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Betel Adultos – 4º Trimestre 2020 – 22-11-2020 – Lição 8 – O drama do suicídio

19/11/2020

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“Não te deixarei, nem te desampararei.” Hebreus 13.5b

TEXTOS DE REFERÊNCIA

SALMO 42.7-11 

7 Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas têm passado sobre mim. 

8 Contudo, o Senhor mandará de dia a sua misericórdia, e de noite a sua canção estará comigo: a oração ao Deus da minha vida. 

9 Direi a Deus, a minha Rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que ando em pranto por causa da opressão do inimigo? 

10 Como com ferida mortal em meus ossos, me afrontam os meus adversários, quando todo o dia me dizem: Onde está o teu Deus? 

11 Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face e o meu Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Conhecer melhor sobre o suicídio. 
  • Mostrar os casos bíblicos de suicídio. 
  • Ensinar como se comportar em casos de suicídio.

INTRODUÇÃO

Olá irmãos e irmãs, Paz do Senhor.

Nesta lição, abordaremos um tema de enorme importância que é o suicídio.

De acordo com o site paho.org os números mundiais são terrivelmente alarmantes e nos mostram a enorme relevância deste assunto.

Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos.

Para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano. A tentativa prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio na população em geral.

O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.

79% dos suicídios no mundo ocorrem em países de baixa e média renda.

Ingestão de pesticidas, enforcamento e armas de fogo estão entre os métodos mais comuns de suicídio em nível global.

No Brasil, infelizmente os números estão crescendo, principalmente durante a pandemia, pois a maioria dos serviços de atenção ao suicida teve suas atividades paralisadas.

De uma forma geral, as igrejas não abordam este assunto, porém, como o número de casos de suicídio tem aumentado, é nossa obrigação abordar este assunto.

Com a pregação da Palavra de Deus, podemos auxiliar as pessoas a terem esperança de que dias melhores virão.

Existe uma frase muito marcante sobre o suicídio que diz: “O suicida não quer morrer, só quer acabar com o sofrimento”.

Esta é uma realidade que precisa ser abordada e não existe nada mais poderoso que o Espírito de Deus para trabalhar na vida daqueles que pensam em tirar sua vida e nós, como filhos de Deus, precisamos ser instrumentos vivos de auxílio para o mundo.

1 – O DRAMA DA AUTODESTRUIÇÃO

A palavra suicídio vem do latim sui (a si mesmo) e caedere (matar, cortar).

O Teólogo inglês John Wycliffe o define como “o ato voluntário e intencional de se matar”.

O suicídio é descrito desde os primórdios e existem vários conceitos sobre este assunto, principalmente entre os filósofos.

Sêneca o define como “um ato de heroísmo”.

Kant como “a destruição arbitrária e premeditada que o homem faz da sua natureza animal”.

Rousseau como “uma violação ao dever de ser útil ao próprio homem e aos outros”.

Nietzsche como “admitir a morte no tempo certo e com liberdade”.

Sartre como “uma fuga ou um fracasso”.

A Bíblia não fala nada específico sobre o suicídio, porém, nos traz textos claros sobre o assassinato.

“Não matarás”. (Ex 20.13 – ARC)

“Quem derramar sangue de homem, pelo homem terá o seu sangue derramado; porque Deus fez o homem à sua imagem” (Gn 9.6 – BV).

Desta forma, por INFERÊNCIA, cremos que o SUICÍDIO está enquadrado neste caso (NÃO MATARÁ A SI MESMO).

Somos criados por Deus e somente Ele sabe o dia do início e do final da nossa vida (Sl 100.3).

Outro ponto importante é que a Bíblia mostra que os homicidas ficarão fora do céu.

“Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira”. (Ap 22.15 – ARC) 

Se o suicídio é o auto extermínio, o versículo de Apocalipse se encaixa perfeitamente no caso de homicídio.

Existem vários tipos de suicídio descritos como por exemplo:

  1. SUICÍDIO CONVENCIONAL: Suicídio que envolve hábitos culturais, seja por coerção ou por conveniência. Acontece muito no lado oriental do planeta, em especial nos países asiáticos, como Japão e China.

No Japão, era muito comum o “harakiri” ou “seppuku (cortar a barriga ou umbigo) e as pessoas quando se sentiam inúteis ou vivenciavam uma situação intolerável, de forma “honrosa”, tiravam suas vidas.

  1. SUICÍDIO PESSOAL: Praticado por iniciativa individual. (O tipo mais comum). O suicídio assistido enquadra-se neste caso.
  1. SUICÍDIO SACRIFICIAL OU HERÓICO: Ligado a atos heroicos ou sacrificiais em prol de outrem. Ex: ação dos policiais, bombeiros e salva vidas.

Não consideramos tais atos como sendo suicídio, mas COMO CUMPRIMENTO DO DEVER DE FORMA ALTRUÍSTA.

1.1 – Por que as pessoas pensam em suicídio

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As causas para o suicídio são diversas, porém, de forma simples, as pessoas que cometem suicídio querem ter paz e acreditam que se morrerem encontrarão descanso para os diversos problemas que vivenciam.

Os transtornos mentais estão entre as principais causas de suicídio no mundo.

De acordo com o Neurocientista Elad Shneidman, a vivência de uma dor emocional intolerável, “psychache”, é o que mais caracteriza o estado de uma pessoa prestes a cometer o suicídio: “uma sensação de turbulência interna e de estar preso em si mesmo”.

Uma pesquisa realizada na cidade de Campinas/SP sobre diagnósticos psiquiátricos e suicídio indicou que 87,3% dos sujeitos apresentavam algum diagnóstico psiquiátrico previamente ao suicídio. Em geral, 43,2% dos casos apresentavam transtornos de humor, 25,7% apresentavam transtornos do uso de substâncias, 16,2% tinham diagnóstico de transtorno de personalidade, e 9,2% apresentavam transtornos psicóticos.

De acordo com o pesquisador Brezo, as crianças abusadas e mal tratadas na infância apresentam mais ideação suicida do que as que tiveram uma vida normal.

Se a vivência de uma dor intolerável, descrita por Shneidman é o que mais caracteriza o estado de uma pessoa antes de cometer suicídio, podemos descrever algumas situações comuns.

  • Ausência de uma válvula de escape para certos desejos considerados impuros.

Esta “consideração” pode ser decorrente de um sistema rígido de criação imposto pela sociedade ou pela religiosidade, como por exemplo a homossexualidade.

A Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, realizou um estudo sobre a relação entre a opção sexual e o suicídio entre jovens. Os resultados mostraram os homossexuais têm mais probabilidade de praticar o ato. Além disso, a pesquisa concluiu que o local de convívio social também exerce bastante influência – ambientes mais abertos à homossexualidade apresentam menos casos de suicídio.

Cerca de 32.000 jovens anônimos participaram do estudo. Os dados analisados pela equipe são provenientes de uma pesquisa anual realizada pelo estado do Oregon, a Oregon Healthy Teens Survey.

Os participantes são alunos de escola púbica entre 13 e 17 anos. Com base nas respostas dos jovens, a pesquisa concluiu que a probabilidade de um homossexual cometer suicídio é cinco vezes maior do que um jovem heterossexual.

Diante deste cenário, faz-se necessário que nós; como cristãos; mudemos o comportamento diante das pessoas que sofrem com este problema.

Precisamos ser o sal da terra e não a “pimenta” da terra, precisamos amar e não julgar, precisamos ministrar as Palavras de Jesus e deixar o Espírito Santo fazer a obra e outro ponto importante é: “precisamos abrir as portas da igreja e mudar a maneira que tratamos os visitantes homossexuais”.

Muitos “casais” homossexuais adentram aos templos religiosos em busca de uma saída para seus dilemas, porém, em muitos casos não encontram tal saída, pois, além de muitas igrejas não pregarem a verdadeira Palavra de Deus, seus membros “destilam” o veneno do preconceito.

Paulo escreve aos Romanos e nos aconselha de várias maneiras sobre como devemos tratar as pessoas.

“O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram”. (Rm 12.9-15 – ARC)

  • Complexo de inferioridade: Por não se conhecerem, muitas pessoas não se aceitam, pois idealizam uma certa “perfeição” em padrões ditados por uma sociedade sem Deus. 

Apesar dos padrões de beleza serem mutáveis, muitas pessoas acreditam na suposta perfeição de modelos impostos pela sociedade.

Por muito tempo as mulheres considerados “modelos” eram as magras e altas e, com isto, aquelas que não se adequavam neste padrão, poderiam demonstrar comportamentos de não aceitação.

É importante ressaltar que doenças como anorexia e bulimia podem ter suas causas na falta de aceitação e na criação de um modelo perfeito.

Nos dias atuais, as mulheres e homens que tem seus músculos bem definidos ditam os novos padrões de beleza e, para chegar a estes, muitos se envolvem com o uso de anabolizantes e outras drogas.

O complexo de inferioridade é desencadeado por estes “padrões de beleza” e pela incapacidade de auto aceitação.

Infelizmente, muitos jovens cometem suicídio por achar que estão muito distantes dos padrões da sociedade.

  • Abandono emocional: Com a crescente necessidade dos pais trabalharem para manterem um padrão de vida interessante, as crianças, em grande parte das vezes ficam em creches, escolas, com parentes ou com babás.

Desta forma, o nível de crianças e jovens que demonstram carência afetiva é alarmante.

Para complicar, temos as redes sociais nas quais as pessoas demonstram terem vidas maravilhosas, sem problemas, beirando a perfeição, porém, na verdade, tudo isto não passa de uma terrível ilusão.

Muitos casos de suicídio envolvem pessoas que se sentem abandonadas, mal amadas, desprezadas e com uma fragilidade emocional muito grande.

Muitos acreditam que estas manifestações são “frescuras” ou comportamento de “pessoas fracas”, porém, NUNCA poderemos sentir o que realmente acontece com as pessoas.

É importante lembrarmos que uma das palavras que estão em voga nestes dias é a “empatia” e, existe uma distorção do conceito de empatia, provocando percepções diferentes.

De forma simples, o conceito de empatia é reconhecer que cada pessoa é um ser complexo e diferente, possuindo emoções, sentimentos, posicionamentos e reações que podem ser completamente diferentes das nossas e, sabendo disto, as respeitamos como elas são.

A velha história de que empatia é se colocar no lugar da outra pessoa é um conceito equivocado e prejudicial.

De forma resumida, estes são alguns motivos pelos quais as pessoas pensam em suicídio.

1.2 – Outras razões

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) nos traz informações importantes sobre as causas de suicídio no Brasil.

Como podemos observar, as causas são diversas e envolvem fatores genéticos, estilo de vida e ambiente.

1.3 – O pano de fundo do suicídio

Quando o Senhor criou o Jardim do Éden e nele os seres humanos e todos os animais, existia uma comunhão perfeita entre a criatura e o criador.

Não havia falta de nada, pois Adão e Eva tinham tudo o que necessitavam, porém, com o pecado, eles perderam muito.

Perderam a comunhão com o Senhor, perderam a condição de se manterem vivos eternamente, pois a árvore da vida tinha tal propósito e, por isto, começaram a experimentar a morte, perderam a praticidade e a facilidade de ter tudo a seu redor e começaram a viver uma vida que pioraria dia após dia.

O ódio, o ciúme, a vingança, a inveja e outras emoções passaram a fazer parte do dia a dia daqueles seres e, a partir daquele momento eles ficaram incompletos, pois não podiam ter a comunhão que tinham com o Senhor e isto nunca mais pôde ser restaurado e somente será quando formos para o céu.

Como os seres humanos não podiam se relacionar com o Senhor como outrora e o desejo de Deus era manter um relacionamento com eles, foi criado o sistema sacrificial para que o homem pudesse se apresentar perante o Senhor e isto perdurou até Jesus.

Jesus, o Cristo, foi sacrificado por nós, para que pudéssemos ter o acesso ao trono do Pai novamente.

O escritor aos hebreus deixa isto muito claro em sua carta.

“Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”. (Hb 4.14-16 – ARC)

Jesus abriu novamente “a porta do céu” para os seres humanos.

O evangelista Mateus nos mostra que quando Jesus morreu, o véu do templo se rasgou de alto a baixo e isto significa que o próprio Deus retirou o véu que separava o santo do santíssimo e, TODOS aqueles que reconhecerem Jesus como O CAMINHO, tem acesso direto ao Pai.

“E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras”. (Mt 27.50,51 – ARC)

TODOS aqueles (as) que estão em Jesus, podem se achegar com confiança ao trono da graça, conforme escreveu o escritor aos hebreus e, desta forma, pode receber a restauração da comunhão com Deus.

Paulo nos diz que por meio da fé em Jesus Cristo, temos paz com Deus (Rm 5.1) e somos feitos nova criatura (2 Co 5.17), recebendo novamente a condição de estar na presença de Deus sem nenhuma acusação.

Porém, aqueles (as) que estão fora da presença de Deus, são governados pelo diabo, que é chamado de príncipe deste mundo (2 Co 4.4) e ele lhes cega o entendimento para que não consigam reconhecer que a salvação vem de Jesus.

TODOS aqueles que foram resgatados da sua vã maneira de viver possuem dentro de si o Espírito Santo de Deus, que convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8) e nos mostra que somos filhos de Deus (Rm 8.15,16).

Este Espírito é aquele que produz em nós a paz de Jesus, que excede TODO entendimento e ajuda-nos a viver de uma forma que agrada a Deus.

Ao contrário, aqueles que não possuem este Espírito, não conseguem viver a verdadeira paz e sofrem terrivelmente por isto.

Desta forma, o verdadeiro pano de fundo para o drama do suicídio é a ausência da salvação em Cristo Jesus e, consequentemente, a ausência de Deus.

2 – VONTADE DE MORRER

Evangelista Leonardo Novais de Oliveira

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