdade que Jesus se dirigiu aos pobres, que a maioria dos que lhe deram ouvidos pertencia a essa classe; porém, do ponto de vista judaico, jamais poderíamos afirmar que a simples pobreza física é sinal de bem-aventurança.

Também se nota pela história eclesiástica, que essa bem-aventurança tem sido interpretada literalmente em alguns círculos, e que a pobreza física tem sido necessária para que alguém seja membro de certas ordens religiosas, como os padres franciscanos por exemplo. Tais ordens alicerçam sua regra de pobreza voluntária em passagens como esta, mas parece que isso não passa de exagero, senão mesmo de uma perversão do texto.

Nenhuma outra interpretação seria coerente com o que sabemos da natureza intensamente espiritual de Jesus e sua doutrina. Jesus fala de certa qualidade espiritual, e a adição das palavras, “de espírito”, é justa. Trata-se de uma atitude do coração, o reconhecimento da grandeza de Deus e a necessidade de desenvolvimento espiritual, tendo a Sua perfeição como modelo (Mt 5.48). Essa atitude é o contrário do orgulho espiritual, e todos temos podido observar esse elemento negativo, tanto em nós mesmos como em outros. Jesus jamais usou de ostentação e nunca manifestou atitudes e ações soberbas. Ele quer que os seus discípulos o imitem. Requer deles simplicidade, humildade, mansidão e bondade.

O orgulho é uma das raízes principais do pecado: a humildade de espírito é uma das raízes da virtude cristã. Talvez uma das mais notáveis ilustrações derivadas de uma fonte não-bíblica sobre o que está aqui incluso se encontra na Divina Comédia, de Dante. “Dante ter-se-ia encontrado com o anjo da humildade. O anjo tocou na testa de Dante com suas asas, apagando o sinal do orgulho. Enquanto um coro angelical entoava “Beatí pauperes spiritu”, isto é “Abençoados são os pobres de espírito”, Dante se afastava com passos leves, porque, uma vez apagada a marca da soberba, todos os outros pecados se tomam fardos mais leves.”

Pelo texto, e pelas implicações da ilustração acima, podemos dizer com verdade que essa bem-aventurança forma uma espécie de alicerce para as demais, qual pedra fundamental.

O código ético de Jesus não poderia perdurar sem ela, e o valor de todos os outros preceitos teriam de ser grandemente diminuídos se essa virtude não se fizesse presente. É verdade que Jesus bem poderia estar pensado na futura dispensação, quando haverá de manifestar-se o reino sobre a terra, e estivesse expressando assim as exigências éticas daquele reino; mas é igualmente verdadeiro que deve ter esperado essas qualidades em seus discípulos, e que esses seus padrões de ética se fizessem presentes a despeito do período da história em que eles vivessem. Porém acreditamos que tal virtude é esperada para nós hoje e agora.

1.2 – Bem-aventurados os que choram

Mateus 5:4
4 bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; (ARC)

O choro aqui é uma grande virtude, pois ela revela o interior do homem que se abate e se entristece por causa do seu próprio pecado. Mas também se trata de uma dor sentida somente por aqueles que tem a mente de Cristo, pois do mesmo modo que o Senhor Jesus chorou pelos pecados do povo (Lc 19.41.42), também choramos.

Sobre o texto acima, Earle diz que quando alguém percebe que está falido de todos os bens espirituais que o tornariam aceitável a Deus, este irá chorar sobre o fato.

Lloyd-Jones escreve: “‘Chorar’ e algo que vem logo depois da necessidade de ser ‘pobre de espirito’”, e acrescenta: “Quando eu confronto Deus e a sua santidade, e contemplo a vida que devo viver, vejo a mim mesmo, o meu total desamparo e falta de esperança.”

Este choro leva ao arrependimento e a conversão. Mas não para aqui. Continua por toda a vida do cristão consciencioso. Os maiores santos percebem mais intensamente o quanto carecem da perfeita semelhança com Cristo, e choram acerca disso. Só o cristão ensaio pode se sentir complacente.

A promessa para aqueles que choram e que “eles serão consolados” (Is 57.18). Isto acontece primeiro na consolação do perdão, e depois na consolação da comunhão.

Um Cristo compassivo está especialmente perto daqueles que choram.

1.3 – Bem-aventurados os mansos

Evangelista Cláudio Roberto de Souza

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