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Betel Adultos – 4º Trimestre de 2018 – 11-11-2018 – Lição 6: Enfrentando as diferentes investidas do inimigo

08/11/2018

Esse post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO

Neemias 6:3

3 E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Neemias 6:1-3

​1 Sucedeu mais que, ouvindo Sambalate, Tobias, Gesém, o arábio, e o resto dos nossos inimigos que eu tinha edificado o muro e que nele já não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha posto as portas nos portais,

2 Sambalate e Gesém enviaram a dizer: Vem, e congreguemo-nos juntamente nas aldeias, no vale de Ono. Porém intentavam fazer-me mal.

3 E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Explicar que o inimigo não nos dá trégua;
  • Apresentar táticas para vencer os opositores;
  • Mostrar como resistir a intimidação.

INTRODUÇÃO

Paz seja convosco!

No início da jornada de Neemias rumo a Jerusalém, o propósito era de primeiramente reconstruir os muros que estavam fendidos e em seguida, as portas que estavam queimadas a fogo (Ne 1.3).

Durante a reconstrução dos muros, ele enfrentou a oposição dos inimigos e os problemas sociais que consumia a energia do povo, pois tinha como propósito trazer o desânimo e consequentemente a paralisação da obra. Agora veremos nova investida dos adversários quando iniciaram os trabalhos nos portões.

Neemias, uma vez mais irá responder com a dignidade de um homem que conhece a Deus.

1 – VELHOS INIMIGOS, NOVAS MÁSCARAS

Hernandes Dias Lopes afirma que é impossível fazer a obra de Deus sem oposição externa e interna. O cristianismo não é um paraíso de férias. Aqui não é o céu. Aqui há lutas constantes, por isso precisamos trabalhar de olhos bem abertos.

Várias vezes Neemias precisou enfrentar a oposição dos inimigos de fora:

a) O desagrado (Ne 2.10);

b) O desprezo e a zombaria (Ne 2.19);

c) A indignação e o escárnio (Ne 4.1);

d) A humilhação (Ne 4.2);

e) A chacota (Ne 4.3);

f) A confusão (Ne 4.8);

g) A violência (Ne 4.11);

h) A boataria (Ne 4.12).

Enquanto Neemias estava ocupado em resolver os problemas internos, o inimigo deu uma trégua. Mas logo que o problema interno foi resolvido e o povo voltou ao trabalho, o inimigo voltou a atacar.

Precisamos lembrar que os inimigos se aliam contra o povo de Deus com incansável persistência e diferentes táticas e estratégias (Ne 6.1).

Cabe ao servo de Deus entender que é um soldado e que está em uma guerra contra as trevas. Esta batalha somente terá fim na ocasião de sua morte ou na vinda de Jesus (2Tm 2.3). Como estrategista incansável, Satanás e seus asseclas, jamais deixará de se opor a tudo que fazermos na obra de Deus (Mt 4.1-11). Ele está ativo e atuante no planeta (Jó 1.7-12).

Sabendo destas verdades, o cristão nunca poderá estar desatento nesta batalha, antes o seu revestimento vem de Deus e suas estratégias de defesa também (Ef 6.10).

1.1 – Buscando a distração dos trabalhadores

Segundo os estudiosos e a dados arqueológicos, a cidade de Jerusalém estava cercada de três muralhas, sobre as quais, segundo se diz, havia, respectivamente, 90, 14 e 60 torres respectivamente.

A primeira fase (reconstrução dos muros) estava concluída, porém a cidade ainda estava vulnerável, pois os portões estavam abertos.

Como já dissemos em outras lições, por mais fortes que sejam os muros, eles perderão sua função se não houver os portões. Eles deveriam ser trancados e também deveriam ser guardados por sentinelas.

Os portões eram a referência de riqueza da cidade. Era também um lugar de jurisdição, onde autoridades se encontravam para tratar de negócios sob as vistas dos anciãos. As portas eram muito mais do que simples lugar de entrada e saída, era o local simbólico de valores da cidade, como família, relacionamentos, etc.  

Eles eram construídos de madeira, ferro ou de cobre (proteção anti-chama), possuía dois batentes e cerrava-se com fechaduras e ainda se seguravam com barras de ferro por dentro. Para se ter uma ideia, a porta do Templo Formosa (At 3.2) era inteiramente feita de cobre importado de Corinto, sendo necessários vinte homens para fechá-la.

Da mesma forma dos muros, uma cidade que os tivessem, porém sem os seus portões, seus moradores carregavam consigo o opróbrio. Sansão para humilhar os filisteus arrancou os portões da cidade de Gaza e o levou sobre seus ombros (Jz 16.3).

A cidade que deveria ser o testemunho para as nações perdeu esse privilégio e a vergonha consistia na fragilidade e na desproteção do lugar.

Há quem diga que durante toda a história de Jerusalém, ela tenha possuído 25 portas ou portões, porém no tempo de Neemias são evidenciadas doze portas:

1ª – Porta do Gado (Ne 3.1);

2ª – Porta do Peixe (Ne 3.3);

3ª – Porta Velha (Ne 3.6);

4ª – Porta do Vale (Ne 3.13);

5ª – Porta do Monturo (Ne 3.14);

6ª – Porta da Fonte (Ne 3.15);

7ª – Porta das Águas (Ne 3.26);

8ª – Porta dos Cavalos (Ne 3.28);

9ª – Porta Oriental (Ne 3.29);

10ª – Porta da guarda (Ne 3.31).

11ª – Porta de Efraim (Ne 8.16; 12.39);

12ª – Porta da Prisão (Ne 12.39).

Os mesmos inimigos que investiram contra Neemias e a obra do Senhor na primeira ocasião, quando iniciaram os reparos nos muros, se uniram novamente para tentarem impedir a restauração dos doze portões.

Uma vez que Sambalate e seus amigos haviam fracassado completamente em suas tentativas de impedir que o povo trabalhassem, desta vez, decidiram concentrar seus ataques somente em Neemias. Se conseguissem eliminá-lo, ou mesmo desacreditá-lo, poderiam mobilizar seus aliados dentro de Jerusalém (Ne 6.17,18) e tomar a cidade.

Nossa concentração na obra de Deus e nos avanços do inimigo devem ser sempre permanentes, pois ele é obstinado e aplicado em seus esforços para nos deter (1Pe 5.8).

Interessante dizer, que sempre após grandes realizações, nós temos a tendência de afrouxarmos as correias da vida com Deus e abaixarmos a guarda espiritual.

O rei Davi, após conquistar a estabilização do reino unificado de Israel, arregimentar uma força militar respeitada por todos os inimigos, fronteiras ampliadas que chegaram a 96.540 km2, nenhuma derrota no campo de batalha, exportação, importação, defesa nacional fortalecida, finanças sólidas, uma linda casa nova, planos para o templo do Senhor e não haver nada que o desabonasse, pareceu frágil e exposto aos ataques malignos.

Charles Swindoll afirma que Davi está no seu apogeu. Ele acabou de ganhar grandes vitórias no campo de batalha. Alcançou o ápice da admiração pública. Tem muito dinheiro, incrível poder, autoridade indiscutível, fama notável. Seu estilo de vida é semelhante a uma flecha subindo cada vez mais para as nuvens, como a subida rápida de um jato depois de decolar, aumentando a altitude. A vida de Davi foi subindo de tal maneira, que ficou vulnerável.

Ao olhar para trás e ver um registro quase imaculado, quando ao seu prestigio, fama e importância crescentes, é a hora de redobrar a vigilância.

Nesta situação, Davi não só é vulnerável, como também não precisa prestar contas a ninguém. E possível que esteja ficando um tanto impressionado com sua própria ficha, por que já no capitulo 11 de primeiro Samuel, ele está se mostrando complacente consigo mesmo.

Em determinada época em que os reis saiam para a guerra acompanhando os seus exércitos, Davi não saiu e ficou no palácio passeando pelo pátio. Neste relaxamento, caiu em desgraça espiritual (2Sm 11) e viveu terríveis dias em consequência do mesmo (Sl 32.3-10; 51); em virtude de sua negligência, o inimigo achou a brecha necessária para atacá-lo e derrotá-lo.

Não se acha em Neemias a mesma displicência, ao contrário, após a construção dos muros, a vigilância e a diligência em lidar contra inimigo permaneceu a mesma. Neemias se manteve atento a obra e aos inimigos – Sua guarda, mesmo diante da primeira grande vitória (reconstruir os muros) se mantiveram altas.

1.2 – Falsa aparência amigável

Os adversários da obra de Deus e também nossos, são sutis em suas estratégias. Há aqueles que nos atacam frontalmente e são declaradamente inimigos, outros que são contrários a nós, porém demonstram falsa tolerância e flexibilidade, nos estudam e suas conversações visam desconstruir-nos ou caminham em direção de uma unidade onde teremos que abrir mão de algumas convicções em nome da paz, bem parecido com os diálogos entre as diversas religiões em nome do ecumenismo. Porém os mais temerários e perigosos são aqueles que se apresentam afeiçoados a nós, mas a sua aproximação visa a nossa destruição.

Wiersbe nos diz que até essa altura do programa de construção, Sambalate, Tobias e Gesém haviam se oposto a tudo o que os judeus tinham feito; mas então se ofereceram para cooperar e ajudar os judeus na construção dos muros. Ofereceram encontrar-se com Neemias numa vila a meio caminho entre Jerusalém e Samaria, um lugar sossegado onde poderiam planejar como trabalhariam juntos. Com essa abordagem, deram a entender que estavam dispostos a fazer algumas concessões e que Neemias não deveria ser um vizinho intransigente.

É evidente que a estratégia do inimigo era: “Se não podemos vencê-los, nos juntaremos a eles… e em seguida os dominaremos!” Uma vez que o inimigo consegue estabelecer um ponto de apoio num ministério, começa a enfraquecer essa obra internamente e, por fim, a condena ao fracasso.

Apesar de a cooperação na obra do Senhor ser algo nobre, os líderes devem ter o cuidado de cooperar com as pessoas certas, no lugar certo e com os propósitos certos. De outro modo, podem acabar colaborando com o inimigo. Satanás é um grande enganador e prepara seus servos para darem as mãos ao povo de Deus, a fim de enfraquecer as mãos dos servos do Senhor para o trabalho (2Co 11.13-15).

A transigência e a cooperação que vêm do amor podem ser boas e úteis se não houver questões morais ou espirituais em jogo. Uma concessão feita de bom grado pode dar nova vida a um casamento ou fortalecer um ministério (Fp 2.1-4), mas se trata de um ato de transigência entre pessoas que se amam e que têm em mente os mesmos propósitos.

Ao convidar o diabo para fazer parte de seu time, pode-se esperar que ele mude as regras e os objetivos; espere também ser derrotado.

Neemias rejeitou a oferta deles em função de três convicções.

1 – Em primeiro lugar, sabia que estavam mentindo e que desejavam matá-lo (Ne 6.2). Neemias possuía o tipo de discernimento espiritual que os líderes devem ter a fim de detectar as estratégias do inimigo e de neutralizá-las;

2 – Em segundo lugar, estava convicto da grandeza da obra que Deus havia lhe dado (Ne 6.3). Se Neemias se permitisse ser distraído e desviado das incumbências que havia recebido de Deus, onde seu povo iria buscar liderança? Um projeto sem líderes é um empreendimento sem rumo que acaba desandando. Os líderes devem ser um bom exemplo e permanecer firmes no trabalho;

3 – Os judeus não tinham coisa alguma em comum com Sambalate e seu povo, de modo que não poderia se estabelecer base alguma de cooperação. Neemias deixara isso claro desde o início do projeto, quando disse a Sambalate, Tobias e Gesém: “vós, todavia, não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém” (Ne 2.20). O povo de Deus é diferente das pessoas do mundo e deve manter sua posição de separação (2 Co 6.14;7.1).

Se Neemias tivesse cooperado com Sambalate e seus aliados, como poderia ter liderado a nação de modo a manter-se separada dos estrangeiros da terra? (Ne 9.2; 10.28; 13.3). Demonstraria incoerência, portanto sejamos coesos e andemos em conformidade com nossas convicções diante do mundo e dos santos que participam da vida de Cristo como nós (Rm 12.2).

1.3 – Afastar ou intimidar o líder

Por Cláudio Roberto de Souza

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