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Betel Adultos – 3º Trimestre 2020 – 12-07-2020 – Lição 2 – As adversidades geram oportunidades

09/07/2020

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“E o Senhor estava com José, e foi varão próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.” Gênesis 39.2

TEXTOS DE REFERÊNCIA

GÊNESIS 37.19-20,24,28 

19 E disseram uns aos outros: Eis lá vem o sonhador-mor!

20 Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma besta-fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos. 23. E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram a José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia.

24 E tomaram-no e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.

28 Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram, e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito. 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Expor que as crises nos tornam mais fortes.
  • Destacar que a bondade de Deus sempre nos alcança. 
  • Mostrar que nada pode nos afastar de Deus.

INTRODUÇÃO

Olá irmãos e irmãs, Paz do Senhor.

Estudaremos nesta lição uma das histórias mais marcantes da Bíblia, a história de José.

Sua história foi marcada por inveja, abandono, traições, prisões e por fim uma ação miraculosa por parte do Senhor com base na fidelidade daquele homem.

Aprenderemos preciosas lições nesta aula e veremos que, ainda que a vida, nos apresente situações desesperadoras, devemos ser fieis a Deus, crendo que tudo está em seu controle, somos seus servos e, se Ele desejar, o mal que intentam contra nós pode se transformar em uma benção sem medidas.

José, juntamente com Benjamim, foi o filho da velhice de Jacó com sua amada esposa Raquel e a Bíblia nos relata que seu amor por ele era diferente.

Raquel era estéril e foi agraciada por Deus com dois filhos, o primogênito José e o segundo Benjamim.

Ela morreu durante o parto de Benjamim e sua morte deve ter sido terrivelmente sofrida por Jacó, pois, como já dissemos, era sua amada esposa, pela qual havia servido Labão, seu sogro, por 14 anos.

Falar sobre preferência por um filho ou filha em detrimento de outros é um assunto muito complicado, pois existem inúmeros fatores envolvidos, porém, tal situação é passível de existir.

De acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, cientistas observaram, por três anos, as relações familiares de 384 pares de irmãos e seus pais. Constatou-se que 65% das mães e 70% dos pais pendiam para uma das crias. “A melhor palavra para definir esse fenômeno não é favoritismo, mas afinidade”, esclarece Ana Olmos, psicanalista especializada em crianças, adolescentes e família. “É natural ter mais afinidade com um filho do que com outro. O que não significa amá-los de forma diferente. Tampouco que tal sintonia estará sempre acompanhada de mais benefícios. Muitas vezes, por se sentirem culpados por esse sentimento, os pais penalizam o filho com o qual têm um vínculo mais forte”, completa Ana.

De acordo com a psicóloga Ellen Liby, em seu livro “The Favorite Child” (“A criança favorita”, em tradução livre), nessa guerra, não há vencedores. Até mesmo quem à primeira vista levou a melhor é prejudicado. “Esse ‘menino de ouro’ aprende a ter todos os seus desejos atendidos pelo pai ou pela mãe e se torna um mestre na arte da manipulação”, fala. Outras vezes, o preferido pode se sentir sufocado pelo excesso de atenção. Já o filho que viu todos os benefícios irem para o irmão cresce inseguro. Se nem os pais o amaram, como conseguirá a atenção das outras pessoas?

Esta situação de “preferência” tem inúmeras causas e podemos destacar as duas principais:

  • Identificação: O filho ou a filha é muito semelhante ao pai ou à mãe.
  • Projeção: Quando o filho ou a filha tem características que o pai ou a mãe apreciam muito, mas não possuem. 

Existem pessoas que dizem que o próprio Deus prefere uma pessoa em detrimento de outra, citando o fato acontecido com Caim e Abel, envolvendo as ofertas oferecidas por ambos, porém, o texto não fala sobre preferências, mas sim de sinceridade, vejamos:

“E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante. E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás”. (Gn 4.3-7 – ARC) 

O Senhor não preferiu Abel em detrimento de Caim, mas, aceitou a oferta de um e não de outro, pelo fato de conhecer as intenções que inundam o coração dos seres humanos e, sabendo que Caim ficara irado, fez questão de explicar-lhe o motivo de não ter aceitado sua oferta.

Concluindo esta introdução, é importante lembrarmos que muitos pais não conseguem enxergar que estão fazendo distinção entre os filhos e filhas e isto pode trazer sérios prejuízos.

Sendo assim, precisamos agir com amor e sabedoria para nossos filhos, para que consigamos evitar possíveis problemas.

1 – A INVEJA DOS IRMÃOS DE JOSÉ

Em lições anteriores estudamos sobre a inveja e observamos o quanto tal sentimento é prejudicial.

A palavra inveja vem da palavra “invidere”, que significa “não ver” e, de acordo com o Dicionário Priberam, a palavra inveja tem os seguintes significados:

  1. Desgosto pelo bem alheio. 
  1. Desejo de possuir o que outro tem geralmente acompanhado de ódio pelo possuidor.

A inveja é um sentimento muito estranho, presente na vida de todos aqueles que são dominados pela carne. Ela faz com que as pessoas não consigam se alegrar com as conquistas de outrem, pelo contrário, o invejoso não só quer as coisas para si, mas também não gostariam que os outros tivessem tal coisa, em suma, é um sentimento perverso.

Leiamos algumas frases sobre a inveja:

“A inveja não goza de boa reputação.” (Renato Mezan) 

“A Inveja habita no fundo de um vale onde jamais se vê o sol.” (Ovídio) 

“Não há ódio mais implacável que o da inveja.” (Arthur Schopenhauer) 

“O invejoso chora mais o bem alheio que o próprio dano.” (Francisco de Quevedo)

“A emulação é a paixão das almas nobres; a inveja, suplício das almas vis.” (Jean François Marmontel) 

“Podemos descrever o nosso ódio, o nosso ciúme, os nossos medos, as nossas vergonhas. Mas não a nossa inveja.” (Francesco Alberoni) 

“A inveja não ama.” (Joseph H. Berke) 

“A inveja é o mal hálito da alma” (Fernando Peters)

A inveja pode ser considerada um sintoma em certos transtornos de personalidade, como por exemplo no Transtorno de Personalidade Borderline. É possível encontrar esse sentimento em pessoas que possuem o Transtorno de Personalidade Passivo-Agressiva e em quem tem o Transtorno de Personalidade Narcisista.

Existem estudos neurológicos que mostram que quando um indivíduo é tomado pela inveja, algumas áreas do cérebro manifestam comportamentos clínicos específicos, por este motivo, a inveja pode ser considerada um transtorno.

Como José era filho da velhice de Jacó, a Bíblia nos mostra que existia um cuidado e preferência por ele e, em um determinado momento de sua vida, provavelmente antes de tornar-se adulto, Jacó lhe dá uma túnica de muitas cores. Esta túnica deveria ser muito bonita, pois causou inveja nos irmãos de José a ponto de decidirem matá-lo.

Que situação terrível.

1.1 – A crise na família

Proibida a cópia parcial ou total deste material – Sujeito a penas legais https://ebdcomentada.com  

Nenhuma família está isenta de vivenciar problemas, haja vista, sermos seres humanos.

Porém, muitos vivem tais problemas por falta de sabedoria e, talvez este tenha sido o caso de Jacó.

Já aprendemos que é possível preferir mais um filho do que outro e existem inúmeros motivos para isto acontecer, porém, os pais precisam ter sabedoria para não demonstrar tal preferência e pedir ao Senhor para lhes auxiliar a amar e cuidar dos filhos da melhor forma possível.

Quando lemos a história de José, observamos que a preferência de Jacó por ele causou profunda mágoa e inveja em seus irmãos e eles decidiram tirá-lo da vida familiar de qualquer forma.

O Senhor tinha uma obra maravilhosa para fazer naquela família e José seria a “ferramenta” para que isto acontecesse.

Tentaram matá-lo, mas o Senhor o guardou, assim, para que ele não mais lhes incomodasse, resolveram vende-lo para uma caravana de mercadores, pois, desta forma, nunca mais o veriam.

Infelizmente existem famílias que sofrem muito pela falta de sabedorias dos pais e, muita das vezes, os filhos carregam traumas pelo resto da vida.

1.2 – A inveja não pode nos parar

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A inveja pode provocar situações inacreditáveis como no caso de Saul e Davi, vejamos:

“E as mulheres, tangendo, respondiam umas às outras e diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares. Então, Saul se indignou muito, e aquela palavra pareceu mal aos seus olhos; e disse: Dez milhares deram a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão só o reino”? (1 Sm 18.7,8 – ARC)

Vejam que Davi era um jovem que havia livrado os israelitas das mãos do gigante Golias e, ao invés de parabenizá-lo pelo grande feito, Saul foi inundado por um sentimento terrível de inveja a ponto de mudar seu sentimento pelo jovem e começar a persegui-lo.

Quando os filhos são crentes ou se convertem após sofrerem determinados traumas, o tratamento se torna mais fácil, pois o Espírito Santo, que nos conhece por inteiro, pode trabalhar em nossa alma para que tenhamos uma vida abundante.

É importante deixar claro que isto não impede que os filhos sejam acompanhados por um psicólogo, pois muitas vezes, é necessário um tratamento para que as pessoas consigam perdoar e usufruir de uma vida plena na presença de Deus.

Muitos cristãos, por não conhecerem os benefícios da psicologia e, em alguns casos, por ignorância, não permitem que seus filhos sejam tratados, deixando o peso dos traumas lhes afetar por muito tempo.

O site www.awebic.com nos mostra que existem 6 comportamentos estranhos que são reflexos de traumas da infância, vejamos:

  • Você sofre de ansiedade severa.
  • Você se conforma com as coisas onde você acha mais confortável. 
  • Você permite que o medo controle a sua vida. 
  • Você tem a tendência de se afastar. 
  • Você desenvolve uma atitude passiva agressiva. 
  • Você sempre fica nervoso. 

Como cada ser humano é único, NÃO PODEMOS fazer comparações e dizer que alguém é fraco por não saber lidar com suas emoções, precisamos respeitar e, dentro do possível, auxiliar as pessoas que tem mais facilidade para serem afetadas por problemas psicológicos.

Outro ponto importante, é que, por sermos cristãos, de maneira alguma estamos isentos de sofrer com problemas psicológicos.

O que podemos e devemos fazer é orientar as pessoas com tais problemas a NUNCA abandonar a fé no Senhor e crer que no tempo de Deus tudo será resolvido.

Voltando ao assunto sobre o tratamento psicológico, a tarefa destes profissionais é auxiliar os pacientes a descobrir de onde vieram os traumas e ajudá-los a encontrar a saída para eles.

Em muitos casos, faz-se necessária a percepção da falibilidade dos pais por parte dos filhos, pois muitos não querem aceitar que tem pais que agem de determinada forma.

Um dos melhores conselhos para oferecermos às pessoas com problemas é a leitura da Palavra de Deus, separando versículos que falam sobre perdão, libertação, amor, paz e sobre a ação de Deus diante de problemas aparentemente insolúveis.

Se houver proximidade entre as aquele que está aconselhando e o aconselhado, é de suma importância um acompanhamento bem de perto para que o amor cristão seja experimentado e o Senhor possa trazer cura.

1.3 – Seus adversários irão tentar fazer você parar

Evangelista Leonardo Novais de Oliveira

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