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Betel Adultos – 3 Trimestre 2022 – 31-07-2022 – Lição 5 – A justiça moral e ética do reino de Deus

29/07/2022

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” Romanos 10.4

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MATEUS 5.17-20 

17- Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. 

18- Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido. 

19- Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus. 

20- Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Ensinar acerca do significado da lei. 
  • Mostrar o que era ser um escriba naquele tempo. 
  • Apresentar a justiça de Cristo.

INTRODUÇÃO

Olá, irmãos. Paz do Senhor.

Se todas os cristãos realmente lessem a Bíblia com o intuito de compreender o que o autor desejou transmitir, a intepretação de alguns textos não seria tão deturpada.

Nenhum texto bíblico deve ser retirado de seu contexto, pois, corremos um sério risco de criar uma interpretação errônea e prejudicar a muitos.

Existe um jargão teológico que diz: “Texto sem contexto é pretexto para heresia” e isto é uma grande verdade.

Por causa da incompreensão bíblica, muitos afirmam que Jesus veio para abolir a lei, porém, o texto é claro e afirma que o Cristo veio para cumprir a lei.

Como Jesus é Deus e pelo fato de ter sido o único homem que cumpriu a Lei na íntegra, Ele pode fazer algumas mudanças para que a graça que estava sendo revelada Nele pudesse ser alcançada por aqueles que fariam parte da Igreja.

O que acontece é que alguns pontos da lei proposta aos judeus no A.T. eram específicas para aquele povo, especialmente as leis cerimoniais descritas no livro de Levítico.

Como Jesus é o Cordeiro que tira o pecado do mundo, não temos a necessidade de sacrificar animais para perdoar nossos pecados e este é o ponto mais marcante do cumprimento da lei operada por Ele.

Sendo assim, todas as tradições cerimoniais que envolviam o Tabernáculo e o Templo não devem ser observadas pelos seguidores de Cristo.

Muitos fazem a seguinte pergunta: “Como o Senhor poderia abolir algo que foi Ele mesmo quem criou?”

A resposta é simples, cumprindo o propósito de toda Lei que é aproximar os seres humanos de Deus.

Precisamos abordar alguns pontos marcantes a respeito das manifestações de Deus aos seres humanos ao longo da história para que possamos compreender este assunto.

  • Quando Deus criou Adão e Eva não existia pecado e aquele casal possuía uma comunhão irrestrita com Ele.
  • Após o pecado, houve a necessidade de criar uma “ferramenta” para que os seres humanos pudessem se achegar a Deus novamente, haja vista, terem sido expulsos da presença de Deus.

O livro de Gênesis nos mostra que além de serem expulsos do Éden; que simbolizava um lugar onde os seres humanos poderiam se relacionar com Deus; o Senhor tratou de proibir seu retorno.

“Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente, o SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra, de que fora tomado. E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida”. (Gn 3.22-24 – ARC)

  • No episódio descrito no Gênesis sobre a vestimenta improvisada que Adão e Eva fizeram, o Senhor deixa claro que, além dela não ser eficaz para esconder o pecado, somente Ele poderia proporcionar uma maneira de restaurar tal situação.

“E fez o SENHOR Deus a Adão e a sua mulher túnicas de peles e os vestiu”. (Gn 3.21 – ARC)

  • Dali para frente, o Senhor tratou de preparar um povo para o adorar, o que aconteceu a partir de Abrão (Gn 12) e, em Moisés, fez com que o povo fosse instruído sobre como poderiam se aproximar de Deus, como deveriam adorá-lo e sobre como deveriam se portar em sociedade.

Até Jesus, a Lei era o elo entre os judeus e Deus, porém, a partir de Jesus, o elo passou a ser Ele.

O apóstolo Paulo escreveu sobre isto ao jovem obreiro Timóteo, quando estava explicando sobre a necessidade de ensinar sobre o ministério de Jesus.

“Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo”. (1 Tm 2.5,6 – ARC)

Em outra tradução:

“Deus está de um lado e todo o mundo está do outro, e Cristo Jesus, Ele próprio um homem, está entre eles, a fim de uni-los, ao dar a sua vida por toda a humanidade. Esta é a mensagem que no momento oportuno Deus entregou ao mundo”. (BV) 

O médico Lucas traz um texto que corrobora com a explicação de Paulo.

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. (At 4.12 – ARC)

O pastor brasileiro Flávio Valvassoura traz um comentário interessante a respeito do que Jesus fez em relação à Lei.

“Jesus não veio para deitar por terra a lei e os profetas. Veio para cumprir tudo que a lei simbolizava e tudo o que os profetas disseram. A lei é a promessa; Jesus é o cumprimento da promessa. A lei era a sombra; Jesus é a realidade. Jesus não veio para desautorizar a lei, mas para cumpri-la. Não veio para refutar os profetas, mas para ser a essência de tudo o que eles disseram. Jesus cumpriu a lei em seu nascimento, em seus ensinamentos e em sua morte e ressurreição”.

1 – ENTENDO OS PRECEITOS DA LEI

A lei que foi dada a Moisés enquanto era líder do povo de Israel abrangia o relacionamento entre os seres humanos e Deus, bem como o relacionamento entre a população.

Desta lei deriva-se os 613 preceitos que foram criados por Moisés para que a vida em comunidade estivesse de acordo com os padrões de Deus.

A observância a lei era uma obrigação de qualquer cidadão israelita e a única maneira de ser aceito como membro do povo de Deus.

É de extrema importância observamos que antes da libertação da escravidão egípcia efetuada por Deus através de Moisés, o povo não tinha um conjunto de leis que os regiam, haja vista, serem escravos e estes serem regidos pelos leis de seus senhores.

A lei garantiria que eles estariam protegidos pelo Senhor e que seriam prósperos em tudo o que fizessem, pois, as bençãos de Deus estariam com eles (Dt 28.1-14).

A desobediência às leis traria prejuízos terríveis para o indivíduo bem como para comunidade israelita (Dt 28.15-68).

1.1 – O que é uma lei e para que serve?

De acordo com a professora e advogada Caroline Vargas Barbosa, o conceito de lei pode ser definido a partir de sua etimologia.

“• do verbo latino legere, que significa “ler” – norma escrita, que se lê, em oposição às normas costumeiras, que não são escritas. 

  • ligare, que significa “ligar”, “obrigar”, “vincular”. A lei obriga ou liga a pessoa a uma certa maneira de agir . 
  • Eligere, que significa “eleger”, escolher, porque a lei é a norma escolhida pelo legislador como o melhor preceito para dirigir a atividade humana. 

Em suas origens, a palavra “lei” está ligada ao conceito de norma do comportamento  humano, isto é, à lei ética, moral ou humana e, especialmente, à lei jurídica. Mas há outra acepção do vocábulo – leis físicas ou naturais. Ex.: Lei da gravidade, lei da propagação do som, etc. Todas, porém, são “leis da natureza” e podem ser físicas ou morais. A lei física é o curso de todos os fenômenos físicos da natureza e a lei moral é a regra das ações humanas. Assim, vislumbramos numa ordem de generalidade decrescente, os três sentidos da palavra “lei”: 

  • a lei em sentido universal, ou lei cósmica, que se aplica a todos os setores da natureza; 
  • a lei humana, ética, ou moral, que regulam o uso e o abuso de liberdade (respeito à dignidade humana, dever de não mentir, solidariedade, etc.); 
  • a lei jurídica, constituída pelas normas de conduta impostas pela autoridade social”. 

No Brasil, a Constituição estabelece que “O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal” (art. 44). O art. 48 diz que cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, dispor sobre todas as matérias de competência da União. Nos Estados, as Assembleias Legislativas são as casas onde são elaboradas as leis estaduais, pelos Deputados Estaduais. Nos municípios, o poder legislativo é exercido pelos vereadores, que elabora as leis municipais nas Câmaras dos Vereadores.

Não somente no A.T. como em todas as eras, são as leis que definem o que é certo e o que é errado baseado em convenções criadas pelos responsáveis.

No tocante ao povo de Deus e à lei de Deus, ela foi criada como padrão para ser seguido por este povo e posteriormente por todos os que desejarem servir a Deus com inteireza de coração.

Como a natureza dos seres humanas é pecaminosa, a lei existe para inibir ou punir aqueles que a desobedecem e, ainda que existam mecanismos para fazer com que ela seja cumprida, os seres humanos continuam descumprindo as regras e isto acontece desde uma simples cópia de material proibido até o assassinato de uma pessoa.

1.2 – O caráter fundamental da lei divina

Conforme estudamos, o propósito da lei dada a Moisés era conduzir as relações entre os israelitas e Deus bem como entre o povo.

Como Deus habitaria no meio de seu povo através da Tabernáculo construído no deserto, era necessário que o povo conhecesse a maneira pela qual o Senhor deveria ser adorado e como ele gostaria que o povo se relacionasse entre si.

As manifestações de Deus ao longo da história sempre deixaram claro que Ele deseja manter uma comunhão com os seres humanos e nos ensinou como isto poderia acontecer.

O profeta Isaías nos mostra que o pecado nos afasta de Deus e o apóstolo Paulo ampliou nosso entendimento a partir de sua carta aos romanos.

“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”. (Is 59.1-3 – ARC)

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23 – ARC)

A questão do pecado só pode ser compreendida por aqueles que compreenderem que existem regras criadas por Deus.

Como nossa natureza é pecaminosa, sem o Espírito Santo é impossível reconhecermos esta questão e, por este motivo, no A.T. existiam punições rigorosas para os transgressores. Tais punições iam desde o pagamento de restituições até a morte, conhecida como pena capital.

Se não existissem leis, a sociedade não teria se desenvolvido, haja vista, não haver limites para a imaginação dos seres humanos.

O propósito principal da lei divina é garantir a comunhão dos seres humanos para com seu criador e, ainda que as leis humanas sejam baseadas nas leis de Deus, o Senhor está acima de todas elas.

O advogado Thanner Neyer Gomes de Morais nos traz algumas considerações importantes associando o direito moderno à lei de Deus.

“A lei de Moisés é o primeiro esboço de constituição positiva da história, e é fundamento sistêmico do direito ocidental.  A lei de Moisés, ou lei mosaica, que teria sido dada por Deus ao Monte Sinai por intermédio de Moisés, é uma das maiores fontes do Direito que existem. Infelizmente, muito pouco estudada ainda. A lei mosaica é quem estabelece o direito civil, como em Êxodo (22), as leis acerca da propriedade, do casamento e do divórcio, como em Deuteronômio (24).  Também é com a lei mosaica que a humanidade passa a ter contato com os direitos humanos. Apesar da severidade que a lei tratava as transgressões, esta garantia direitos, como em Êxodo (21), as leis acerca da violência. É também na lei mosaica que nós temos o primeiro esboço de justiça institucionalizada. Israel constituiu juízes, e a lei mosaica conferiu deveres aos juízes. Dentro de toda a sistemática trazida por Moisés e sua lei divina, é possível extrair a essência do direito. Um elemento fundante de um povo que serviu de modelo para todo o mundo atual, e é tão pouco estudado na ciência jurídica”.

1.3 – As exigências da lei

A lei dada a Moisés era incompleta, haja vista, não ter condições de mudar a natureza dos seres humanos.

Você já se perguntou por qual motivo a lei precisou ser cumprida por Jesus?

Porque o único que conseguiu cumprir tais princípios à risca foi o Senhor Jesus que se chama o Cristo.

“Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra”. (Mt 5.17,18 – NVI)

Precisamos reforçar que Jesus foi enviado em primeiro lugar para os judeus (Jo 1.11), mas, como eles o rejeitaram, TODOS os que cressem seriam chamados filhos de Deus (Jo 1.12).

A palavra revogar; utilizada na versão ARC; tem um significado interessante e o teólogo Champlim nos traz um comentário importante a respeito deste assunto.

“Revogar». Pôr de lado, abolir, ab-rogar.  Só o pensar nisso já seria uma profanação  e blasfêmia para  o judeu  comum.  Como  é  que  o  maior  dos judeus,  o Cristo, poderia fazer tal?  O Cristo deveria ser maior do que os profetas, maior do que Moisés, mas não contrário a estes, porque eles é que exaltaram  e  glorificaram  ao  Messias  durante  séculos.  Lembremo-nos, igualmente,  que Cristo era o autor da lei e dos profetas (Heb.  3:3). «CUMPRIR».  Há  diversas  ideias  sobre  o  sentido  destas  palavras:  1. Cumprir no sentido de obedecer completamente,  ser o que a lei manda e cumprir as profecias e os preceitos dos profetas. 2. Completar,  aumentar e aperfeiçoar a mensagem do V.T., mostrando sentidos e  experiências espirituais  de  maior  elevação,  aumentando  as  doutrinas  e  mudando  a posição do povo de Deus. 3. Provavelmente, a combinação dos  dois pontos anteriores é a mais correta. Jesus obedeceu todos os mandamentos, cumpriu as profecias em sua própria pessoa, obedeceu os preceitos dos profetas; mas também,  sendo superior a Moisés,  aumentou e aperfeiçoou o sistema,  as doutrinas e a experiência espiritual. Escreveu a lei no coração, mas também expôs  novas  ideias  e  ensinos.  Trouxe-nos  o princípio  da  graça,  da justificação em sua própria pessoa, da regeneração,  coisas essas que a lei prefigurava,  mas que não podia efetuar”.

Conforme mencionado, somente Deus poderia colocar algum adendo em sua lei e o que Jesus fez foi mostrar que ninguém havia conseguido cumpri-la e deixar claro que o enviado de Deus; o Messias prometido; havia cumprido.

Além disso, a adição da graça salvífica aos mandamentos de Deus nos outorga a presença do Espírito Santo que transforma o coração dos pecadores, convertendo-os em seres humanos que vivem de acordo com a vontade de Deus.

Existem pessoas que acreditam que por praticar atos de bondade ou não infringir leis básicas da sociedade como não roubar ou matar, podem ser considerados alvos do favor de Deus, porém, a justiça de Deus é infinitamente superior à nossa e NADA do que fizermos ou deixarmos de fazer poderá nos garantir um lugar de comunhão com Deus.

O profeta Isaías disse que nossa justiça é comparada aos trapos de imundícia que eram os panos utilizados pelas mulheres como absorventes.

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam”. (Is 64.6 – ARC)

Sabendo disto, os fariseus que eram hipócritas, trataram de criar subsídios para burlar as leis de Deus e tornarem-se superiores aos demais, porém, haviam se esquecido que o Senhor sonda os corações…

“Então, chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição? Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, que morra de morte. Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim, esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe, E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus. Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim”. (Mt 15.1-8 – ARC)

2 – OS ESCRIBAS E A LEI

Evangelista Leonardo Novais de Oliveira

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Equipe EBD Comentada

Postado por ebd-comentada


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