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Betel Adultos – 3º Trimestre de 2018 – 01/07/2018 – Lição 1: O Testemunho dos Patriarcas

28/06/2018

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO

Êxodo 3:6
6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus. (ARC)

TEXTO DE REFERÊNCIA

Hebreus 11:8-9,17-18
8 Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
9 Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.
17 Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.
18 Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar. (ARC)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Ensinar que Deus escolhe e capacita pessoas para a sua obra;
  • Explicar que Deus sempre cumpre Suas promessas;
  • Ressaltar que Deus é poderoso para transformar vidas.

INTRODUÇÃO

Nobres professores(as), vocacionados(as) e mesmo alunos(as) da Escola Bíblica Dominical, que apreciam o trabalho da EBD Comentada, paz seja convosco!

Em virtude do septuagésimo aniversário da nação de Israel, após a resolução da ONU no dia 14 de maio de 1948, estabelecendo-a como nação, a Betel decidiu homenagear o ano desta celebração, trazendo 14 lições que abordam panoramicamente a história deste povo que se tornou essencial no plano divino para o resgate da humanidade. 

Deuteronômio 7:6
6 Porque povo santo és ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há. (ARC)
 

Interessante a colocação do pastor Roberto de Carvalho sobre o tema, quando diz que não há dúvidas que Israel é a grande história de amor de Deus com este mundo.

Nenhum outro país, nenhum outro povo desta terra experimentou mais sofrimento, sangue, lágrimas, destruição, perseguição e dispersão do que Israel e, sobretudo, Jerusalém. Contudo, Israel permanece vivo, presente no contexto mundial, figurando-se como a nação eleita por Deus.

Mark Twain (1835 – 1910) afirmou: “os judeus poderiam estar orgulhosos de si mesmos e com razão. Os egípcios, babilônicos, e persas chegaram no poder, tomaram o mundo com seu brilho e entraram em declínio. Seguiram-se os gregos e romanos, fizeram muito barulho e, depois, desapareceram o seu domínio.
Outros povos se levantaram, sua tocha brilhou por algum tempo, depois se apagou, e hoje eles se encontram na penumbra ou desapareceram por completo.
O judeu viu a todos eles, derrotou a muitos e é hoje o que sempre foi, sem mostrar decadência ou apresentar sinais de velhice, sem fraquezas, sem uma redução em sua energia, sem ofuscar seu espírito vivo e dinâmico. Todas as coisas são mortais, menos os judeus; todas as outras forças se vão, eles ficam”.

Qual é o mistério de sua permanência e “imortalidade”? A resposta que Mark Twain e outros grandes historiadores quer ouvir é esta: DEUS!

A partir de agora, iremos estudar a formação deste povo especial a quem Deus tem preservado, a quem revelou o seu Bendito plano de salvação a humanidade, os personagens mais destacados desta história e suas principais características, que por certo se tornaram significativas na modelagem da fé exclusiva e direcionada ao único e verdadeiro Deus.

Primeiramente estudaremos sobre os patriarcas, isto é, os pais genealógicos da nação israelita, os primeiros chefes ou anciãos que Deus escolheu para constituir o seu povo – Israel, a nação eleita por Deus!

1 – A CHAMADA DE ABRAÃO

A história de Israel tem início com a chamada de Abraão para ser o pai da nação escolhida. No final da lista genealógica que começa com Sem, filho de Noé (Gn 11.10.-26), aparece o nome de Terá, pai de Abraão, Naor e Arão.

Terá viveu em Ur do Caldeus (Gn 11.28). Eugene H. Merril afirma que esta era uma cidade da Suméria – a mais importante dentre um complexo de cidades estados, povoada pela civilização altamente culta dos sumérios pelo menos desde a metade do quarto milênio.

A Ur de terá e Abrão era, por assim dizer, uma cidade altamente cosmopolita, já que não sumérios como o próprio Abrão e seus antepassados (de origem semítica) lá viveram e fundiram seus conhecimentos intelectuais e sua cultura com o lastro cultural dos sumérios, inclusive a questão religiosa.

A principal deidade adorada em Ur era o deus lua sumeriano chamado “Nannar”, conhecido no acadiano como “Sin”.
Não há dúvidas de que Abrão e sua família eram devotos fieis a Sin, e às divindades a ele associadas, pois em Josué 24.2, vemos o registro de que eles adoraram e serviram a outros deuses além do rio (o Eufrates).

Além disso, alguns estudiosos identificam o nome do pai de Abraão, Terá, como sendo uma forma da palavra hebraica “yareah” (“lua”), o que pode sugerir que o seu nome revelava qual era sua orientação religiosa.

Quando Terá e sua família deixaram a cidade de Ur, restabeleceram-se em Arã, um outro importante centro de adoração ao deus Sin.
Historiadores calculam que cerca de 600 deuses foram canonizados na terra de Abraão. Escavações revelam que o templo de Ur era um verdadeiro palácio de deuses.

A relação entre a família de Abraão com os deuses sumérios, bem como a sua chamada para deles se apartar, é narrada em um conto judaico acerca de Terá, o pai de Abraão. Atentem para a expressão “conto”, isto é, não significa ser verdadeiro, mas uma história que pode ser ouvida como sendo uma fábula. Vamos a ela:

Terá, quando habitava na terra de Ur dos Caldeus tinha uma profissão que lhe rendia muitos ganhos e era fabricante de ídolos (falsos Deuses).
Abrão cresceu vendo seu pai construir e adorar estátuas. Em seu coração o Espírito de Deus já testificava que essa adoração era vã. Certa vez quando Abrão era moço, seu pai teve que viajar para comprar matéria prima para fabricação de ídolos de sua loja, e deixou Abrão cuidando da mesma.
Abrão observou que na loja havia vários ídolos diferentes uns dos outros, e percebeu que no final da loja havia um “deus” que segurava em sua mão um grande martelo. Abrão então quebrou todas as estatuas que estava na loja, exceto aquela que possuía um enorme martelo.
Quando Terá chegou de viajem e viu a bagunça que seu filho tinha feito se irou e disse: “Como você pode fazer uma heresia desta? Quebrar todos os nossos deuses?” Então Abrão prontamente respondeu: “Não fui eu pai. Foi aquele que possui um martelo que se irou e quebrou todos os outros deuses.” No que seu pai respondeu: “Estás louco? Pensa que sou burro? São apenas estatuas, não podem andar, nem falar, tampouco atacar.” Então Abrão retrucou: “Ouça com seus ouvidos o que sua boca está falando. Se são apenas estátuas que não pode andar, falar e nem se mover; por que te prostras para adorá-las?”                        

Para os judeus, neste momento Deus estava preparando o coração de Abrão dando-lhe o conhecimento da verdade (Dt 6.4).

1.1 – A renúncia de Abraão

Quando Deus chamou a Abraão e lhe disse: “Sai da tua terra […] e vai para a terra que te mostrarei (porque) de ti farei uma grande nação” (Gn 12.1-2), Deus não pensava apenas nos descendentes de Abraão. Pensava na humanidade inteira, pensava em “todas as famílias da terra” (Gn 12.3).

A formação de Israel como um povo especial é a continuidade natural da promessa de um Redentor que aparece em Gênesis 3.15, logo perceba você, qual era a responsabilidade de Abraão em atender a chamada divina, pois o plano de Deus não tinha como finalidade somente constituir uma grande e poderosa nação, mas fazer dela (a nação de Israel), a condutora da mais nobre e grande promessa reservada ao homem, a promessa de ser bem aventurada segundo os propósitos divinos!

Isaías Silva Freitas e Raimundo Ferreira de Oliveira afirmam que Abraão, sob o aspecto humano, foi um importante elo no glorioso plano divino da redenção da humanidade – “de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!” (Gn 12.2).

O atendimento a esta chamada feita a Abraão, representava uma série de perdas e de separação: do país, dos parentes, dos amigos, dos bens adquiridos, da estabilidade, do conforto, da cultura, e tudo que Ur lhe proporcionava e principalmente da segurança quanto ao futuro.
Talvez na visão daqueles que conviviam com Abraão, ele não deveria substituir o certo pelo “duvidoso”, ou como diz o ditado popular: “melhor ter um passarinho na mão do que dois voando”. A proposta era deixar o passarinho que estava na mão (Ur) por dois que estava a voar (a benção própria e das famílias da terra).

Ouvir a voz de Deus e obedecê-la significava deixar as bênçãos já asseguradas em Ur dos Caldeus para confiar em Deus, e em suas bênçãos que são maiores e melhores, mesmo sem vê-las inicialmente (Hb 11.1).
Abrão deixou todas as garantias que Ur lhe proporcionava para peregrinar em terra estranha sob os cuidados dAquele que lhe falara ao coração, pois entendeu que as bênçãos espirituais envolvidas na promessa eram superiores as materiais que encontrava em Ur.

Quando abdicamos da nossa própria vontade e passamos a atender a vontade de Deus, desfrutamos das bênçãos superiores (espirituais) e inferiores (materiais) – Gn 49.25; Js 15.19!

Do mesmo modo, o servo de Deus, necessariamente precisa ter sensibilidade para primeiro ouvir, em segundo discernir e depois obedecer ao chamado de Deus, sabendo que tal qual foi com Abraão, toda chamada implica não somente em bênçãos reservadas para aqueles que atende ao chamado, mas que resultará também em bênçãos para outros que estarão ao nosso redor ou que desfrutarão das mesmas em algum momento.

Assim com Abraão, o servo de Deus deve estar preparado para mudanças profundas em todas as áreas da vida e principalmente em abdicar de tudo aquilo que se caracteriza como empecilho a esta chamada, porém o que ocorre é que muitos querem a “chamada e promessas de Abraão”, mas não querem fazer a jornada dele, isto é, renunciar tudo, confiar nAquele que chamou e caminhar dentro da direção de Deus. Não tem disposição para negar qualquer coisa para seguir o seu Senhor.

Lucas 9:23
23 E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. (ARC)

Isso aconteceu com o apóstolo Paulo, Pedro e com muitos outros ao longo da história. Você tem se colocado à disposição de Deus e está apto a renunciar tudo para atender ao seu chamado?

1.2 – Homem de uma fé extraordinária

Vimos que mesmo quando Abraão viveu em meio a tanta idolatria, havia fé em seu coração. 

Após ser submetido a tantas provações, o primeiro patriarca de Israel, por causa da sua fé, tornou-se “amigo de Deus” (Tg 2.23). Note que a sua fé elevou o seu status diante do Criador!

A Bíblia explica que a fé é um dom de Deus (Ef 2.8), trata-se de uma virtude espiritual (Gl 5.22). O pastor Antônio Veras de Souza afirma que Abraão certamente sabia que a fé sem obras é morta (Tg 2.26).
Quando ele colocou a sua fé em ação, renunciou a tudo e deixou sua terra rica e desenvolvida para peregrinar numa terra totalmente desconhecida por ele, tornando a sua fé viva. Por ser um homem de fé, creu nas promessas de Deus, e porque creu, obedeceu – “… e partiu sem saber aonde ia” (Hb 11.8).

Nenhuma das provas a que Abraão foi submetido foi de fácil execução. Na primeira teve que deixar parentes, amigos, conforto e segurança da sua pátria, a fim de seguir para uma terra que ele mesmo não conhecia (como já vimos). Não deve ter sido agradável viver na terra da promissão entre os cananeus, presenciando os seus pecados e vivenciando uma cultura diferente.

Como prova, teve ainda que separar-se do sobrinho Ló (Gn 13.7-18) e mais tarde libertá-lo em luta desigual contra quatro grandes reis, quando ele tinha apenas poucos homens consigo (Gn 14.12-17).
O Senhor lhe fala também da exigência de se cumprir um concerto que lhe causaria dor e sofrimento, a circuncisão (Gn 17.10); e Abraão passa por mais esta prova (Gn 17.23,24).
No entanto, a história lhe reservava uma ocasião de maior dramaticidade em sua vida:

Gênesis 22:1-2
1 Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui!
2 Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei. (RA)

Deus pedira o único filho de Abraão e Sara; sim, Isaque, o filho da promessa; Isaque, o filho da esperança, o objeto do amor paternal, e aquele em quem todas as nações da terra deveriam ser abençoadas!

Não há resistência ou hesitação aqui! Há submissão e obediência que caminham juntas com a fé.

C.H. Mackintosh afirma que existem várias formas de provação — provação às mãos de Satanás; provação devido às circunstâncias; porém o caráter mais elevado de provação é aquele que vem diretamente das mãos de Deus, quando Ele põe o ente querido na fornalha do fogo para provar a realidade da sua fé.
Deus faz isto! Ele tem que ter a realidade da fé. De nada servirá dizer: “Senhor, Senhor”, ou “eu vou, Senhor”. O coração tem que ser provado até ao máximo, de modo que nenhum elemento de hipocrisia, ou falsa profissão, possa ser permitido nele.

“Dá-me, filho meu, o teu coração” (Pv 23:26). O Senhor não diz, “dá-me a tua cabeça, ou o teu intelecto, ou os teus talentos, ou a tua língua, ou o dinheiro”; mas, sim, “dá-me o teu coração”.
E a fim de provar a sinceridade da nossa resposta a este convite gracioso, Ele deitará a mão a qualquer coisa muito querida dos nossos corações. Deste modo Ele diz a Abraão: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi”. Isto importava tocar muito de perto o coração de Abraão. Era passá-lo na verdade, rigorosamente por uma prova.

O Senhor requer “a verdade no íntimo”. Pode haver muito de verdade nos lábios, e no intelecto, mas Deus procura-a no coração (Is 29.13; Mc 7.6).

Deus não queria a Isaque, mas queria a Abraão!

Deus havia ordenado a Abraão fazer algo totalmente contrário ao Seu bom senso e a Sua natureza (Gn 22.2), mas a fé de Abraão cria que o Senhor proveria um cordeiro para substituir o seu filho (Gn 22.8). O testemunho de Hebreus diz que ele cria que o Senhor poderia até dos mortos ressuscitá-lo!

Abraão foi provado até o momento extremo e este é o limite da fé: “Confiar em Deus a ponto de dar crédito a aparentes impossibilidades, do que descrer dEle”.

Encerro este tópico com a conhecida ilustração abaixo:

“Contam que um alpinista, ansioso por conquistar uma altíssima montanha, iniciou a sua escalada depois de anos de preparação. Como queria a glória só para ele, resolveu subir sem companheiros. Durante a subida foi ficando cada vez mais tarde, e ele não se havia preparado para acampar, sendo que decidiu continuar a subir… e por fim ficou escuro.
A noite era muito densa naquele ponto da montanha e não se podia ver absolutamente nada. Tudo era negro, visibilidade zero, a lua e as estrelas estavam encobertas pelas nuvens.
Ao subir por um caminho estreito, a apenas poucos metros do topo, escorregou e precipitou-se no abismo, caindo a uma velocidade vertiginosa.
O alpinista via apenas velozes manchas escuras passando por ele e sentia a terrível sensação de estar a ser sugado pela gravidade. Continuava caindo… e naqueles angustiantes momentos passaram pela sua mente alguns episódios felizes e outros tristes da sua vida. Pensava na proximidade da morte, sem solução…
De repente, sentiu um fortíssimo solavanco, causado pelo esticar da corda na qual estava amarrado e que estava presa nas estacas cravadas na montanha.
Nesse momento de silêncio e solidão, suspenso no ar, não havia nada que pudesse fazer e gritou com todas as suas forças:
– Meu Deus, ajuda-me!!!
De repente, uma voz grave e profunda, vinda dos céus, lhe respondeu:
– Que queres que eu te faça?
– Salva-me, meu Deus!!!
– Realmente crês que eu posso salvar-te?
– Com toda a certeza Senhor!!!
– Então corta a corda na qual estás amarrado…
Houve um momento de silêncio… então o homem agarrou-se ainda mais fortemente à corda.
Conta a equipa de resgate que no outro dia encontrou o alpinista morto, congelado pelo frio, com as mãos agarradas fortemente à corda…  a apenas dois metros do solo.” 

Abraão cortou a corda na prova da sua fé e você? Cortaria?

Por Cláudio Roberto de Souza

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