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Betel Adultos – 1 Trimestre 2020 – 15-03-2020 – Lição 11 – Aperfeiçoando o relacionamento conjugal

13/03/2020

Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“As muitas águas não poderiam apagar este amor nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam.” Cantares 8.7

TEXTOS DE REFERÊNCIA

EFÉSIOS 4.2,3 

Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,

Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.

 

FILIPENSES 2.2-4

Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa.

Nada façais por contenda ou por vangloria, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.

Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Ensinar sobre a importância do aperfeiçoamento conjugal; 
  • Refletir sobre a necessidade de estarmos atentos à dinâmica familiar; 
  • Mostrar algumas atitudes relevantes para o aperfeiçoamento conjugal.

INTRODUÇÃO

Olá irmãos e irmãs, Paz do Senhor.

A palavra aperfeiçoamento pressupõe melhorias ou crescimento e para obtermos crescimento é necessário investirmos nas diversas áreas de nossa vida.

Um exemplo clássico disto é a área do estudo. A cada dia que se passa, as exigências para se conseguir uma vaga em uma boa empresa, estão maiores.

Há 20 anos atrás poucas empresas exigiam que seus funcionários tivessem formação superior, hoje, além da faculdade, é necessário ter uma pós-graduação, falar inglês e em alguns casos espanhol.

Isto acontece porque o mundo está em constante evolução e o número de pessoas qualificadas está aumentando consideravelmente.

Em se tratando de relacionamentos a dinâmica não é diferente, pois é necessário que invistamos em muitas áreas para que nosso casamento e também a família continuem logrando êxito em sua jornada.

Como o ser humano é dividido em espírito, alma e corpo, abordaremos a necessidade de aperfeiçoamento, utilizando estas três partes e associando-as ao relacionamento.

É necessário lembrarmos que o espírito é a parte que nos liga a Deus e nos capacita a raciocinar, ter inteligência, capacidade de análise, dentre outras coisas. A alma é a sede das emoções e é nela que estão armazenadas nossas experiências, quer sejam boas ou ruins e os sentimentos envolvidos com as mesmas. O corpo é o invólucro onde estas duas partes, conhecidas como imateriais estão armazenadas. O corpo sente de alguma forma as interações que o espírito e a alma fazem.

Paulo utiliza um texto marcante para falar sobre as dificuldades que nos sobrevêm e o que elas produzem, vamos ler:

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado”. (Rm 5.3-5 – ARC)

Este texto nos fala sobre o poder do aprendizado e sobre o fato do sofrimento ser pedagógico, pois, quando compreendido, nos ensina poderosas lições.

Em se tratando do relacionamento conjugal, todos nós passamos por momentos bons e ruins e TODOS eles tem a capacidade de nos ensinar preciosas lições, porém, precisamos compreender o que causou a situação, quais foram as consequências e o que podemos tirar de proveito das mesmas.

Sendo assim, é muito importante ensinarmos aos alunos que tudo coopera para o nosso bem, pois fomos chamados por Cristo (Rm 8.28). Como professores, precisamos saber interpretar as situações e fazer das mesmas um instrumento pedagógico para nós mesmos e para todos aqueles que nos cercam.

Que o Senhor nos ajude a compreender o (s) motivo (s) pelo (s) qual (is) estamos vivenciando as situações e que tenhamos sabedoria para aprender com elas.

1 – A IMPORTÂNCIA DO APERFEIÇOAMENTO

Crescer é sempre bom e, se pudéssemos crescer sem sofrer seria melhor ainda, porém, isto não é possível.

No reino vegetal para que a vida floresça é necessário que a semente se transforme e aparentemente morra. Muitas pessoas dizem que a semente morre, mas isto não é verdade, pois, se morresse, não poderia produzir uma planta.

A morte é aparente, porque a semente dá início a uma nova planta, pois passa por um processo de amadurecimento e aperfeiçoamento.

Vejamos como funciona o processo de amadurecimento:

“Sob condições favoráveis de água, temperatura e luz, o embrião deixa o estado de latência e começa a se desenvolver. A semente absorve água do solo e aumenta de volume. Esse crescimento faz a casca se romper e a radícula, estrutura que dá origem à raiz, alonga-se em direção ao solo. O passo seguinte é o desenvolvimento da plântula, nome dado pelos botânicos à planta jovem, ainda incapaz de fazer fotossíntese. Nessa etapa, a raiz se alonga e se ramifica terra adentro para fixar a árvore ao solo.

Quase ao mesmo tempo, desenvolvem-se as partes aéreas como o caule e os cotilédones. Também chamados de primeiras folhas, eles são ricos em nutrientes e alimentam a plântula na fase inicial de crescimento, quando ela ainda não tem folhas verdadeiras, capazes de realizar a fotossíntese.”

Daí para frente é só crescimento…

Uma pequena semente pode gerar uma grande árvore.

A semente da árvore está condicionada por Deus, ou seja, pela natureza, a produzir novas plantas, pois este é o ciclo da vida, mas, em se tratando de relacionamentos conjugais, para que a vida continue, ou seja, para que o casal cresça e tenha filhos abençoados, é necessário crescer juntos.

Assim como a semente precisa de luz, calor, água, terra (nutrientes) e gás carbônico, o relacionamento conjugal precisa de nutrientes e tais nutrientes são: atenção, carinho, amor, companheirismo, compreensão, perdão, dentre outros.

Quando a semente do relacionamento que está crescendo é regada com tais nutrientes, ambos os cônjuges são “abastecidos” e por isto crescem.

Conforme já lemos em Romanos 5, as tribulações (problemas de qualquer etiologia) servem para produzir em nós as experiências necessárias para crescermos e é durante tais situações que precisamos encher nosso cônjuge de nutrientes espirituais e emocionais.

Os nutrientes espirituais são a oração, o jejum, a leitura da Bíblia, o louvor, dentre outros e os nutrientes emocionais são a manifestação do amor, do perdão, da paciência, dentre outros.

De forma estranha, porém, real, durante os momentos de dificuldade (tribulação), temos a tendência a não manifestar coisas boas, porém, se compreendermos que o sofrimento realmente é pedagógico, deixaremos o Espírito Santo produzir em nós o seu fruto.

Vamos lembrar qual é o fruto do Espírito e suas manifestações:

“Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. (Gl 5.22 – ARC)

Em alguns momentos, para nos aperfeiçoarmos como casal, precisaremos enfrentar as famosas tribulações.

1.1 – Casais conscientes da necessidade do aperfeiçoamento

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Como aprendemos, a partir do momento em que compreendemos que os problemas podem nos ensinar preciosas lições e que o sofrimento é pedagógico, descansamos nosso ser no Senhor e aguardamos até que o vento passe.

Os casais que aprendem esta lição, tem condições de vivenciar situações desagradáveis e até prejudiciais.

Os casais que conseguem enxergar a necessidade de aperfeiçoamento nas três partes de sua vida, tendem a aprender de forma mais rápida.

Paulo escreve que estas três partes precisam ser conservadas irrepreensíveis até a vinda do Senhor, leiamos:

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. (1 Ts 5.23 – ARC) 

Em ordem de importância temos: espírito (do homem), alma e corpo.

Psicologicamente o homem é muito mais racional do que a mulher e, em alguns casos isto se torna um problema, pois as mulheres são mais emotivas que os homens. Por isto, durante o amadurecimento, os conjugues precisam se conhecer e compreender como cada um se comporta.

É necessário conhecer o que chamamos de personalidade, pois isto pode auxiliar bastante na compreensão mútua.

Personalidade é o conjunto de qualidades que definem a individualidade do ser.

Os atos de alguém estão ligados à sua personalidade e ao caráter.

O caráter é o traço moral que está gravado no âmago do ser.

Apesar das diversas posições sobre este assunto, a personalidade nasce com o indivíduo e o caráter é desenvolvido através das experiências, em especial, do ensino.

Por este motivo, é necessário que todos os pais ensinem aos filhos os princípios morais básicos para se conviver em uma sociedade, tais como honestidade, verdade, sinceridade, dentre outros.

A personalidade de cada um é bem complexa e, de acordo com um grande estudo realizado pelo maior psicólogo que já existiu (Carl Gustav Jung), elas se dividem da seguinte forma:

Reflexivo extrovertido: A personalidade reflexiva extrovertida corresponde aos indivíduos cerebrais e objetivos, que atuam quase exclusivamente na base da razão. Só dão como certo aquilo que se comprove com as devidas provas. São pouco sensíveis e podem ser até mesmo prepotentes e manipuladores com os outros.

Reflexivo introvertido: O reflexivo introvertido é uma pessoa com grande atividade intelectual, que, no entanto, tem dificuldade para se relacionar com os outros. Normalmente é uma pessoa teimosa e determinada em alcançar os seus objetivos. Por vezes é visto como um inadaptado, inofensivo e ao mesmo tempo interessante.

Sentimental extrovertido: As pessoas com grande habilidade para entender os outros e para estabelecer relações sociais são os sentimentais extrovertidos. No entanto, é muito difícil para eles se afastar do seu grupo e sofrem quando são ignorados. Têm muita facilidade de comunicação.

Sentimental introvertido: A personalidade sentimental introvertida corresponde a pessoas solitárias e com grande dificuldade para estabelecer relações com os outros. Pode ser pouco sociável e melancólico. Faz todo o possível para passar despercebido e gosta de permanecer em silêncio. Contudo, é muito sensível às necessidades dos outros.

Perceptivo extrovertido: Os indivíduos perceptivos extrovertidos têm uma fraqueza especial por objetos, ao ponto de lhes atribuir qualidades mágicas, ainda que façam isso de modo inconsciente. Não são apaixonados pelas ideias, a não ser que ganhem uma forma concreta. Procuram o prazer acima de tudo.

Perceptivo introvertido: É um tipo de personalidade muito própria de músicos e artistas. As pessoas perceptivas introvertidas colocam uma ênfase especial nas experiências sensoriais: dão muito valor à cor, à forma, à textura…  O mundo deles é o mundo da forma, como fonte de experiências interiores.

Intuitivo extrovertido: Corresponde ao típico aventureiro. As pessoas intuitivas extrovertidas são muito ativas e inquietas. Elas precisam de vários estímulos diferentes.  São determinadas a alcançar objetivos, e uma vez que conseguem, passam para o próximo e esquecem o anterior. Elas não ligam muito para o bem-estar daqueles que as rodeiam.

Intuitivo introvertido: São extremamente sensíveis aos estímulos mais sutis. A personalidade intuitiva introvertida corresponde ao tipo de pessoas que quase “adivinham” o que os outros pensam, sentem ou se dispõem a fazer. São criativas, sonhadoras e idealistas. É difícil para elas “colocar os pés no chão”.

Nós podemos ter uma personalidade prevalente e outras recessivas, ou seja, temos uma que é mais forte e alguns pontos das outras.

Talvez você esteja pensando que os professores de EBD devem ensinar Bíblia, porém, esta é uma visão retrógrada e distorcida, pois existem assuntos que não são tratados com profundidade na Bíblia e, sendo assim, precisam do respaldo de outras áreas.

Quanto maior o nível de conhecimento que adquirimos em vida, mais facilidades encontraremos e, em se tratando de relacionamentos pessoais e interpessoais, faz-se necessário conhecermos as pessoas e suas particularidades para que possamos viver uma vida agradável.

Se prestarmos atenção nos diversos tipos de personalidades, começaremos a observar que existe um padrão e quando compreendemos o nosso conjugue, diminuiremos o nível de problemas.

Faça um exercício e tente descobrir qual é a sua personalidade prevalente e ajude um aluno a compreender a dele.

O autoconhecimento não é somente necessário, mas fundamental para a sobrevivência e felicidade e o conhecimento do outro, neste caso, do conjugue, auxiliará a compreensão sobre porque nos comportamos de alguma forma.

1.2 – Desgastes no relacionamento conjugal

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De acordo com o Dicionário Priberam, a palavra desgaste tem os seguintes significados:

  1. Ato de desgastar. 
  1. Perda (do que se vai desgastando). 
  1. Gasto pelo uso ou atrito.
  1. Desbastado.

Se observarmos o segundo conceito veremos que aquilo que se desgasta, vai se perdendo.

Imaginemos uma barra de sabonete integra, ou seja, sem uso. À medida em que a usamos, ela vai diminuindo de tamanho e perdendo sua forma, ou seja, ela vai se desgastando e este é exatamente o que o segundo conceito explica, aquilo que vai se desgastando ou se perdendo ou deixando de existir.

O terceiro significado da palavra desgastar é “gasto pelo uso ou atrito”.

Para compreendermos o sentido deste significado, vamos utilizar os veículos automotores, mais especificamente os carros.

Todos os carros precisam de manutenção, pois seu uso faz com que algumas peças se desgastem e precisem de reposição ou reparação.

Um exemplo disto são os pneus. Se os utilizarmos de maneira correta eles se gastarão corretamente, mas se os utilizarmos de maneira incorreta, o desgaste ocorrerá precocemente, ou seja, de forma mais rápida.

Utilizar corretamente é andarmos com a calibragem correta, não andarmos acima da velocidade, não frearmos bruscamente, não passarmos em buracos, dentre outros.

O desgaste dessa “peça” automotiva é inevitável, pois o uso produz tal situação, porém, em nos relacionamentos interpessoais o processo é diferente, pois só teremos desgastes se utilizarmos “os materiais de forma incorreta”.

Quais seriam as formas incorretas de nos relacionarmos com nosso conjugue?

  • Agirmos sem empatia (se colocar no lugar do outro) 
  • Agirmos sem paciência (capacidade para tolerar) 
  • Agirmos sem educação (modo correto de tratar as pessoas) 
  • Agirmos sem amor (sentimento de afeição e desejo)

Como seres humanos e cristãos, precisamos compreender que os desgastes são causados por nossas atitudes, por não sabermos nos relacionar, por não conhecermos o nosso conjugue e também, por não reconhecermos que como seres humanos, somos repletos de fraquezas.

Em situações de desgaste, ambos os conjugues sempre são culpados, pois para toda causa existe um efeito e vice versa.

Se começarmos a agir com empatia, paciência, educação e amor, a tendência de termos desgastes diminuirá poderosamente e, se não tivermos desgastes, o relacionamento durará por mais tempo.

O correto é que dure por toda a vida e para que isto aconteça, precisamos evitar os desgastes.

Um ponto importante para conversarmos com os alunos e discutirmos em sala de aula é a capacidade de reconhecimento de erros.

Existem muitas pessoas que erram, mas não reconhecem que erraram e isto pode acontecer nas mais diversas situações.

Davi tinha uma característica marcante em sua vida que era a capacidade de reconhecer seus erros e isto evidenciava o título que ele havia recebido de Deus “um homem segundo seu coração”.

Quando Davi pecou contra Deus, contra Urias e contra Bateseba e o Senhor enviou o profeta Natã para repreendê-lo sua atitude foi linda, leiamos:

“Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR traspassou o teu pecado; não morrerás”. (2 Sm 12.13 – ARC) 

Davi era rei, mas reconheceu que havia alguém maior do que ele e também reconheceu que havia errado.

O interessante é que a Lei dizia que os adúlteros deveriam ser apedrejados, mas mesmo assim, Davi reconheceu seu erro “pequei contra o Senhor”.

Para evitarmos os desgastes nos relacionamentos nós precisamos reconhecer constantemente e sempre que necessário que somos passíveis de erros e que erramos em várias ocasiões.

Isto deveria ser ensinado nos conhecidos cultos de doutrina/ensino…

1.3 – A importância do constante cuidado

Evangelista Leonardo Novais de Oliveira

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Postado por ebd-comentada


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