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Betel Adultos – 2º Trimestre 2020 – 28-06-2020 – Lição 13 – Orando pela intervenção divina

25/06/2020

Esse post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“Senhor, que é o homem, para que o conheças, e o filho do homem, para que o estimes?” Salmo 144.3

TEXTOS DE REFERÊNCIA

SALMO 144

5 Abaixa, ó Senhor, os teus céus e desce; toca os montes, e fumegarão.

7 Estende as tuas mãos desde o alto; livra-me e arrebata-me das muitas águas e das mãos dos filhos estranhos,

9 A ti, ó Deus, cantarei um cântico novo; com o saltério e com o instrumento de dez cordas te cantarei louvores.

12 Para que nossos filhos sejam, como plantas, bem desenvolvidos na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas, como colunas de um palácio.

15 Bem-aventurado o povo a quem assim sucede; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Refletir sobre o nosso relacionamento com Deus.
  • Mostrar a importância de uma vida de oração.
  • Apresentar os efeitos de vida de oração.

INTRODUÇÃO

Olá irmãos e irmãs, Paz do Senhor.

Chegamos à última lição deste trimestre e, até aqui nos ajudou o Senhor.

Conforme temos estudado desde a primeira lição, os Salmos são cânticos de louvor em adoração ao Deus Todo Poderoso e, ainda que traga profundas mensagens, não devem ser utilizados como base doutrinária, haja vista, terem sido baseados em experiências humanas em associação ao que a Lei diz.

Ainda assim, os salmos contêm preciosos testemunhos sobre aquilo que o Senhor fez na vida de seus servos, apresentados nos 150 volumes deste maravilhoso hinário.

Nesta lição estudaremos especificamente o Salmo 144 e suas particularidades.

1 – SALMO  144

O Salmo 144 aborda alguns assuntos de imensa importância que são a oração, a gratidão pelas bençãos recebidas, a necessidade e o gozo de vivermos em comunhão com o Senhor e isto tudo, transmitindo a Deus e ao leitor a clareza de que tudo o que temos depende de Deus e que o homem é um ser limitado,  mortal, passivo de errar, mas que; mesmo assim; o Senhor se lembra de nós.

Acredita-se que a autoria deste salmo seja de Davi, mostrando relações com o que teria acontecido entre ele e aqueles que apoiaram o golpe de Absalão, seu filho, contra o trono.

Os dois primeiros versos nos mostram que o salmista, ainda que fosse extremamente preparado para a batalha, creditava seu sucesso ao Senhor, inclusive pela preparação, possivelmente associando tal fato às experiências vividas ao longo de sua vida.

Os versos 3 e 4 também demonstram isto claramente:

“SENHOR, que é o homem, para que o conheças, e o filho do homem, para que o estimes? O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa”. (ARC)

Em outra tradução:

“Ó Senhor, que é o homem para dares a ele tanto valor e atenção? Por que Te interessas tanto pela humanidade? O homem não passa de uma brisa e a sua vida é apenas uma sombra que logo some”! (BV)

Tais pensamentos coadunam com o plano redentor do Senhor, enfatizado na morte de Jesus.

É importante nos lembrarmos o que a Palavra nos diz em João 3.16,17:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. (ACF)

Este salmo deixa claro que a visão no A.T. já demonstrava a compreensão da fragilidade do homem em contraste com a grandeza de Deus.

Apesar disto estar claro, muitas pessoas se esquecem deste ponto, mostrando-se extremamente presunçosos, arrogantes e prepotentes.

O Teólogo Americano Norman Champlim nos traz a seguinte visão sobre o Salmo 144:

“Quanto a informações gerais que se aplicam a todos os salmos, ver a introdução ao Salmo 4, onde apresento sete comentários que elucidam a natureza do livro. Quanto a classes dos salmos, ver o gráfico no início do comentário, que atua como uma espécie de frontispício do saltério. Ofereço ali dezessete classes e listo os salmos pertencentes a cada uma delas. Este salmo parece ser a combinação de outros dois, ou seja, de dois tipos de salmos. Os vss. 1-11 são um salmo real de lamentação, no qual o rei ora para ser libertado de seus inimigos. Os vss. 12-15 mudam completamente de assunto e são uma oração em favor de um ano próspero. Esse segundo salmo era originalmente um salmo de bem-aventurança, no estilo de um hino de sabedoria. Pode ter sido o fragmento de um hino um tanto parecido com o Salmo 146. É possível que originalmente as duas partes bastante distintas fossem composições de um único autor e formassem uma única com posição. Nesse caso, teríamos de supor que o rei, uma vez libertado de seus adversários, quis exprimir a confiança de que o Senhor também faria Seu povo aproveitar as bênçãos divinas de alguma maneira especial. O rei era um rei guerreiro, conforme sucedia à maior parte dos reis antigos, pois os melhores matadores é que galgavam as mais altas posições políticas. Naqueles dias de brutalidade, uma das principais virtudes era matar os inimigos, e os mais habilidosos nesse mister naturalmente eram os mais bem-sucedidos na política. Era tudo uma questão de matar ou ser morto. Deus, ou os deuses, quase sempre obtinha o crédito por fortalecer o rei guerreiro. As vitórias eram dadas pelo Senhor. Foi assim que o rei deste texto (que o subtítulo diz ser Davi) agradeceu a Yahweh pela força que lhe fora dada ao subjugar os inimigos. Apesar de ter reconhecido que o homem é pequeno em si mesmo (vs. 3), contudo era necessário que ele pedisse forças para a destruição dos inimigos de Israel. Pela vitória recebida, o rei agradeceria de todo o coração (vs. 9)”.

Os versos 5 e 6 fazem menção do fato ocorrido no capítulo 19 do livro do Êxodo, leiamos:

“O Senhor disse a Moisés:  Eis que virei a você numa nuvem escura, para que o povo ouça quando eu falar com você e para que também creiam sempre em você. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do povo ao Senhor. E o Senhor disse a Moisés:  Vá ao povo e consagre-o no dia de hoje e amanhã. Que eles lavem as suas roupas e estejam prontos para o terceiro dia, porque no terceiro dia o Senhor, à vista de todo o povo, descerá sobre o monte Sinai. Marque ao redor do monte limites para o povo, dizendo: “Tomem cuidado para não subir o monte, nem tocar a sua extremidade. Todo aquele que tocar o monte será morto. Mão nenhuma tocará nele. Se o fizer, será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar longamente a trombeta, então subirão o monte.” Moisés desceu do monte para junto do povo e consagrou o povo; e lavaram as suas roupas. E Moisés disse ao povo:  Estejam prontos no terceiro dia. Que até lá ninguém tenha relações com a sua mulher. Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões e relâmpagos, uma espessa nuvem cobriu o monte, e ouviu-se um forte som de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial tremeu de medo. E Moisés levou o povo para fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor havia descido sobre ele em fogo. A fumaça subia como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia com violência. E o som da trombeta ia aumentando cada vez mais. Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão. O Senhor desceu sobre o monte Sinai, sobre o alto do monte. O Senhor chamou Moisés para o alto do monte e Moisés foi até lá. E o Senhor disse a Moisés: Desça e avise ao povo que não ultrapasse o limite até o Senhor para vê-lo, para evitar que muitos deles sejam mortos. (Ex 19.9-21- ACF – grifo nosso)

Observe que os textos que negritamos falam exatamente daquilo que o salmista escreve no salmo de estudo desta lição, demonstrando que ele conhecia a Lei e suas particularidades.

Vale pena lembrarmos que os judeus começavam a estudar a Palavra do Senhor bem cedo, com três anos de idade e nunca mais paravam.

Da mesma forma que as escola brasileiras ensinaram por muitos anos sobre religião e história, os judeus o fazem, porém, são exclusivistas em relação ao estudo sistemático do que conhecemos como A.T.

1.1 – Visão panorâmica

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Conforme mencionado, acreditamos que a visão panorâmica do salmo seja a batalha enfrentada por Davi contra seu próprio filho Absalão.

É comum observamos em todos os Salmos compostos por Davi uma introdução em forma de oração e gratidão por algo que o Senhor havia realizado, especialmente pelo livramento de uma guerra.

É importante reforçarmos que os livramentos sempre foram motivos de gratidão e louvor, pois algumas guerras definitivamente não poderiam ter sido vencidas somente pela força humana.

Imaginemos Davi lutando contra seu próprio filho. Talvez seja este o motivo principal deste grande rei ter escrito o verso 1:

“LOUVADO SEJA O Senhor! Ele é a minha rocha firme; Ele me dá força e me prepara para a guerra”. (BV)

Algumas situações que vivenciamos ao longo de nossa história simplesmente fogem de nosso controle e, quando oramos a Deus e depositamos nossas preocupações em Suas poderosas mãos, Ele peleja por nós.

De acordo com Champlin, “O rei guerreiro invocaria a ira de Yahweh contra os seus inimigos, mas antes de tudo bendisse a Deus por ter-lhe dado forças para ser um bom rei, guerreiro e matador. Ele tinha aprendido as artes bélicas, e isso era considerado uma virtude. Naqueles tempos brutais, o rei era o melhor guerreiro, o homem capaz de matar mais inimigos do que qualquer outra pessoa. “Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez m ilhares” (I Sam. 18.7). E isso era dito como elogio, e não com horror. O nome do jogo era “Mate, ou seja, morto”, e os matadores eram os sobreviventes. Este versículo revisa eficientemente o poder de matar, ao passo que o vs. 2 passa em revisão sucessos passados. Este versículo repousa sobre Sal. 18.46 (primeira parte) e sobre Sal. 18.34 (segunda parte). Mãos habilidosas eram treinadas para guerrear; dedos habilidosos eram treinados para combater. Uma boa luta era um jogo de habilidades ensinado divinamente. “Deus é homem de guerra e ensina a arte da guerra, tal como ensinou a agricultura e outras coisas”.

1.2 – Um salmo que exalta a Deus

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O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa conceitua a palavra “exaltar” das seguintes formas:

  1. Tornar alto.
  2. Levantar, engrandecer.
  3. Glorificar, celebrar.
  4. [Figurado] Elevar ao mais alto grau; entusiasmar; excitar, irritar.

Como o Senhor é o Todo Poderoso (Gn 17.1), não existe nada além ou acima dele, nem tampouco, mais importante que Ele.

Isto fica claro nos salmos de adoração e exaltação do Senhor e no Salmo 144, desde o primeiro verso até o último, observamos o propósito de salmista em exaltar aquele que verdadeiramente é poderoso.

Quando o patriarca Jó passou por todas as suas provações e conseguiu enxergar que as experiências que teve serviram para que ele se aproximasse de Deus e conhecesse sua grandeza, ele escreveu:

“Então Jó respondeu ao Senhor e disse: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Tu perguntaste: ‘Quem é este que, sem conhecimento, encobre os meus planos?’ Na verdade, falei do que eu não entendia, coisas que são maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Disseste: ‘Escute, porque eu vou falar; farei perguntas, e você me responderá.’ Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem”. (Jó 42.1-5 – ACF)

A única maneira de exaltarmos algo ou alguém é reconhecendo sua superioridade e, como o povo judeu sempre foi monoteísta, a exaltação era realizada exclusivamente para o Senhor.

Estamos vivendo tempos difíceis, preditos por Jesus e por Paulo, onde observamos que aqueles que deveriam ser exemplo em tudo (Tt 2.7), se engrandecem a tal ponto de creditar as vitórias aos seus próprios esforços.

Sabemos que o Senhor nos capacitou para fazermos grandes coisas e isto é visível em todas as áreas da vida, desde a pedagogia até a neurocirurgia, porém, conforme escrevemos, FOI ELE QUEM NOS CAPACITOU e por isto merece ser exaltado.

Os versos 1 e 2 utilizam palavras como rocha, fortaleza, torre de proteção, escudo e libertador para se referir àquele que merece ser exaltado e é importante lembrarmos que um dos nomes de Deus é “Jeová Tsebaoth”, que significa “Senhor dos Exércitos”.

Existe um texto conhecido no segundo livro dos Reis que mostra a magnitude do poder de Deus, leiamos:

“Porque eu defenderei esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor de meu servo Davi.” Naquela mesma noite, o Anjo do Senhor saiu e matou cento e oitenta e cinco mil homens no arraial dos assírios. De manhã, quando os restantes se levantaram, lá estavam todos aqueles cadáveres”. (2 Rs 19.34,35 – NAA)

Um anjo do Senhor destruiu 185 mil soldados armados e preparados para a batalha.

O profeta Isaías teve uma visão do trono do Senhor, onde os serafins o adoravam continuamente dizendo: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, toda a terra está cheia de sua glória”.  (Is 6.1-3)

Exaltado e glorificado seja o Senhor dos Exércitos.

1.3 – A inferioridade do homem

Evangelista Leonardo Novais de Oliveira

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