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Betel Adultos – 1º Trimestre de 2018 – 14/01/2018 – Lição 2: O sacrifício da Expiação

09/01/2018

Este post é assinado por Cláudio Roberto de Souza

TEXTO ÁUREO 

Levítico 1:4

4 E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito por ele, para a sua expiação. (ARC) 

TEXTO DE REFERÊNCIA 

Levítico 1:2,3,4,6,7

2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecereis as vossas ofertas de gado, de vacas e de ovelhas.

3 Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem mancha; à porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o SENHOR.

4 E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito por ele, para a sua expiação.

6 Então, esfolará o holocausto e o partirá nos seus pedaços.

7 E os filhos de Arão, os sacerdotes, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo. (ARC)

INTRODUÇÃO

Paz seja convosco!

O estudo de hoje trataremos do sacrifício da expiação e para isto iremos entender primeiramente que as Escrituras Veterotestamentária possuí diversas simbologias e figuras que apontam para algum aspecto da vida ou obra de Jesus Cristo que demonstram assim seu caráter e ministério.

Tais figuras contidas no A.T. são chamadas de TIPOS e SÍMBOLOS – São as chamadas TIPOLOGIAS Bíblicas

Tipo é alguma pessoa ou coisa que se refere a acontecimentos futuros. Sempre é empregado na esfera religiosa.

Símbolo é algum objeto material, representando verdades morais e espirituais.

Tipos e símbolos ainda podem ser considerados como sendo figuras que Deus utilizou ao longo da história bíblica para revelar acontecimentos futuros. Ele tem seu cumprimento na vinda do Messias. Este cumprimento é chamado antítipo.

Num tipo há uma correspondência entre certas pessoas, eventos ou coisas do Antigo Testamento e Jesus Cristo no Novo Testamento.

Por meio de símbolos, o Velho Testamento contém as doutrinas do Novo.

A teologia classifica os tipos como sendo Históricos e Rituais.

Os tipos históricos podem ser pessoais ou coletivos.

Pessoais, quando certos personagens do Velho Testamento têm alguma semelhança com a pessoa de Jesus ou ilustram alguma revelação da doutrina do Evangelho.

Coletivos, aplicação dos acontecimentos da vida dum povo ou duma coletividade à Igreja aqui no mundo ou como aviso sobre o modo de proceder dos crentes.

Tipos rituais, quando os detalhes da Lei Mosaica prefiguram o ensino do Novo Testamento. Isto aparece com bastante evidência no Tabernáculo e nas cerimônias de Levítico.

Ao estudarmos o sacrifício da expiação, devemos enxergá-la como sendo um tipo do sacrifício de Cristo no Calvário.

A expiação no V.T. é o tipo e Jesus o antítipo no N.T.; o tipo é a sombra e o antítipo a imagem real; o tipo aponta para algo no futuro e o antítipo é o cumprimento!

No caso da expiação, Jesus é “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29)!

1 – UMA OFERTA VOLUNTÁRIA

A obra de Deus é realizada tendo como um dos princípios, a voluntariedade.
Coerção sempre será constrangedora e causará aborrecimentos em qualquer tipo de sociedade, muito mais no ato de oferecer algo a Deus.

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Imagine receber presentes de alguém que foi obrigado a lhe presentear. Ele recebeu uma imposição para isto fazer. Seria muito desagradável, pois o coração do ofertante não está permeado pelo verdadeiro sentimento de amor, carinho fraterno para com aquele que será beneficiado pelo presente. Ao invés de haver afeição e simpatia, haverá animosidade e aversão.

João 10:17-18

17 Por isso, o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la.

18 Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la. Esse mandamento recebi de meu Pai. (ARC)

Note que o versículo acima declara em primeiro momento o porquê o Pai ama o Filho – Porque o Filho é voluntarioso em oferecer a sua própria vida.

Da mesma forma que Jesus de forma voluntária encarnou (Fp 2.6-8), ele também de forma voluntária entregou a sua vida por amor de Suas ovelhas (Jo 10.11), pois ninguém teria poder para tirá-la;
Apesar de que a vida de Cristo possa ter dado a impressão de ser tirada de repente, ela na verdade foi entregue por Ele, pois de outra forma, ela seria invencível e ela jamais seria tirada.

Logo, Jesus não foi empurrado para o Calvário, antes, de forma espontânea o foi. Negou a si mesmo e preferiu fazer a vontade do Pai de forma voluntária – “E, indo segunda vez, orou, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.” (Mt 26.42).

Também de forma voluntária, cada um de nós, levamos a nossa oferta a Deus. Não somos obrigados a adorá-lo, mas o fazemos espontaneamente, por amor e gratidão por tudo que nos fez e tem feito e ainda fará!

Cumprir a vontade de Deus deve ser uma atitude natural, realizada sem que haja incitação de outrem para que desta forma sejamos achados sinceros diante do Senhor e não como alguém fingido que faz algo por obrigação e não por satisfação! Isto é também ser semelhante a Cristo.

1.1 – Uma oferta de animal limpo

O judaísmo classifica os sacrifícios em duas classes:

1 – Sacrifícios cruentos (com derramamento de sangue);

2 – Sacrifícios incruentos (sem derramamento de sangue).

A expiação ou o sacrifício denominado Holocausto será o que estudaremos nesta lição. Este é classificado como sacrifício cruento. O Holocausto é também considerado o mais completo e mais perfeito sacrifício cruento, onde a vítima é oferecida completamente a Deus e consumida inteiramente no altar pelo fogo sagrado.

A característica que apontamos como sendo a mais importante do animal a ser oferecido como oferta da expiação é a perfeição.

Tal perfeição se revelava nos seguintes aspectos:

  • Animais limpos;
  • Animais machos;
  • Animais domésticos;
  • Animais de unhas fendidas;
  • Animais que ruminassem;
  • Animais sem defeitos.

O pastor Fernando Luiz Viana Alves, destaca que os animais oferecidos na expiação deveriam ser limpos e domésticos. Estes animais ainda deveriam possuir unhas fendidas e ruminarem.

Unhas fendidas

A pata precisava ser realmente partida, tanto em cima quanto embaixo. O boi, o carneiro e o bode qualificavam-se! Tal característica denota a firmeza dos passos e o equilíbrio em sua locomoção. De igual modo o cristão em sua caminhada com Jesus deve demonstrar estabilidade e revelar que está firmado na rocha inabalável que é Cristo (Sl 40.2).

A unha do animal para o sacrifício e fendida em duas partes simbolizada ainda as duas naturezas de Cristo – humana e divina!

Ruminar

Além da unha fendida, o quadrúpede também precisava ser um ruminante. De modo geral, os animais que não têm os dentes de cima eram considerados ruminantes.

Strong defini a palavra ‘rumina’ como sendo no hebraico ‘alah’ cujo significado pode ser:

1) subir, ascender;

2) ser levado para cima, ser trazido para cima, ser levado embora;

A ideia é de algo que está embaixo e sobe. No caso dos animais que ruminam, o alimento uma vez ingerido, regressa a boca, subindo do estômago para ser mastigado pela segunda vez!

Que linda lição temos aqui… A Palavra de Deus nunca se torna para o cristão um alimento insosso ou enjoativo. Ela entra em nós e assenta no coração, sobe para nossa mente proporcionando reflexão, crescimento, maturidade e vida vigorosa em Jesus Cristo!

A característica de ruminar, isto é, o alimento retornar novamente para ser ingerido, simboliza Cristo, o pão da vida que alimentou muitos durante a Sua primeira vinda; hoje nos alimenta através da Sua Palavra e que prometeu voltar uma segunda vez!

Por Cláudio Roberto

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