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Betel Adultos – 3º Trimestre de 2018 – 05-08-2018 – Lição 6: O Deserto: Uma Escola Divina

01/08/2018

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO

Oséias 2:14

14 Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Êxodo 13:19-22

19 E tomou Moisés os ossos de José consigo, porquanto havia este estreitamente ajuramentado aos filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco.

20 Assim, partiram de Sucote e acamparam em Etã, à entrada do deserto.

21 E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite.

22 Nunca tirou de diante da face do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite. (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Mostrar que Deus sempre tem o controle de nossa caminhada;
  • Explicar o propósito de Deus ao pedir que construíssem um Tabernáculo no deserto;
  • Apresentar os problemas enfrentados pelo povo de Israel no deserto.

NOTA

Paz seja convosco!

A EBD Comentada inicia esta lição enlutada; inicia esta lição fazendo uma homenagem ao pastor Antônio Gilberto que nos deixou na última segunda feira (30/07) aos 91 anos.

Nos bastidores da alma de todo ensinador cristão há uma ponta de tristeza pela perda do irmão Antônio Gilberto.

Este homem nos impressionou pela sua dedicação e zelo a Palavra de Deus. Durante décadas e décadas foi um incansável batalhador do Ensino Teológico no Brasil, expoente professor e desbravador da educação cristã nas igrejas Assembleias de Deus, um verdadeiro ícone da literatura cristã pentecostal.

A igreja Pentecostal brasileira perde o seu maior e mais humilde teólogo. Escritor, consultor doutrinário da CPAD, membro da Academia de Letras Emílio Conde, mestre em Teologia, graduado em psicologia, pedagogia e letras, membro da diretoria da Global University nos Estados Unidos e autor de diversos livros, nosso mais nobre professor de Escola Bíblica Dominical nos deixou para habitar em lugar melhor.

A EBD Comentada registra os sinceros sentimentos a toda a comunidade de professores, vocacionados, família CPAD e Assembleia de Deus, bem como a todos os familiares e admiradores do honrado pastor Antônio Gilberto.

Tão logo nos veremos! (1Ts 4.13.14).

INTRODUÇÃO

Sobre a lição desta semana, traremos à tona um assunto superinteressante para o servo de Deus, a escola do deserto!

Após o povo de Israel celebrar a Páscoa, presenciar o afogamento de todo o exército egípcio e cantar ao Senhor, era a hora de se embrenharem deserto adentro a fim de ter o caráter da fé testado.

A caminhada rumo a terra prometida implicava passar pelo desafio do deserto, local onde o Senhor aplica a Sua pedagogia em seus escolhidos, lugar de lapidação do caráter, lugar de preparação e tratos para possuir algo melhor.

Todos aqueles que servem a Deus, invariavelmente terão que atravessar algum deserto, uns mais longos, outros mais curtos, porém o Senhor sempre atravessará conosco e a sua companhia nos ajudará a chegarmos do outro lado!

1 – DEUS ESCOLHE O CAMINHO DO DESERTO

A vida em Deus e com Deus implica na conscientização que não mais seguimos os nossos próprios conselhos e caminhos. Tudo agora passa pela orientação divina e pelo crivo da Sua vontade.

Rumos que para nós sugerem ser melhores, para Deus não o são. A verdade é que o Senhor sempre nos conduzirá por rotas mais dificultosas e isto tem propósitos, pois o Senhor nunca faz algo que não tenha um fim proveitoso.

Nesta lição serão abordadas três valiosas finalidades pelas quais Deus os fez rodear pelo caminho do deserto (Êx 13.18):

  • Aprenderem a depender de Deus;
  • Se revelar como o Deus de sua provisão;
  • Serem provados!

Alguém pode questionar: porque Deus não os fizeram possuir a terra imediatamente após atravessarem o mar Vermelho? Porque não ter simplesmente destruído as nações e exércitos inimigos de Canaã através de milagres semelhantes aos operados no Egito?

A resposta mais simplória é: Deus precisava educa-los!

É comprovado que os filhos que tudo tem a mão e são poupados das frustrações, decepções e desafios da vida se tornam frágeis e debilitados emocionalmente e psicologicamente na idade adulta. Popularmente são chamados de mimados.

Oséias 11:1

1 Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho. (ARC)

A Bíblia A Mensagem, apresenta a seguinte tradução:

Oséias 11:2

2 Quando Israel ainda era criança, eu o amei.
‘Meu filho!’ — eu o chamei do Egito. (Biblia A Mensagem)

A nação de Israel era uma criança quando foi chamada do Egito para viver ao lado do seu Deus. E como criança precisava ser educada e ensinada a servir ao seu Senhor; aprenderiam as regras do próprio Deus através dos 613 preceitos que lhes concederia; aprenderiam a confiarem e a dependerem de Deus mesmo diante das circunstâncias mais adversas.

Deus seria como um Pai Amoroso que ama e instrui o filho; para isso escolheu a sala de aula do deserto para formá-los espiritualmente e prepara-los para conquistar a nova terra!

O Senhor foi guia de Israel e havia um motivo para que Deus não os guiasse pelo caminho mais próximo, o que, em poucos dias, os teria levado até a terra dos filisteus (pois essa era uma parte de Canaã que ficava próxima ao Egito); eles ainda não estavam prontos para a guerra, muito menos para uma guerra contra os filisteus (Êx 13.17).

O espírito deles ainda estava abalado pela escravidão; para eles, não seria fácil passar de súbito da pá para a espada, de escravos para conquistadores.

O tempo no deserto era necessário!

Se você permitir que Deus dirija seus passos (Pv 3.5, 6), espere ser conduzido, de vez em quando, por alguns caminhos que parecem desnecessariamente longos e sinuosos.

Lembre-se de que Deus sabe o que está fazendo, de que ele não está com pressa e de que, enquanto você segui-lo, estará seguro sob a bênção dEle. É possível que ele feche algumas portas e, de repente, abra outras, e devemos ficar alertas para isso (At 16.6-10; 2Co 2.12,13).

1.1 – Um lugar de dependência

A palavra “deserto” arremete a nossa mente para um lugar inóspito e de difícil habitação ou permanência.

Uma viagem pelo deserto é um empreendimento perigoso, pois é uma área de solidão constante (Jó 38.26). O calor é tremendo, e fortes ventos levantam enormes nuvens de areia que podem até soterrar os viajantes. A noite é fria e congelante!

O pastor Eurico Bergstén afirma que o perigo de se perder no deserto é grande (Sl 107.3-5). Fome, sede e as feras do campo (Is 13.21) fazem inóspitas estas clareiras da civilização. Inúmeras são as pessoas que perecem nestes desertos.

Os hebreus contavam com vários vocábulos para nomear esses lugares e tais palavras são intercambiáveis.

Segundo Norman Russell Champlin, há quatro palavras hebraicas e uma palavra grega que precisam ser levadas em conta:

1 – Midbar, «pasto». Palavra usada por duzentas e cinquenta e sete vezes no A.T., que tem sido traduzida como «pastagem» (Êxo. 3:1; 5:11) ou «deserto» (Gên. 14:5).

Terras de pastagem, com circunstâncias climáticas adversas, podem tornar-se desertos, o que explica a conexão entre o vocábulo e o uso do mesmo.

A ideia de esterilidade com frequência se faz presente (Gên. 14:6; 16:7; Deu. 11:24. Ver também Deut. 32:10; Jó 24:5; Isa. 21:1 e Jer. 25:24, onde algumas versões dizem «deserto»);

2 – ‘Arabah, que significa, literalmente, «esterilidade», e que com frequência a palavra é traduzida por «deserto».

Porém, parece que, originalmente, referia-se a uma planície, um extenso território. A porção plana do vale do Jordão tinha esse nome estendendo-se até as margens do mar Vermelho (Deu 1:1; 2:8; Jos. 12:1).

Novamente, por causa de condições climáticas adversas, essas extensas planícies podiam tornar-se verdadeiros desertos, o que explica o uso dessa palavra com esse sentido.

No hebraico, uma planície, um lugar estéril, um lugar ermo e um deserto podem ser referidos através da mesma palavra.

Essa palavra hebraica ocorre por cinquenta e sete vezes no A.T.. Por exemplo: Isa. 25:1,6. 40:3; 41:19; 51:3; Jer. 2:6; 17:6; 50:12; Eze. 47:8.

3 – Yeshimon, «desolação», «solidão», palavra hebraica usada por sete vezes no A.T.: Sal. 68:7; 78:40; 106:14; 107:4; Isa. 43:19,20; Deu. 32:10.

Essa palavra também podia apontar para um deserto, em vista de sua solidão e desolação. Aparece com o artigo para indicar aqueles lugares desolados de ambos os lados do Mar Morto.

4 – Chorbah, «desolação». Palavra hebraica usada por trinta vezes, como em Sal. 102:6; Isa. 48:21; Eze. 13:4.

Nesses trechos, as traduções geralmente traduzem essa palavra por «deserto», mas, em Esd. 9:9; Sal. 109:10 e Dan. 9:12, está em foco aquilo que se tornou uma desolação, pelas condições climáticas adversas ou pela atuação humana.

5 – No grego, “eremia” e “éremos” ambos significam «deserto» ou «lugar ermo», ou seja, não somente um verdadeiro deserto, mas também um lugar desabitado ou escassamente habitado.

Tais termos aparecem, respectivamente, por quatro e por quarenta e oito vezes: Mat. 15:33; Mar. 8:4; II Cor. 11:26; Heb. 11:38; Mat. 3:1,3 (citando Isa. 40:3); 4:1; e tantos outros.

Logo, compreendemos que deserto é um lugar de desolação, solidão, ermo, de obscuridade, desabitado, estéril, improdutivo, inóspito, lugar de escassez, hostil e difícil de se fazer morada!

No deserto não se frutifica e não há água, logo o deserto é inapropriado para a vida! Porém, o Senhor os conduziu para lá a fim de humilhá-los (Dt 8.2), pois a humilhação nos conduz a dependência daquele que nos humilhou.

O deserto é um lugar onde não existem os mínimos recursos para sobrevivência e onde todas as esperanças se esvaem. Deus, muitas vezes nos empurra para lá a fim de demonstrar o Seu cuidado para conosco e revelar-nos que “não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor, viverá o homem” (Dt 8.3).

O conceito básico de dependência envolve a ausência de autonomia de uma pessoa para exercer, realizar e até mesmo tomar decisões. Ele depende de outro.

No caso de Israel, Deus os levou ao deserto para que toda a sua suficiência fosse desvanecida até não se achar mais nenhuma valência ou capacidade de se manter, não houvesse mais recursos próprios, ATÉ QUE LHE RESTASSEM APENAS DEUS POR ELES!

O deserto nos ensina a depender do Senhor através das disciplinas da vida.

Depender dEle é melhor que depender dos homens e ou das nossas próprias faculdades, pois o homem e os recursos falham e podem faltar, mas Deus, jamais!

No deserto, onde não havia uma única fonte de água, eles beberam e foram saciados com água que saía da rocha (Êx 15.23-27); no deserto onde não há plantação ou alimento, eles comeram do maná e também se saciaram (Êx 16.1-36).

Depender de Deus é descansar e estar convicto que a provisão virá; que Deus não fracassará em nos favorecer nas necessidades, porquanto estamos fiados em sua Palavra:

Salmos 105:39-41

39 Estendeu uma nuvem por coberta e um fogo, para os alumiar de noite.

40 Oraram, e ele fez vir codornizes e saciou-os com pão do céu.

41 Abriu a penha, e dela brotaram águas, que correram pelos lugares secos, como um rio. (ARC)

Aleluia!

1.2 – Um lugar de provisão

Por Cláudio Roberto de Souza

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