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Central Gospel – 2º Trimestre 2020 – 10-05-2020 – Lição 6 – Respeito às hierarquias

07/05/2020

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Efésios 6:1-9

1 Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.

2 Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa,

3 para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.

4 E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.

5 Vós, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo,

6 não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus;

7 servindo de boa vontade como ao Senhor e não como aos homens,

8 sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.

9 E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu e que para com ele não há acepção de pessoas. (ARC)

 

Marcos 7:10-12


10 Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe e: Quem maldisser ou o pai ou a mãe deve ser punido com a morte.

11 Porém vós dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor,

12 nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe, (ARC)

TEXTO ÁUREO

Êxodo 20:12

12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá. (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Entender que os filhos devem ser gratos aos pais por havê-los concebido e criado;
  • Compreender que os filhos devem assistir os pais na sua velhice;
  • Concluir que há recompensa de longevidade para quem honra pai e mãe.

PALAVRA INTRODUTÓRIA

Paz seja convosco nobres companheiros(as) do ministério do Ensino.

Como dito no princípio deste estudo sobre o Decálogo, os primeiros quatro mandamentos fazem menção de uma relação entre o homem e o seu Criador; dizemos que esta relação e vertical e sua direção é céu x terra. Enquanto os demais mandamentos fazem menção de uma relação entre o homem e seus semelhantes e esta relação é horizontal, cuja direção é terra x terra.

O objetivo de Deus em estabelecer o quinto mandamento, foi dar sustentabilidade a estrutura familiar e definir a ordem civil, começando pelo respeito na menor unidade social – a família.

O pai é o representante de Deus no sentido de formar a família. Ele é co-participante da nossa criação.

Os mestres judeus têm uma interpretação interessante sobre este mandamento, pois a mesma Torá (Pentateuco) que diz ao homem que deve honrar a teu pai e mãe, também diz que deve honrar a Deus. Desta forma, honrar os pais é equivalente a honrar a Deus, pois o homem é coparticipante da geração da vida humana. Quando alguém nasce, explica eles, os pais estão atuando em uma parceria com Deus na geração da vida: a substância material é derivada dos pais, porém Deus concede espírito e alma, a forma vital do homem.

O quinto mandamento bíblico ordena a honra que os filhos devem dispensar aos seus pais.

Êxodo 20:12
12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá. (ARC – grifo meu)

O vocábulo “Honra” no texto é no original hebraico “kabad” ou “kabed” uma raiz primitiva cujos significados mais interessantes são: “ser pesado, ser importante, ser rico, ser digno, ser glorioso, ser incômodo, ser honrado” (Dicionário Strong).

O princípio da honra inicia no lar, na família e se estende para as demais conexões da sociedade. Conforme dito por Paulo na carta aos Efésios 6.5-9, a sua admoestação possui duas vias, isto é, os filhos devem honrar em obediência aos pais, porém os pais devem ser sóbrios em educá-los. Do mesmo modo, os servos devem ser obedientes e terem boa vontade para com os patrões que por sua vez devem conduzi-los humanamente e não com tom provocador, pois o Deus de um é o Deus do outro e Este não vê nem maior ou menor, mas exige que ambos cumpram a sua vontade.

Quando honramos aos nossos pais, nossos patrões, nossas lideranças ou quem quer esteja acima de nós, reconhecemos a soberania de Deus, porque Deus quem nos deu os nossos pais e constitui as autoridades. Eles são os nossos representantes.

O servo de Deus esclarecido, honra tanto o seu Pai, Criador, como o seu pai progenitor, tanto aqueles que foram postos como autoridade como aquele que os instituiu!

1 – A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA

Vejamos alguns conceitos de família.

Conceito sociológico de família:

O escritor Fernando Bastos de Ávila em seu livro “Introdução à Sociologia” diz: “A família é o único fenômeno social, além do fenômeno religioso, que se encontra em todos os tempos e em todas as culturas.”

Conceito secular de família:

“Designa-se por família o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre si e vivem na mesma casa formando um lar. 

Uma família tradicional é normalmente formada pelo pai e mãe, unidos por matrimônio ou união de fato, e por um ou mais filhos, compondo uma família nuclear ou elementar. 

A família é considerada uma instituição responsável por promover a educação dos filhos e influenciar o comportamento dos mesmos no meio social. O papel da família no desenvolvimento de cada indivíduo é de fundamental importância. É no seio familiar que são transmitidos os valores morais e sociais que servirão de base para o processo de socialização da criança, bem como as tradições e os costumes perpetuados através de gerações. 

O ambiente familiar é um local onde deve existir harmonia, afetos, proteção e todo o tipo de apoio necessário na resolução de conflitos ou problemas de algum dos membros. As relações de confiança, segurança, conforto e bem-estar proporcionam a unidade familiar.”

Segundo a Declaração dos Direitos Humanos, a família é o elemento natural da sociedade e tem direito à proteção da própria sociedade e do Estado.

A ideologia de gênero deturpa o conceito original de família. Trata-se de uma atualização do conceito familiar na maioria dos dicionários visando contemplar as uniões homo afetivas ou a relação amorosa de “casais” do mesmo sexo.

A família segundo o conceito Bíblico:

Por que usarmos a Bíblia para definir a família? Porque é a Bíblia que contém a melhor definição sobre o termo, haja vista que nela encontramos o conhecimento mais acertado e o ponto de vista mais coerente acerca do assunto em questão. É a Bíblia quem eleva a régua que medi a moral humana e contém os princípios mais sublimes que podem regular o coração do indivíduo. Logo, com relação a família, a Bíblia a determina e estabelece os seus fundamentos.

A família não é uma invenção social, mas é a primeira instituição que se formou e que se tem história e a Bíblia registra o fato (Gn 2.18).

O poeta e pastor inglês John Donne, disse: “nenhum homem é uma ilha”. Aliás, quando Deus viu o homem vivendo algum tempo sem companhia, afirmou que isso não era bom (Gn 2.18). Portanto, a instituição familiar foi criada por Deus e está contida na história da criação:

Gênesis 2:18
18 E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. (ARC)

A família se originou entre o primeiro casal, Adão e Eva. Ali houve um matrimônio, um casamento, uma aliança estabelecida e abençoada por Deus e o plano do Senhor era que se multiplicassem e enchessem a terra, isto é, gerassem filhos.

Logo, a primeira família estava sobre o cuidado e amor de Deus, mas também sobre as leis divinas.

O pastor Josué Gonçalves afirma que a família é o lugar privilegiado em que se inicia a educação e o exercício da fraternidade e da solidariedade em suas múltiplas formas.

Aquilo que se aprende na experiência familiar, permanece por toda a vida. Não existe uma outra oficina, que se possa comparar à família, na modelagem do caráter do indivíduo.

Além desta função, a família também serve como moderadora da ordem social. É nela que todos são chamados para servir.

Para os judeus, a família sempre foi o agente integrador de grupo, o estabilizador emocional, e o corretivo psicológico. Eis a razão por que para eles, preservar a família, era preservar a pureza do seu povo, da sua nação.

Observe que tudo começa a partir da família. No caso da família cristã, sua função é desenvolver as virtudes do homem em seu tríplice dimensão: cultural, espiritual e material.

Portanto, a família é a origem de tudo o que se possa pensar sobre relacionamento interpessoal.

1.1 – O papel dos pais

A mãe dentro da estrutura familiar judaica, possuía a mais nobre responsabilidade do seu tempo – gerar filhos. Um ventre fértil era a alegria de uma família, a manutenção das terras, a perpetuidade do nome!

A mulher hebreia era treinada desde a infância para se tornar esposa e mãe. Ela cozinhava, costurava, trabalhava nos campos e cuidava dos filhos. Note que a mulher naquele tempo já era uma heroína, pois acumulava atividades diversas. Os cuidados dispensados aos filhos incluíam nutri-los e educá-los com ensinamentos relacionados a cortesia, boas maneiras e civilidade.

O vocábulo “pai” no hebraico é “ab”, palavra que ocorre por cerca de seiscentas e oitenta vezes, desde Gênesis 2.24 até Malaquias 2.10. No grego, “pater”, que ocorre por cerca de trezentas e sessenta vezes, desde Mateus 2.22 até Apocalipse 14.1.

“ab” significa “pai de um indivíduo referindo-se ao produtor, gerador” Era considerado o governante ou chefe da casa.

“Pater” está relacionada à raiz que significa “nutridor” ou “protetor”. Porém, no uso comum, havia muitas aplicações do vocábulo, como ao pai de uma pessoa, ao chefe de um clã ou nação.

Ralph Gower explica que as unidades familiares do ocidente no século vinte são chamadas nucleares por serem pequenas — mãe, pai, e um ou dois filhos ou mais. As unidades familiares nos dias do Antigo Testamento eram grandes e incluíam todos os membros da mesma — tias, tios, primos e servos. Nós as chamaríamos de famílias extensas. O chefe da família era o pai, e o chefe de um grupo de famílias era o xeque.

A família era, portanto, um “pequeno reino” governado pelo pai. Ele tinha autoridade sobre a esposa, filhos, netos e servos — todos da casa. Os filhos eram criados de modo a aceitar a sua autoridade (Êx 20.12) e se recusassem aceitá-la, ameaçando assim a segurança da unidade familiar, podiam ser punidos com a morte (Dt 21.18-21).

Willian L. Coleman nos diz que a maior parte dos judeus amava seu pai e era profunda e sinceramente leal a ele. Uma expressão comumente usada para designar “morte” revela esse carinho deles pelos pais. Diziam: “Ele descansou com os seus pais” (1Rs 2.10). Ir reunir-se com os pais após a morte era uma imagem muito cara para eles.

Apesar da posição privilegiada do homem, pai de família, ele nunca deveria agir como um tirano, tanto que o apóstolo Paulo aconselha os pais a não provocar os filhos a ira (Ef 6.4).

É desnecessário afirmar o quanto uma mãe ama o seu filho (Is 49.15), por isso destacamos que primeiro lugar, o pai tem como dever amar os seus filhos. Coleman, afirma que muitos dos perfis paternos traçados nas Escrituras revelam homens que amam os filhos. Vemos claramente quando Abraão se preocupa que seu filho Isaque se case com alguém de sua parentela (Gn 24.1-6); quando Jacó chorou ao que pensava que José estivesse morto (Gn 37.32-35); quando Davi jejuou, chorou e orou pelo seu filho enfermo (2Sm 12.15-17) ou quando o mesmo Davi chorou e se entristeceu por causa da rebelião do seu filho Absalão (2Sm 19.1-2).

O pai era também o provedor do lar. O sustento da casa era fruto do seu laborioso trabalho. O filho enxergava claramente essa responsabilidade e quando alcançava porte físico suficiente para o trabalho, se engajava junto com o seu pai na mesma profissão a fim de aprendê-la e somar forças no sustento da família.

O pai exercia proteção familiar. Ele representava a força da casa. Um filho não pode enfrentar desafios sozinho. Ele não pode contar com as suas forças e recursos; ele precisa de alguém que lhe seja por escudo.

Norman Russell Champlin afirma que os deveres paternos são sociais, psicológicos e espirituais. Há três coisas que um pai deve a seus filhos: exemplo, exemplo, exemplo. O pior erro que um pai pode cometer é conhecer os ensinos espirituais das Escrituras Sagradas e deixar de transmiti-los a seus filhos. O pai da família era o principal mestre de sua família e precisava levar a sério os seus deveres. Suas instruções incluíam tanto alguma profissão como a educação religiosa (Dt 4.9; 6.7; 31.13; Pv 22.6; Is 28.9). Ele exercia poder absoluto sobre seus familiares e os disciplinava segundo essa autoridade (Pv 13.24; 19.18; 22.15; 23.13).

O Talmude Babilônico oferece um sumário dos deveres dos pais:

  • Circuncidar seus filhos;
  • Remi-los;
  • Ensinar-lhes a lei;
  • Encontrar esposa para eles;
  • Prover instruções quanto a alguma profissão ou negócio;
  • Ser um guia geral e autoridade sobre os filhos, mesmo depois de se casarem.

1.2 – O pai como sacerdote

Basicamente, o sacerdote era aquele que conduzia a causa de um povo a Deus. Era uma espécie de mediador ou representante do povo perante Deus. Eles ofereciam sacrifícios e intercediam em prol dos seus, a fim de que recebessem o perdão divino, bem como apresentavam também a Deus ofertas de gratidão.

O pai judeu assumia a liderança espiritual da família; ele funcionava como seu sacerdote (Gn 12.8; Jó 1.5). Esperava-se que ele conduzisse a família na observância dos vários ritos religiosos.

Na cultura de Israel, o pai possuía profunda responsabilidade no desenvolvimento espiritual do seu filho. Para isto, além dos ensinamentos sistemáticos da Torá, ele se preocupava com os passos que seus filhos dariam em direção a Deus.

Um exemplo é o caso de Isaque quando foi oferecido em sacrifício a Deus por Abraão. Isaque demonstra total conhecimento acerca dos detalhes de uma oferta imolada, tanto que perguntou: “Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22.7). Isaque recebeu do seu pai Abraão a instrução acerca da sacrifício.

Por outro lado, o pai como sacerdote intervinha em favor dos seus filhos, seja em oração ou oferecendo sacrifícios.

Neste contexto temos a história do patriarca Jó. Como era o chefe de uma família, logo era o sacerdote da casa. Jó oferece os devidos sacrifícios em favor dos seus filhos. Leiamos:

Jó 1:4-5
4 E iam seus filhos e faziam banquetes em casa de cada um no seu dia; e enviavam e convidavam as suas três irmãs a comerem e beberem com eles.
5 Sucedia, pois, que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura, pecaram meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente. (ARC)

Warren W. Wiersbe afirma que os acontecimentos do livro de Jó se desenrolam na época dos patriarcas, quando uma família grande era considerada uma benção de Deus (Gn 12.2; 13.16; 30.1). Os filhos de Jó deviam gostar de passar tempo juntos, tendo em vista que se reuniam com frequência para comemorar seus aniversários, indicando que Jó e sua esposa educaram bem seus filhos.

Jó, como sacerdote do seu lar, intervia em favor dos seus filhos perante Deus com sacrifícios, buscando no Senhor, o perdão de possível delitos cometidos pelos filhos e os santificava com as suas intercessões.

O pai como sacerdote primeiro ensina as verdades da Palavra de Deus e depois intercede para que tudo prospere no coração da sua prole

Como pais, exercemos o sacerdócio do nosso lar?

1.3 – Os pais como educadores

Evangelista Cláudio Roberto de Souza

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Postado por ebd-comentada


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