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Betel Adultos – 2º Trimestre 2020 – 31-05-2020 – Lição 9 – Um chamado à adoração e um alerta

28/05/2020

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou.” Salmo 95.6

TEXTOS DE REFERÊNCIA

SALMO 95.1-6 

Vinde, cantemos ao Senhor; cantemos com júbilo à rocha da nossa salvação.

Apresentemo-nos ante a sua face com louvores e celebremo-lo com salmos.

Porque o Senhor é Deus grande e Rei grande acima de todos os deuses.

Não endureçais os vossos corações, como em Meribá e como no dia da tentação no deserto;

Quando vossos pais me tentaram, provaram-me e viram a minha obra.

Quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: é um povo que erra de coração e não tem conhecimento dos meus caminhos.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Mostrar que o Salmo 95 é um convite à adoração. 
  • Entender o que é a adoração verdadeira. 
  • Alertar que é preciso estar atento à Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO

Olá irmãos e irmãs, Paz do Senhor.

Estudaremos nesta lição, com base no Salmo 95, as particularidades da adoração.

Conforme já estudamos em outras lições, os salmos são canções que foram compostas para serem entoadas ou cantadas com instrumentos.

O livro dos Salmos, também conhecido como Saltério, é o hinário de Israel, utilizado em tudo o que está relacionado à adoração, a palavra “salmos” no hebraico é “tehillim” que significa louvores.

Teremos um tópico sobre o conceito de adoração, mas nesta introdução podemos comentar que um dos conceitos de adoração é prestar culto a algo ou alguém.

Desde os primórdios o ser humano presta culto ou adora a divindades e quando observamos os egípcios temos uma noção de como os povos cultuavam seus deuses.

No antigo Egito o processo de mumificação era uma tentativa de vencer a morte. Quando o corpo morria sua alma ia para o Reino dos Mortos. Enquanto a alma residia nos Campos de Aaru, o Deus Osíris exigia pagamento pela proteção que ele propiciava. Acreditava-se que colocando bastante riqueza junto ao morto, ele teria mais facilidade em sua outra vida. Obter a recompensa no outro mundo era uma verdadeira provação, exigindo um coração livre de pecados e a capacidade de recitar encantamentos, senhas e fórmulas do Livro dos Mortos. No Salão das Duas Verdades, o coração do falecido era pesado contra uma pena da verdade e justiça, retirada de um ornamento na cabeça da deusa Maet. Se o coração fosse mais leve que a pena, a alma poderia continuar, mas, se fosse mais pesada, era devorada pelo demônio Ammit (Rosalie David, Religião e Magia no Antigo Egito. Difel, 2011. ISBN 9788574321165).

Há relatos de povos que possuíam uma forma de culto a divindades datadas de 50 mil anos, porém, não temos muitas informações sobre isto.

Sabendo que os seres humanos são sociáveis deste o princípio, a partir do momento em que existe hierarquia, pressupõe-se a existência de um criador e isto está claro quando observamos a natureza.

Se existe harmonia e perfeição nos mínimos detalhes que compõe o universo, há de se crer que exista um arquiteto que tenha criado tudo isto.

Alguns sociólogos e antropólogos acreditam que o desejo de saber o que acontece após a morte deu origem a grande parte das religiões e, consequentemente aos deuses.

Os antigos povos sumérios e acadianos já tinham suas crenças sobre vida após a morte e algum tipo de adoração a antepassados falecidos. Os mortos eram enviados para um mundo subterrâneo do qual não havia retorno. Os vivos reverenciavam os mortos, pois acreditavam que assim garantiriam o bom andamento das coisas no mundo dos vivos. Não existia concepção de julgamento pós-morte entre os mesopotâmicos. Acreditava-se que o “espírito” dos mortos atravessava um rio até o “sombrio” mundo dos mortos, onde permaneceria pela eternidade (Jeremy Black and Anthony Green. Gods, Demons, and Symbols of Ancient Mesopotamia, Fifth University of Texas Press Printing, 2003).

Como cremos que o Senhor criou o mundo em que vivemos de acordo com o que está em Sua Palavra (Gn1.1), também cremos que a ideia de divindade foi conhecida pelos primeiros habitantes da Terra, Adão e Eva, pelo fato de terem conhecido o Senhor em Sua essência.

O primeiro culto a aparecer na palavra de Deus está registrado no livro de Gênesis, vejamos;

“E a Sete mesmo também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então, se começou a invocar o nome do SENHOR”. (Gn 4.26 – ARC)

Sabemos que a adoração já acontecia, pois Caim e Abel adoravam a Deus com suas ofertas, porém, o que este texto nos revela é que o culto começou através da descendência piedosa de Sete.

Se adorar é prestar culto, tal ato começou com Caim e Abel, porém, com toda certeza, tal ato foi ensinado por seus pais.

1 – UM CONVITE À ADORAÇÃO

O Salmo 95 juntamente com o Salmo 81 são conhecidos como Salmos de adoração.

Os dois mencionam um convite e posteriormente uma exortação a não nos esquecermos que foi o Senhor quem nos salvou, fazendo menção ao resgate da escravidão no Egito.

Vamos estudar as particularidades destes hinos de adoração.

1.1 – Vinde e cantemos

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O primeiro verso começa com um convite à adoração utilizando a palavra “vinde” e o segundo começa com a palavra “apresentemo-nos”, ou seja, vir e apresentar.

Estas palavras demonstram a atitude do salmista em adorar a Deus, pois conclama aos povos a saírem de seus lugares e apresentar seus louvores ao Senhor.

Como já estudamos, os salmos eram entoados enquanto os judeus subiam para Jerusalém para adorar o Senhor e, pode ser que a convocação fosse realizada através deste salmo.

Imagine o shofar sendo tocado e um levita com voz forte entoando este salmo e convocando aqueles que iriam sair em peregrinação até Jerusalém.

Sabemos que a adoração a Deus não era feita de qualquer maneira, pois o livro de Levítico nos mostra os detalhes envolvendo tal tarefa e os Salmos realçam a prática de tal ato.

É importante mencionarmos que a adoração oficial era feita exclusivamente pelos levitas, porém, todos os judeus deveriam fazê-lo.

Observemos que a adoração acontecia no templo e também fora dele, sendo que o louvor na Antiga Aliança não era restrito ao Santuário físico.

Leiamos alguns textos:

“Ora, pois, trazei-me um tangedor. E sucedeu que, tangendo o tangedor, veio sobre ele a mão do SENHOR”. (2 Rs 3.15 – ARC).

Neste caso, enquanto o profeta Eliseu profetizava, o músico adorava com seu instrumento. Tanger é o mesmo que tocar um instrumento.

“E sempre que o espírito atormentador da parte de Deus perturbava a Saul, Davi tocava a harpa e Saul se sentia melhor, e o espírito de castigo se retirava”. (1 Sm 16.23 – BV)

O espírito maligno saía por causa da adoração a Deus e não porque Davi tocava uma canção.

Desta forma, o convite presente no Salmo 95 é para todos aqueles que desejam adorar ao único Deus verdadeiro.

É importante lembrarmos que o N.T. também incentiva a adoração por meio da música, vejamos:

“Animem uns aos outros com salmos, hinos e canções espirituais. Cantem, de todo o coração, hinos e salmos ao Senhor”. (Ef 5.19 – NTLH) 

“Que a mensagem de Cristo, com toda a sua riqueza, viva no coração de vocês! Ensinem e instruam uns aos outros com toda a sabedoria. Cantem salmos, hinos e canções espirituais; louvem a Deus, com gratidão no coração”. (Cl 3.16 – NTLH)

Observem que ambos os textos falam sobre a utilização dos salmos para louvor e adoração.

1.2 – Ele está acima de todos os deuses

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Para nós que somos cristãos e estudamos a Bíblia é simples acreditar na superioridade do Senhor perante os deuses, porém, para aqueles que nada conhecem sobre Ele, é necessário que o Espírito Santo faça a obra, que acontece na conversão.

A Bíblia nos mostra um texto em que o profeta Elias desafiou os profetas de Baal para uma “luta” com o intuito de mostrar quem era o maior deus.

Naquele período, Israel, o Reino do Norte, vivia momentos terríveis, pois Jezabel, uma mulher terrivelmente má era esposa do rei Acabe e tal mulher havia mandado matar todos os profetas do Senhor, porém, um piedoso mordomo chamado Obadias escondera 100 profetas e os sustentou, leiamos:

“…porque sucedeu que, destruindo Jezabel os profetas do SENHOR, Obadias tomou cem profetas, e de cinquenta em cinquenta os escondeu, numa cova, e os sustentou com pão e água.)” (1 Rs 18.4 – ARC) 

O Senhor havia mandado Elias se apresentar ao rei de Israel, porém, o profeta sabia que Acabe estava tentando lhe matar por causa de sua mulher, sendo assim, o Senhor “prepara o terreno” para mostrar a todos que Ele é Deus, leiamos:

“E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe Acabe: És tu o perturbador de Israel? Então, disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do SENHOR e seguistes os baalins. Agora, pois, envia, ajunta a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aserá, que comem da mesa de Jezabel. Então, enviou Acabe os mensageiros a todos os filhos de Israel e ajuntou os profetas no monte Carmelo. Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o. Porém o povo lhe não respondeu nada”. (1 Rs 18.17-21- ARC) 

Vejam que eram 850 adoradores de Baal, que era um falso deus adorado entre os povos antigos, contra Elias e os 100 profetas.

A história nos mostra que o desafio foi feito e que o Senhor, de forma miraculosa, demonstrou seu poder e toda a nação de Israel soube quão grande Ele é.

Como Baal não passava de um demônio travestido de um suposto deus, foi destronado dentre o povo.

Leiamos o que aconteceu:

“Sucedeu, pois, que, oferecendo-se a oferta de manjares, o profeta Elias se chegou e disse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo conheça que tu, SENHOR, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás. Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego”. O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus! (1 Rs 18.36-39- ARC)

Definitivamente não há Deus como o Senhor!

É muito importante, como professor, você conhecer toda a história e mostrar aos alunos que neste texto o Senhor prova que não existe outro deus além Dele.

Na Índia existem 33 milhões de supostos deuses e naquele lugar as pessoas morrem de fome enquanto as vacas são adoradas.

A cegueira espiritual impera onde Jesus não está e é nossa tarefa leva-lo a todos os lugares.

1.3 – Nas suas mãos estão as profundezas da Terra

Evangelista Leonardo Novais de Oliveira

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