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Betel Adultos – 2 Trimestre 2020 – 12-04-2020 – Lição 2 – Jesus Cristo e missões nos Salmos

08/04/2020

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas das palavras do meu bramido e não me auxilias?” Salmo 22.1

TEXTOS DE REFERÊNCIA

SALMO 2 

1 Por que se amotinam as gentes, e os povos imaginam coisas vãs?

2 Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:

3 Rompamos as suas ataduras e sacudamos de nós as suas cordas. 

SALMO 22 

27 Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao Senhor; e todas as gerações das nações adorarão perante a tua face. 

SALMO 110 

1 Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Compreender as mensagens proféticas sobre o Messias. 
  • Apresentar o sofrimento do Messias. 
  • Destacar a missão dada por Cristo ao Seu povo.

INTRODUÇÃO

Olá irmãos e irmãs, Paz do Senhor.

Conforme estudamos na lição passada, o livro de Salmos possui uma classificação e nesta, temos os Salmos messiânicos.

Salmos messiânicos são aqueles que falaram do nascimento e vida do Messias, o ungido de Deus antes Dele nascer.

É gratificante saber que o Senhor Deus todo poderoso falara sobre sua proposta de salvação para os judeus, milhares de anos antes do nascimento do Messias. Sabemos que os judeus de uma forma geral não reconheceram em Jesus o Messias prometido e que isto nos abriu (gentios) a porta da salvação, mas somente um Deus onisciente revelaria seus planos com perfeição antes deles acontecerem.

Os salmos que falam sobre o Messias são o 2,8,16,22,23,24,40,45,68,69,72,89,102,110,118.

Observem que o percentual de salmos messiânicos é de 10% do total de salmos.

Apesar do comentarista deste trimestre citar o termo “Salmos missionários”, este não faz parte de nenhuma classificação, mas devemos entender que o propósito dele foi dizer que os salmos messiânicos foram missionários no sentido de falarem a respeito do Messias.

Estudaremos algumas características destes nos próximos tópicos.

1 – PROFECIAS NOS SALMOS MESSIÂNICOS

 

Vamos recordar o conceito de profecia para darmos continuidade ao assunto.

De acordo com o Dicionário Vine, o termo profecia tem os seguintes significados:

Da palavra grega “propheteia”, formada de “pro”: adiante, antecipado e “phemi”: falar; que significa a declaração da mente e do conselho de Deus.

Vine cita que a profecia é a declaração daquilo que não se pode ser conhecido pelos meios naturais, sendo a declaração antecipada da vontade de Deus, quer com referência ao passado, ao presente ou ao futuro.

Não existe consenso sobre o fato do Salmo 2 ser realmente um salmo messiânico, porém, muitos autores afirmam que sim e outros dizem que este salmo faz alusão ao rei ideal, acreditando que o rei ideal teria sido Davi (1 Rs 15.3). Existe certa dificuldade em acreditar que Davi teria sido o rei ideal, pois autor do salmo 2 foi ele mesmo.

É importante deixarmos claro que alguns salmos reais também são considerados messiânicos e o salmo 2 é um exemplo claro disto, sendo inclusive citado por Pedro em Atos 2.25-28.

Sendo assim, abordaremos as características deste salmo como sendo messiânico, de acordo com a revista.

O Salmo 2, citado pelo comentarista registra as palavras de Davi sobre 3 acontecimentos ligados ao Messias:

  • A revolta da nação e do povo contra o Ungido de Deus; 
  • O triunfo do filho de Deus; 
  • O reinado do filho de Deus sobre todas as nações. 

Estudaremos estas 3 citações separadamente.

1.1 – A revolta do povo contra o Ungido de Deus

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Em se tratando de revolta contra o Messias prometido, o Salmo 2 pode estar relacionado a dois episódios.

O primeiro vivenciado por Jesus, o Cristo quando estava vivo no reino de Israel e o segundo no período apocalíptico.

O Pastor Luiz Sayão divide este Salmo da seguinte forma:

  • Dos versículos 1-3– A rebelião das nações contra Deus e o seu ungido;
  • Dos versículos 4-6– O desprezo divino e o anúncio do seu rei;
  • Dos versículos 7-9– O rei davídico anuncia o decreto divino;
  • Dos versículos 10-12– Advertência às nações para submeterem a Deus e seu representante.

Como os judeus estavam esperando um Messias que os livrasse das mãos opressoras do Império Romano, Jesus não foi aceito como tal, pois sua proposta não era libertar o povo da opressão dos homens, mas sim, do diabo.

Quando Pedro e João, cheios do Espírito Santo, foram presos por haver curado um homem coxo que vivia nesta situação por 40 anos, os principais da sinagoga os conduziram a um tipo de interrogatório, para ouvir o que havia acontecido e os dois apóstolos deixaram claro que Jesus era o responsável pela cura do homem.

Desta forma, os conhecidos “doutores da Lei” ficaram intrigados pelo fato daqueles homens, que eram indoutos, falarem de forma tão intrépida. Sendo assim, com o intuito de abafar o milagre feito, solicitaram aos discípulos que parassem de falar a respeito de Jesus, porém, Pedro disse o seguinte:

“Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido”. (At 4.19,20 – ARC).

Em outra tradução:

“Mas Pedro e João responderam: “Decidam os senhores se Deus quer que nós lhes obedeçamos em lugar de obedecermos a Ele! Nós não podemos parar de falar das coisas maravilhosas que Jesus fez e disse”. (BV)

Pedro e João não eram doutores da Lei, mas conheciam a Lei e tinham grande comunhão com o Senhor Jesus, pois haviam vivenciado experiências tremendas durante três anos e meio com Ele e também haviam sido batizados com o Espírito Santo pouco tempo antes desta passagem.

Sendo assim, Pedro utiliza o Salmo 2 para dizer que há muito havia sido predito ou profetizado que o Messias seria perseguido por muitos e cita os versos deste Salmo, vejamos:

“Então Pedro, cheio do Espírito Santo, disse: “Ilustres líderes e anciãos da nossa nação, se os senhores se referem à cura realizada no paralítico, e como aconteceu, permitam que eu claramente afirme aos senhores e a todo o povo de Israel que isto foi feito no nome e no poder de Jesus de Nazaré, o Messias, o Homem que os senhores crucificaram – mas Deus ressuscitou. É pela autoridade dEle que este homem se acha aqui curado! Porque Jesus, o Messias, é Aquele a quem se referem as Escrituras quando falam de uma ‘pedra rejeitada pelos construtores que se tornou a pedra principal da esquina’. Não há salvação em nenhum outro mais! Debaixo do céu inteiro não existe nenhum outro nome para os homens chamarem a fim de serem salvos”. (Sl 2.8-12 – BV) 

Pedro utiliza o fato dos judeus e, consequentemente dos romanos terem perseguido Jesus e associa o salmo 2 a este.

Em se tratando do período apocalíptico, o Salmo 2 está mais associado a uma profecia sobre o Messias, pois praticamente tudo o que está escrito se cumprirá quando Jesus voltar para reinar sobre o mundo, leiamos:

“POR QUE OS POVOS, cheios de ódio, se reuniram? Por que estão fazendo planos tolos, tentando enganar a Deus? Os líderes das nações se reuniram e traçaram planos para derrotar o Senhor e seu Escolhido. Esta foi a decisão que tomaram: “Vamos quebrar essas correntes e acabar com essa escravidão a Deus! ” Em seu trono, no céu, o Senhor ri e faz pouco caso dos tolos planos dos homens. Quando chegar a hora certa, Ele vai mostrar ao mundo a sua ira. Os homens ficarão desorientados, com medo da ira de Deus! O Senhor anuncia a todo o mundo: “Escolhi o meu Rei! Coloquei o seu trono na minha santa cidade, Jerusalém! ” (Sl 2. 1-6 – BV)

O texto de Zacarias 14 nos mostra que acontecerá o que o salmista profetizou e o livro do Apocalipse nos mostra uma batalha que parece ser exatamente a descrita no Salmo 2, denominado “Armagedon”.

O Armagedom descreve uma guerra terrível provocada pelo Anticristo e pelas forças satânicas, que reunirá uma confederação de líderes mundiais e seus exércitos em uma campanha contra Israel, e esse ajuntamento acontecerá em um lugar chamado Armagedom (Apocalipse 16.16). A grande mobilização de exércitos no conflito de Armagedom começa com a invasão da Palestina pelos reis do Norte e do Sul, conforme descrito em Daniel 11.40. Com essa invasão se iniciam os acontecimentos da campanha que abalarão o mundo inteiro, conforme é apresentado em Ezequiel, nos capítulos 38 e 39. Milhares de pessoas sobre a terra morrerão devidos aos eventos que irão acontecer no mundo todo. A ira de Deus será derramada sobre a humanidade e sobre a Terra. Uma série de eventos violentos, como profetizado em Daniel 9, Mateus 24 e no Apocalipse 19:4 irá ocorrer.[1]

1.2 – O triunfo do filho de Deus

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Conforme estudado no tópico acima, parece-nos mais razoável associar os eventos do Salmo 2 aos acontecimentos apocalípticos, pois a descrição está mais associada aos eventos do fim.

Contudo, o Salmo 2 nos fala sobre o triunfo do filho de Deus e isto aconteceu de forma espiritual quando Jesus foi crucificado, morto e ressuscitado ao terceiro dia.

Jesus destruiu o pecado e uniu o homem novamente a Deus pelo novo e vivo caminho.

Mateus escreve que quando Jesus morreu o véu que existia no Templo se rasgou do alto até o chão, vejamos:

“E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras”. (Mt 27.51 – ARC) 

O véu havia sido construído para fazer separação entre o santíssimo e o santo lugar. O santíssimo era o local onde a Arca da Aliança estava e onde o Sumo Sacerdote entrava uma vez ao ano para oferecer sacrifícios pelo povo. Este lugar relembrava ao povo que o acesso a Deus estava bloqueado por causa do pecado de Adão e Eva e que somente após um sacrifício, o Sumo Sacerdote poderia entrar.

Quando Jesus morreu, o véu que nos separava de Deus foi rasgado e hoje, podemos entrar na presença Dele com confiança e segurança.

O escritor aos Hebreus nos mostra o que significou o fato do véu ter se rasgado após a vitória de Jesus na cruz, leiamos:

“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne”. (Hb 10.19,20 – ARC)

Leiamos o que Paulo escreve aos Coríntios:

“Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. (1 Co 15.53-58 – ARC) 

Com o intuito de verificar se esta vitória está claramente compreendida entre seus alunos, pergunte aos mesmos, o que nos prova que Jesus foi vitorioso ao morrer na cruz do Calvário.

1.3 – O reinado do filho de Deus

Evangelista Leonardo Novais de Oliveira

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