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10/12/2022
“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” (Gl 5.22)
Gálatas 5.13,14,16,22
13 Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.
14 Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
16 Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Olá, irmãos. Paz do Senhor.
O Fruto do Espírito é uma manifestação espiritual que reflete várias virtudes na vida daqueles que foram transformados em novas criaturas.
Paulo nos mostra que os que são alcançados por Cristo, tornam-se:
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Co 5.17 – ARC)
Em outra tradução:
“Quando alguém se faz cristão, torna-se uma pessoa totalmente nova por dentro. Já não é mais a mesma. Teve início uma nova vida!” (BV)
Esta é a vida que Jesus mencionou a Nicodemus, reforçando que os que se achegam a Cristo tem sua natureza pecaminosa transformada pela atuação do Espírito Santo.
É importante lembrarmos que no processo de salvação acontecem verdadeiros milagres.
TODOS os cristãos recebem, no momento da conversão, o Espírito santo em suas vidas e é por isto que Paulo nos chama de Templo do Espírito Santo (1 Co 3.16).
Este Espírito começa em nós uma transformação que só terminará no dia em que morrermos ou formos arrebatados e, durante toda nossa vida como cristãos, o Senhor trabalhará para nos fazer parecidos com Jesus.
O Fruto do Espírito é uma ação miraculosa de Deus, operada por este Espírito que habita em nós, com o objetivo de nos transformar à imagem e semelhança de Deus (moral) e mostrar ao mundo que o Evangelho de Cristo transforma os seres humanos, fazendo algo que nada nem ninguém poderia fazer.
Precisamos reforçar que o Espírito Santo não muda nossa personalidade, mas sim o nosso caráter.
O teólogo americano Norman Champlim nos fala a respeito do conceito de caráter e nos mostra algumas particularidades.
“Caráter Moral-Origem. Por que as pessoas são como são? Elas já nascem com suas aptidões, ou desenvolvem-nas no decorrer da vida? A filosofia, a sociologia, a genética e a teologia procuram todas encontrar solução para a questão. Alguns estudiosos supõem que o caráter e as características da personalidade são frutos do desenvolvimento, com base na experiência de cada um, condicionadas pelo meio ambiente. Entretanto, os estudos sobre a mentalidade criminosa indicam que algumas crianças, desde a mais tenra idade, exibem tendências para atos criminosos, embora criadas entre outras crianças perfeitamente normais. Alguns cientistas supõem que haja o concurso de defeitos cerebrais ou genéticos que explicam esse fenômeno, ainda que, por enquanto, não existam sólidas evidências para servirem de base à assertiva.”
A Neurociência, área que estuda o comportamento dos seres humanos com base em imagens cerebrais, afirma que o caráter é formado com base em genética e experiências, sendo que o ensino é a base para a formação deste, diferentemente da personalidade, que nasce com o ser humano.
À medida que buscamos ao Senhor em oração, jejum, leitura da Palavra e adoração, recebemos a manifestação das virtudes do Fruto do Espírito e nos tornamos mais parecidos com Cristo, fazendo com que as pessoas testemunhem que houve mudanças em nós e glorifiquem a Deus.
Paulo escreve à igreja que estava na Galácia sobre as virtudes que deveriam existir na vida de todos os cristãos e as chama de Fruto do Espírito.
Precisamos ensinar aos alunos que não existem frutos, pois a palavra está no singular, expressando que existe uma manifestação espiritual que expressa várias virtudes.
O texto é claro e mostra que existe uma verdadeira guerra entre as obras da carne e o Fruto do Espírito.
“Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” (Gl 5.16-25 – ARC)
O conceito de caráter proposto pela Teologia e por Champlim, nos mostra que o Espírito Santo trabalha em nossa essência nos tornando pessoas melhores.
“Aquilo que caracteriza um homem, sobretudo em seu progresso espiritual, pois as Escrituras frisam o progresso do caráter no sentido do avanço dentro do processo de transformação segundo a imagem de Cristo; a quantidade e a qualidade resultantes de sua possessão de Cristo. O alvo disso é a perfeição absoluta. Os crentes se encontram em muitos pontos variados, ao longo desse caminho, mas todos os crentes autênticos estão seguindo no caminho da perfeição. O caráter, uma vez completado , será semelhante ao de Cristo, pois os remidos haverão de participar de seu ser essencial e de sua natureza moral. Ora, a tribulação desempenha um decisivo papel na produção desse resultado, o que nos mostra a sua importância, embora os sofrimentos sejam tão cruéis como as chamas do fogo. O homem, no ser de quem Cristo realmente está sendo formado, chega àquele estado de «aprovação divina» que, segundo tivemos ocasião de ver em muitos textos bíblicos, é a idéia básica contida na palavra «caráter». Está escrito que Deus Pai aprovou seu Filho, Jesus Cristo, declarando: «Este é o meu Filho, em quem me comprazo» (Mat. 3:17). Por igual modo, os filhos de Deus são «agradáveis» ao Pai, ou seja, são «aprovados» por ele.”
Existe uma pergunta que precisa ser feita em sala de aula: “Se o caráter dos cristãos é transformado pelo Espírito Santo, à medida que nos rendemos a Ele, por que muitos cristãos não possuem um caráter transformado?”
Por que muitos continuam mentindo, roubando, cometendo torpezas, prostituição, agindo de má fé e produzindo verdadeiras obras da carne?
A resposta para esta pergunta é simples e direta. Porque tais pessoas não se entregaram realmente para Jesus, ou seja, não se converteram.
A resposta parece exagerada e forte, porém, se alguém possui o Espírito Santo em sua vida e continua a viver uma vida baseada nas obras da carne, o Espírito Santo não está trabalhando nela.
Precisamos reforçar o conceito estudado na introdução a respeito do processo de santificação e lembrar aos alunos que cada um dos que se converteram a Cristo, estão em uma fase deste processo e que as mudanças acontecem à medida que nos entregamos ao Senhor, através da mudança de atitude e do verdadeiro arrependimento.
Podemos conceituar arrependimento de uma forma simples em que os que se arrependem são aqueles que sentem uma tristeza muito forte por praticarem atos que não gostaria de praticar e, por este motivo, clamam insistentemente ao Senhor para que Ele os liberte e os faça vencer tais situações.
À medida que isto acontece, nossas vidas são transformadas e o Fruto é produzido em nós.
As virtudes do Fruto do Espírito são produzidas em nós e não devem ser guardadas para nós, haja vista, Jesus nos ter deixado neste mundo para testemunharmos do seu grande poder.
É este Jesus que transforma pecadores inveterados em pessoas amorosas e doadoras e é exatamente isto que precisamos ser.
Precisamos ser o bom perfume de Cristo neste mundo para que seu nome seja conhecido e glorificado entre as nações.
Paulo escreve sobre isto em sua segunda carta aos coríntios.
“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem.” (2 Co 2.14,15 – ARC)
Quando Jesus esteve com os discípulos neste mundo, deixou claro que eles estavam em um processo de crescimento espiritual que faria com que sofressem mudanças muito fortes.
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” (Jo 15. 1-7 – ARC)
Enquanto Jesus esteve com os discípulos eles estavam aprendendo, mas a partir do momento em que Jesus foi retirado deste mundo, o Espírito Santo retomou o trabalho de Jesus e continuou transformando a vida dos discípulos e de cada pessoas que se entrega a Jesus.
O fruto que Jesus mencionou neste texto são nossas obras que derivam de nosso comportamento e atitudes.
Será que as pessoas estão vendo Jesus em nós? Será que nossas obras de amor estão fazendo as pessoas se lembrarem que existe um Deus que as ama?
Este é um ponto que merece destaque em sala de aula.
Paulo escreveu aos coríntios a respeito da transformação operada pelo Espírito Santo e trouxe o exemplo de Moisés que, após ficar 40 dias na presença do Senhor, ficou com o semblante reluzente, tendo que cobrir o rosto para não assustar as pessoas, porém, aqueles que são transformados pelo Espírito Santo não precisam ficar com o rosto coberto.
“Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (2 Co 3.18 – ARC)
Pergunte a seus alunos se as pessoas da escola onde eles estudam ou do trabalho sabem que eles são cristãos.
Após obter as respostas, pergunte porque as pessoas sabem.
Se a resposta estiver associado a roupas e assessórios, algo precisa mudar.
A produção do Fruto do Espírito não é uma máscara de hipocrisia criada pelos dogmas religiosos que proíbem tudo para que as pessoas se pareçam santas.
Este conceito é completamente antagônico ao que foi proposto por Paulo.
Por muitos anos, as igrejas pentecostais viveram uma onda de proibições exageradas, não permitindo que os cristãos vivessem uma vida livre e sem culpas e isto trouxe inúmeros prejuízos.
A verdadeira transformação é espiritual e muda a natureza pecaminosa dos cristãos, que, convencidos pelo Espírito Santo, desejam receber do Senhor uma transformação verdadeira.
Jesus chamou os fariseus de mentirosos e hipócritas pelo fato de que eles aparentavam ser uma coisa, mas no fundo, eram outra.
Em sua etimologia, a palavra sincero vem do latim sincerus, que significa limpo e puro, mas há uma explicação que associa o termo sincero com o significado de verdadeiro devido a um hábito em Roma. Alguns escultores menos qualificados usavam cera para disfarçar imperfeições nas esculturas. Ao que o Senado Romano editou um decreto que regulamentava que todas as esculturas produzidas em Roma deveriam ser sine cera, ou seja, sem cera e sem disfarces, de forma honesta. É o que conta a chamada etimologia popular.
O texto escrito pelo evangelista Mateus deixa isto bem claro.
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniquidade. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia. Assim, também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.” (Mt 23.25-28 – ARC)
Os discípulos foram chamados de cristãos pela primeira vez na cidade de Antioquia porque os judeus começaram a observar e constatar que aqueles homens eram extremamente parecidos com Jesus no tocante ao comportamento.
Se analisarmos as virtudes do Fruto do Espírito em associação aos ensinamentos de Jesus no Sermão do Monte, veremos que o Senhor sempre desejou que tivéssemos comportamentos diferentes da sociedade que está distante de Deus.
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa.” (Mt 5.3-11 – ARC)
Em outra tradução:
“Muito felizes são os humildes! ” dizia Ele, “porque o Reino dos Céus é dado a eles”. “Felizes são os que choram! Porque serão consolados”. “Felizes são os mansos e simples! Porque o mundo inteiro pertence a eles”. “Felizes aqueles que aspiram por ser justos e bons, porque terão a justiça com toda a certeza”. “Felizes são os que são amáveis e têm misericórdia dos outros, porque a eles se mostrará misericórdia”. “Felizes os que tem coração puro, porque verão a Deus”. “Felizes aqueles que procuram promover a paz – pois serão chamados Filhos de Deus”. “Felizes aqueles que são perseguidos por serem justos, pois o Reino dos Céus é deles”. “Quando vocês forem maltratados, perseguidos e caluniados por serem meus seguidores – ótimo! ” (BV)
Os judeus acreditavam que eram os detentores das verdades de Deus neste mundo, porém, Jesus deixou claro que eles haviam deixado de seguir ao Senhor há muito tempo e isto acontece com muitos religiosos que estão dentro das igrejas cristãs.
Existe um texto no livro de Provérbios que reflete a vida cristã e a transformação operada pelo Espírito Santo em nós.
“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” (Pv 4.18 – ARC)
Em outra tradução:
“Já a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando cada vez mais, até ficar completamente claro.” (AS 21)
Este texto nos mostra que a luz do sol começa baixa e vai aumentando até alcançar a sua plenitude, o que acontece ao meio-dia e, neste ponto, ela consegue iluminar todos os lugares onde alcança.
Da mesma forma, a vida cristã começa na conversão e vai tomando forma à medida que nos aproximamos de Cristo ao ponto de conseguirmos levar a luz do Evangelho da glória de Deus até os quatro cantos da Terra.
O bom perfume de Cristo pode alcançar pessoas que estão amarguradas por todas as mazelas produzidas pela vida e o amor de Deus, que excede tudo o que existe neste mundo, pode salvá-las e transformá-las em pessoas verdadeiramente felizes.
Por este motivo, Paulo fala sobre a necessidade de nos parecermos com Cristo e buscar o crescimento espiritual.
Em se tratando de relacionamento, podemos dividir a nossa vida em três partes.
A primeira é chamada de relacionamento vertical e acontece entre os seres humanos e Deus.
A segunda é chamada de relacionamento horizontal e acontece entre os seres humanos (nós e o próximo).
E a terceira é chamada de relacionamento íntimo ou próprio que é o relacionamento que temos conosco.
Este último modelo pode parecer estranho para alguns, mas ele é extremamente importante, ficando abaixo somente do nosso relacionamento com Deus.
Jesus falou sobre isto quando foi indagado sobre qual era o maior mandamento.
“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22.37-39 – ARC)
Observemos que o Mestre nos ensina a amar ao próximo como amamos a nós mesmos e isto nos fala sobre a importância do relacionamento íntimo.
As virtudes do Espírito devem ser praticadas em todas as esferas dos nossos relacionamentos, lembrando que o Senhor sabe exatamente o que estamos apresentando a Ele, pois nos conhece por dentro (Sl 139).
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Equipe EBD Comentada
Postado por ebd-comentada
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